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POR EM 16/09/2008 ÀS 06:51 PM

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História de Cronópio

Certa vez contou que viu arrastar-se
pelas ruas de uma cidade em ruínas à noite
um fugitivo cronópio, muito verde e muito úmido.
(Mentiu que isso aconteceu em Paris).
 
O infeliz polichinelo mendigava
enquanto chacoalhava seus guizos
contra o chão de paralelepípedos
perseguido apenas pelo ruído
dos gritos das crianças, do canto
dos grilos e do latido dos cães.

Dois costureiros
 
- Vamos costurando nossas belezas - disse o primeiro.
 
- Sim, conquanto faremos uma bandeira e não uma mortalha... Um parangolé e não uma bandeira - apressou-se em corrigir-se o segundo. 
 
Dez maneiras de se entrar numa casa
(para Alcimar Fernandes)
 
Em uma das dez (ou quiçá 12, mas só direi das dez) realidades possíveis, ele atravessou o jardim sentindo o cheiro perfumado da noite e foi abatido assim que o seu pé direito tocou no batente da porta por um tiro de espingarda vindo da janela de cima. Numa segunda realidade, um cão da raça fila enorme e negro ficou observando-o parado por cerca de dois minutos até que, num único salto, estraçalhou a sua jugular. Numa terceira possibilidade, quando terminou de pular o muro, escutou três vezes o pio de uma coruja e tomou isso como um mau agouro, dando meia-volta e escalando para fora de novo o muro. Numa quarta e hipotética possibilidade, o celular tocou quando estava para pular o muro da casa, era sua mãe e ele havia esquecido de desejar-lhe parabéns pelos os seus 70 anos. Numa quinta hipótese, o alarme disparou e ele foi pego em seguida após uma perseguição no terceiro quarteirão. Numa sexta, ele colocou a mão no bolso e havia esquecido a arma. Numa sétima, estava sem bala. Numa oitava, ele escorregou e caiu quebrando a clavícula. Quando acordou, um policial chutava sua cara. Numa nona, ele teve que matar toda a família. Numa décima, a porta estava aberta, não havia ninguém em casa, as luzes estavam todas acesas e o cofre estava vazio e quando ele saiu foi recebido a tiros pela polícia.

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