Desenho de  Wendy MacNaughton
revista bula

compartilhe



últimos comentários

últimas no twitter

  • O Evangelho Segundo Lennon e McCartney | Revista Bula http://t.co/H7JjAESE
    7 horas atrás
  • @fpulcineli Número cabalístico: 5.000
    7 horas atrás
  • Casos de divã, se resolvem no divã...
    9 horas atrás
  • RT @screamyell Esse twitter novo é genial, mas ao contrario
    9 horas atrás
  • RT @revistaabsurda Para comemorar o #CorruPTosDay, o PT manda prender 150 PMs grevistas.
    10 horas atrás

parceiros

  • twitter rank


sugestões de livros

  • e eventualmente nojentas de casais escatológicos

sugestões de filmes

POR EM 22/08/2010 ÀS 12:09 PM

Hitler não foi herói na primeira guerra

publicado em

Adolf HitlerSerá lançado na Inglaterra, em setembro, o livro “A Primeira Guerra de Hitler”, do historiador Thomas Weber, da Universidade de Aberdeen (Escócia). Weber sustenta que mais de 70% de seu livro é baseado em fontes ainda não utilizadas por outros pesquisadores. Parte de suas revelações foi retirada dos arquivos do 16º Regimento de Reserva da Infantaria Bávara (RIR 16). Os arquivos não haviam sido catalogados nem utilizados pelos especialistas.

Weber diz que os historiadores compraram a tese, elaborada pelos nazistas, que reescreveram depoimentos, de que Hitler esteve na “vanguarda” da Primeira Guerra Mundial, como soldado e, depois, cabo. Como “estafeta”, o militar austríaco, a serviço do exército alemão, levava mensagens àqueles que estavam no front. É a tese tradicional. O historiador contesta e afirma que Hitler era mesmo portador de mensagens, mas para militares que atuavam na retaguarda. Segundo reportagem do jornal espanhol “ABC”, “Adolf Hitler não foi um herói na Primeira Guerra Mundial”, com material da agência EFE, o pesquisador encontrou dados que indicam que o “mensageiro estava sempre a mais de cinco quilômetros da linha de frente” da batalha.

Em 1918, Hitler ganhou a cruz de ferro, proposta pelo tenente judeu Hugo Gutmann. A reportagem do jornal, mera transcrição de um texto de agência, não cita “Hitler”, do inglês Ian Kershaw, embora a alentada biografia tenha sido publicada na Espanha em dois volumes. No capítulo terceiro da edição portuguesa (condensada, saiu em um volume, mesmo assim com 849 páginas), “Júbilo e azedume”, Kershaw nota que, inicialmente, Hitler mal fazia “qualquer alusão aos judeus” e não foi ferido, em 1916, em qualquer frente da luta. Hitler recebeu a cruz de ferro, no registro de Kershaw, “por bravura na entrega de uma mensagem importante”. O historiador ressalva que, como “a missão não era de uma bravura excepcional, só ao cabo de várias semanas a pressionar o comandante da divisão é que foi dada autorização para a atribuição da condecoração”. Em outubro de 1918, vítima de gás mostarda, Hitler foi internado num hospital. Noutras palavras, a guerra, na qual pouco ou nada lutara, havia acabado para o futuro ditador.

Os diários de guerra do soldado Justin Fleischmann, localizados por Weber, nada revelam sobre sentimentos anti-semitas ou nacional-socialistas (nazistas) no regimento do qual participava Hitler. As informações batem com os dados apurados por Kershaw. O jornalismo espanhol, mesmo num jornal de qualidade como o “ABC”, tem seu grau de pobreza comparativa ou referencial. Diz-se que um livro contém informações totalmente novas, mas não se faz nenhuma checagem de outras obras, como as biografias de Kershaw e da alemã Marlis Steinert (“Hitler”, Editora Verbo).

Bookmark and Share

Comentários (2)

  • Isso é bem questionável, ao menos pelas fontes disponíveis.

    Uma das melhores e mais completas biografia de Hitler, escrita pelo Joachim Fest, contraria boa parte das informações veiculadas acima, amparada em fontes históricas sólidas. Essa linha é seguida por todos os biógrafos sérios do Bigodinho. Logo, a versão desse escocês (?) merece ser encarada com um cautela.

    Fiquei curioso pra saber quais são essas tais "fontes ainda não utilizadas por outros pesquisadores", tendo em vista que a vida do Hitler já foi esmiuçada por diversos historiadores da maior seriedade.

    Essa história me lembrou aquela boataria sobre a homossexualidade dele, cuja discussão ganhou corpo com aquele livro "O Segredo de Hitler". Comprei essa bobagem, e não passa de um embuste, baseado em material fraco e altamente questionável do ponto de vista histórico, com "fontes" precárias. Foi, no fim das contas, uma bela jogada de marketing pra vender livro.

    1 ano atrás por Mateus Casadio
  • Além de sanguinário, mitômano.

    1 ano atrás por Alberto Alves


*Obs — todos os comentários são moderados.
Não é aceito nenhum tipo de script ou formatação, caso queira adicionar um link apenas cole o endereço normalmente.

É permitida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia dos editores, desde que citada a fonte.
© Copyright 2009 — Revista Bula — Literatura e Jornalismo Cultural — editorial@revistabula.com


renovatio