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POR EM 15/09/2008 ÀS 06:43 PM

A política do o resto é que se dane!

publicado em


Estados Unidos e Inglaterra são duas potências que construíram a pujança de suas economias e do progresso social que usufruem investindo de maneira determinada e continuada em educação.

De lá vem a experiência colhida pelo governo do Estado de São Paulo para promover um salto de qualidade, uma guinada no modelo educacional paulista.

Um dos pontos mais destacados do modelo é a adoção de uma política de compromissos.
 
Ensina o planejamento que a conquista de metas e objetivos deriva da qualidade dos compromissos assumidos. Se algo não vai bem ou encontra-se fora de controle, é bastante provável que a carta de compromissos encontra-se eivada de vícios, equívocos ou pura má fé.

O planejamento como a educação, no Brasil, são historicamente tratados a pão e água. Onipresentes nos discursos, na verve e no proselitismo político, foram lançados à categoria do “bonito de falar para jamais aplicar”.

Ao se estabelecer compromissos e pactuar responsabilidades o que se busca é a construção coletiva, o fazer solidário. Nada que lembre o “fiz minha parte, o resto é que se dane!” o “cada um por si de Deus por todos” ou o “não tenho nada a ver com isso!”. Construção coletiva implica em ser reconhecido quando metas são cumpridas e, na ponta oposta, ser chamado à responsabilidade quando se deixa de alcança-las.

Como o pacto de compromissos encontra-se no centro estratégico do novo modelo, professores, coordenadores, direção e servidores da unidade escolar deverão planejar suas atividades especificando claramente o que, quando, onde e de que modo fazer. Implica dizer que a equipe pedagógica será submetida a periódicas avaliações, respondendo pelos resultados. Quando positivos, a contrapartida do Estado se materializará por bonificações por merecimento e incremento do orçamento para a escola. Mas quando negativos, a resposta se materializará com um corolário de punições como a redução orçamentária podendo chegar, no limite, ao fechamento da escola.

Outro aspecto relevante do novo modelo paulista é a implantação do currículo unificado. Isso no Brasil sempre funcionou de mentirinha, sempre existiu de forma muito precária. Como os problemas de gestão são crônicos, raramente os professores se orientam e cumprem os planos de aula e de curso. Com freqüência, o que geralmente ocorre é que os próprios professores acabam definindo, unilateralmente, que capítulo do livro ministrar, qual adaptar, qual fatiar, que seções simplesmente desconsiderar,... A partir da nova sistemática, os conteúdos pedagógicos serão repassados integralmente, se necessário com a reposição e a readequação da carga horária.

Um terceiro ponto compõe o tripé desse novo arranjo organizacional: é a aplicação de avaliações regulares ao término de cada etapa ou ciclo.

Felizmente, nos últimos anos, o Ministério da Educação tem submetido o setor a um virtuoso processo de avaliação. Da educação básica ao nível superior, a cultura da avaliação já se encontra internalizada dentre nós.

Na batalha para resgatar o papel da educação brasileira, colocando-a como ponta de lança do processo de desenvolvimento econômico e social, os fatos evidenciam que o Estado de São Paulo está no caminho certo. Estou plenamente convencido que o sucesso logo se mostrará intenso, avassalador. A ponto de retirar da leniência as demais unidades da federação.

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