Desenho de  Wendy MacNaughton
revista bula

compartilhe



últimos comentários

  • Chega ser desonesto articular a situação ambiental degradante atual à religião, como se doutrinas religiosas fossem reponsáveis pelo buraco na camada de ozônio, por exemplo ou quem sabe pelas tonelada ...

    10 horas atrás por Carlos Rio sobre Pode detonar que Deus recupera
  • Compartilho da mesma angústia. ...

    15 horas atrás por Elizabeth sobre Garrafa ao mar
  • Euler e Elder, obrigado pelos comentários. ...

    16 horas atrás por eberth vencio
  • Caro, lei sempre seus textos. Gosto sempre. Entretanto, quando exagera na conversão de estrangeirismos para a língua portuguesa, fica bobo. Uma sugestão: não deixe de fazê-lo, mas faça com cautela, d ...

    16 horas atrás por Elder sobre A pior coisa que já escrevi na vida

últimas no twitter

  • Respire: 'Summertime' (George Benson e Jill Scott): http://t.co/CFRBWEat
    6 horas atrás
  • Numa carta escrita um ano antes de sua morte, Marilyn Monroe já se despedia: http://t.co/aQGLv7T0
    6 horas atrás
  • Busque um lugar para se hospedar, diretamente com os proprietários, em 19 mil cidades de 192 países: http://t.co/E28pOJhQ
    6 horas atrás
  • Navegue pelo corpo humano em 3D (é mais detalhado do que o aplicativo do Google): http://t.co/vHI5k5gi
    7 horas atrás
  • @myriamkazue Normalmente, não?
    9 horas atrás

parceiros

  • twitter rank


sugestões de livros

  • e eventualmente nojentas de casais escatológicos

sugestões de filmes

POR EM 09/07/2008 ÀS 12:00 PM

A TAM vai falir

publicado em

Isso vai parecer coisa de doido megalomaníaco, mas, acreditem, é verdade. Sou eu o responsável pelas falências de companhias aéreas. Explico. Toda vez que uma delas começa a degringolar seus serviços, eu a amaldiçôo e ela descamba de vez. Foi assim com a Transbrasil, com a Vasp, a Varig e, agora, com a Tam. A Bra, não. Não tive nada a ver com essa.
           
O caso da Transbrasil já faz tanto tempo que não me lembro direito, só sei que fui eu o responsável. Com a Vasp foi assim: Eu trabalhava, na época, em Goiânia e Itabuna, e fazia uma “ponte aérea” com Ilhéus, conectando em São Paulo. Era uma conexão de algumas horas e eu aproveitava para ir ao Masp e à Cultura da Paulista toda vez. Ou seja, não era um sofrimento, pelo contrário. Além disso, eu corria menos risco de perder o vôo de conexão.
           
Acontece que havia outro vôo que saía de Goiânia mais tarde e fazia uma conexão apertada em SP. Resultado, como a Vasp vivia cometendo overbooking, vira e mexe, dava problema. Ciente disso, eu sempre chegava bem cedo e matava o tempo no maravilhoso-e-de-nome-lindo aeroporto de Goiânia. Numa dessas, me chamaram pelo alto-falante no guichê da Vasp. Eu fui. Vieram com uma conversa mole, que meu vôo deu problema, coisa e tal, e me botaram no outro vôo, que saía mais tarde. Fizeram isso uma vez. Duas. Na terceira, fiquei esperto. Não atendi ao chamado. Quando fui embarcar, o pessoal da companhia olhou meu bilhete e disse, “Ah. O senhor é o que foi chamado, etc”, ao que eu retrucava, “Pois é, mas não sou besta mais, eu sei que vocês queriam me usar pra resolver seu overbooking”. Pararam de me chamar.
           
Mas o caldo entornou mesmo quando, por conta de preço, optei por Vasp pra ir a um congresso em Porto Alegre. Tínhamos escala em São Paulo. O vôo demorou a sair de Goiânia. O que eles fizeram? Soltaram outro vôo de SP e, quando chegamos lá, nossa escala se transformou em uma conexão de... 24h. Coitados, não sabiam com quem estavam lidando. Não deveriam ter feito isso comigo. Deu no que deu.
           
Então passei a usar a Varig. Não só isso. Mudei meus hábitos. De uma pessoa que detestava usar cartão de crédito, virei usador contumaz do dinheiro de plástico. Eu era um cliente sorriso. Entretanto, o tempo foi passando, o sorriso se transformando em carranca, a carranca em máscara de horror. Pra conseguir marcar uma passagem pelo programa de milhagem era preciso uma antecedência de vários meses, e mesmo assim corria-se o risco de viajar na asa ou preso a uma das turbinas. Reuni todos os meus pontos, peguei os caras distraídos, consegui fazer uma viagem em baixa temporada pro Chile, onde fiz um roteiro eno-gastronômico inesquecível (até hoje tento perder os quilos que achei por lá). Quanto a Varig, todo mundo sabe o fim (?) da história.
           
Por essa época, uns amigos pernambucanos elogiavam bastante o programa de milhagem da Tam. Lá não tinha essa história de passageiro de milhagem ser passageiro de última classe. Tinha-se os pontos, usava-se. Falaram tanto que voltei a acreditar em programa de milhagem. Não só voltei a usar cartão de crédito, como solicitei um maxi-turbo-mega-power-intercooler da própria companhia e passei a comprar até balinha com ele (enfrentando a incompreensão dos caixas de padarias e similares). Eu tinha um plano.
           
Acalentava a idéia de visitar o laboratório de um pesquisador nos EUA, durante o mês de outubro, mas teria de ser do meu próprio bolso, e ainda por cima teria de levar meus três estorvos (mulher e duas filhas). Pagaria as passagens com milhagens, ou, quem sabe, faria um upgrade na volta. Pra encurtar a conversa, mês passado dei inicio aos preparativos finais. Quatro meses de antecedência, pensei, são mais do que suficientes. Ledo engano. Pra fazer upgrade a tarifa da passagem fica tão cara que não compensa. Pra marcar duas passagens de adulto, ida e volta, não tem vaga. Isso mesmo: quatro meses de antecedência e não tem vaga. Nem no dia desejado, nem nos dias em torno. Nem ida, nem volta. A funcionária ainda teve o desplante de criticar minha imprudência de tentar “só” com quatro meses, já que deveria ter tentado com seis. Desliguei o telefone e fui fazer simulações na internet para outros destinos. Tente voar pra Europa com pontos, pra ver o que acontece: nem com seis meses. E com oito? Eles não aceitam pedidos com antecedência maior do que seis meses (!!!!!).
           
O tapete vermelho está encardido. E, anotem o que estou dizendo, vai rasgar.

 
Bookmark and Share

Comentários (1)

  • Caro colega, pode ter certeza, assim como todos nós um dia viraremos cadáveres, antes de 2020 a Tam vai fazer companhia a VASP, VARIG, PANAM e companhia. Como não sei o dia nem a hora só compro passagem antecipada para trechos domésticos pela Gol, Avianca ou Azul. Aos que voam TAM, Deus os proteja e lhes dê vida longa.

    6 meses atrás por Adilson Souza


*Obs — todos os comentários são moderados.
Não é aceito nenhum tipo de script ou formatação, caso queira adicionar um link apenas cole o endereço normalmente.

É permitida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia dos editores, desde que citada a fonte.
© Copyright 2009 — Revista Bula — Literatura e Jornalismo Cultural — editorial@revistabula.com


renovatio