revista bula

compartilhe



últimos comentários

  • Braz,tamanha flatulência, capaz de incendiar o planeta como se este fosse uma cósmica fossa ou cloaca, é de fazer pessoas muito amigas das vacas e suar carnes diminuírem seu apetite carnívoro. Chegamo ...

    8 horas atrás por Brasigois Felicio sobre O arroto e a flatulência no aquecimento global
  • Braz, acrescento ao seu comentário a máxima nelsonrodrigueana: "Se todos conhecessem a vida sexual uns dos outros ninguém se cumprimentaria na rua". Rss ...

    8 horas atrás por Brasigois Felicio sobre Então é assim o fim de um grande amor?
  • Obrigado, Eduardo, mas me permita teimar. 'Whatever works' não é 'tudo pode dar certo' de jeito nenhum, e muito menos a essência do filme. A essência do filme é a essência da filosofia woodyalleniana, ...

    8 horas atrás por Flávio paranhos

  • pois é(berth). bom. bem bom. bem bolado. praticubumprugurundum, já que estamos em baticuns de fevereiro. também gostei. nelsonrodrigueano mesmo, e muito dentro da realidade conjugal de muita gente. u ...

    9 horas atrás por braz sobre Então é assim o fim de um grande amor?

últimas no twitter

  • "Não é que o gênio se adiante um século ao seu tempo, é a humanidade que se encontra cem anos atrás dele" (Robert Musil)
    7 horas atrás
  • @tiagozanoli Embora tenha perdido o preconceito, mas é difícil achar tantas sacadas em um só livro. Meu exemplar ficou crivado de grifos.
    7 horas atrás
  • @tiagozanoli Não tenho mais. Minha redenção se deu com ?O Ventre?. Ainda não li ?Quase Memória?...
    7 horas atrás
  • @tiagozanoli Eis o trecho: "Só creio naquilo que possa ser atingido pelo meu cuspe. O resto é cristianismo e pobreza de espírito"...
    7 horas atrás
  • @tiagozanoli O meu preconceito com autores nacionais me privou durante anos de ler livros como ?O Ventre?. Estou tomado por ele...
    7 horas atrás

parceiros

sugestões de livros

  • Centopeia de Neon

sugestões de filmes

  • http://bit.ly/bE40kL

  • Lola Montes

  • Europa 51

  • No Limiar da Vida

POR EM 12/11/2009 ÀS 07:42 PM

O bezerro de ouro

publicado em

A laicização da ética, política, ensino, direito e estado, tendo por base o racionalismo, a primeira vista, parece ter afastado o encantamento do sagrado da esfera dos notáveis. Só a primeira vista. Porque o que de fato aconteceu é que a razão tomou o lugar de Deus. As entidades como Estado, Ordem, Lei, Ciência, encarapuçam as vestes sacras feito santos de pau oco e nós, o rebanho,  cultuamos, ofertamos, ajoelhamos: sacrificamos nosso salário minguado através de impostos e toda credibilidade.

 O ateísmo, esburacado por dentro, enche-se da fé no bezerro de ouro forjado a ferro e fogo no pé da montanha. Incapazes de produzir valores absolutos por si, projetamos valores no primeiro bezerro que aparece na nossa frente ou caímos no relativismo onde a força impõe a verdade de melhor designer. Numa osmose enlouquecida nos socializamos com tudo que brilha, uma fé surda na novidade, nas perfumarias; julgando-se céticos e descrentes... “Descrente? Engano. Não há ninguém mais crédulo que eu. E esta exaltação, quase veneração, com que ouço falar de artistas que não conheço, filósofos que não sei se existiram! Ateu, Não é verdade. Tenho passado a vida a criar deuses que morrem logo, ídolos que depois derrubo – uma estrela no céu, algumas mulheres na Terra...”, palavras de Graciliano no final de “Caetés”. Somos nós ainda, caetés. 

Somos nós contando segredos a estranhos via internet. Caindo em boatos. Repetindo pequenas frases de 140 caracteres automaticamente. Nós, os céticos, ateus, espíritos livres, racionais. Perdemos a força do indivíduo em confronto com absoluto, de um Jó no deserto, pra massificar, liquidificar, cantar em couro de louvor a aceitação. Somos nós gritando “Soltem, Barrabás”, embolsando 30 moedas, boquetando Caim no desejo ralo de pastar junto, brilhar por tabela. 

Somos nós, fervorosos defendendo o desenvolvimento sustentável ( do capitalismo de mercado e da exclusão) na crença vã de que estamos salvando baleias e ursos polares. Ai de nós, laicos, racionais, críticos; ingênuos adoradores do Bezerro de Ouro.

Bookmark and Share

Comentários (1)

  • Parabéns ao Marcus Vinicius por seu texto "O bezerro de ouro" - cortante como navalha. Eu acrescento: certas criaturas, pobres diabos, são tão pobres de alma, que sequer chegaram aos pés do Morro do mendanha, e já comemoram, como se tivessem escalado o Himalaia. Não confiando na força inerente ao ser quem se É, contentam-se em babar, feito beócios, ante as vitrines do inútil - bovinamente pastando junto aos consumidores consumidos nos palácios da representação dos desejos.Aí é que adoram o bezerro de ouro, fundido em ouro de tolo, vindo dos bolsos dos otários - alegria dos malandros engravatados - os neocínicos tesoureiros de Deus.

    3 meses atrás por Brasigois Felicio

*Obs — todos os comentários são moderados.
Não é aceito nenhum tipo de script ou formatação, caso queira adicionar um link apenas cole o endereço normalmente.
É permitida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia dos editores, desde que citada a fonte.
© Copyright 2009 — Revista Bula — Literatura e Jornalismo Cultural — editorial@revistabula.com


renovatio