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POR EM 06/10/2008 ÀS 06:16 PM

México City - Diário de Viagem

publicado em


Instantâneos


Xochimilco: Pântano Azteca de águas oscuras. Aquí hay gente que vive aislada. A mãe levando de balsa, remando, seus filhos para la escuela. Nosotros y los mexicanos bebiendo frescas cervezas. Triste-alegres, “valsam”. Noches Buenas, los terribles Mariachis e bem no fundo, quase não se notam, emplumados para a guerra, eles nos olham.

Teotihuacan
: Das casas de palha e barro, nenhum vestígio. Palácios, um rei morou aqui. Do alto da pirâmide, larga vista para o vale dos mortos -“camelando” suas últimas bugigangas.

Centro, praça do Zócalo: Em uma tenda zapatista armada, solitária, alguém canta uma velha canção, Che Guevara. Policiais no palacio del Gobierno montam-guardam os murais de Rivera.

Centro, Catedral
: Silêncio. No centro, à entrada, de interior negro, Jesus Del Veneno, oscuro, pende da cruz, como se pendesse de um galho, antes dos outros santos e altares. Tudo alto y dependurado. Cheiro incenso -mais silêncio, intenso, vindo de fora, da praça, um canto, irreproduzível, la-la-la-la, de tristeza amplificada de micrófono, alegre y desesperada. Um campesino escuta a si próprio na sala reservada, a conversar com estátuas, que lhe olham, e a si mesmas, assustadas, em seu silêncio de luto e de madeira.

Palácio de Belas-Artes
: Fora os santos! Catedral (in)útil onde se odeia/adora o homem: de novo Rivera, Orozco -um rasgo nas paredes, melhor que os murais, gigantescos e tirânicos: Gironella, pinturas que são um corte e sangram.

Museo Nacional de Arte: Bela moldura, em espanhol. Patio sin nombre -onde contemplo o vazio, o tempo, como se fosse a mais bela das artes, subindo e descendo as escadas.

Calle Francisco de Souza: O ocre cor de terra das casas da calle Francisco de Souza, hijos de la Malinche, também tingida de azul cobalto y Frida, que eu não vi, as aquarelas do museu de aquarela...

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