Palavras não dizem muito. Atitudes dizem mais

Palavras não dizem muito. Atitudes dizem mais

Não é sempre, mas, de vez em quando, a voz do povo acerta o gol em cheio. Diz um provérbio chinês “há três coisas que não voltam mais: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”. Aqui no Brasil, diz-se que “quem fala demais dá bom dia a cavalo”. Do Oriente ao Ocidente, a sábia voz dos filósofos populares já compreendeu que a verborragia costuma trazer pouco resultado.

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Narrador de novo romance de Ian McEwan, ‘Numa Casca de Noz’, é um feto

Narrador de novo romance de Ian McEwan, ‘Numa Casca de Noz’, é um feto

Há leitores que gostam e leitores que não apreciam a prosa de Ian McEwan. Há até os que o acham sutil demais, como no caso de “Reparação”. Mas o escritor sustenta que faz questão de escrever livros interessantes para os leitores, não, possivelmente, para os críticos. “É um erro gigantesco o fato de um livro não ser interessante.” No caso específico de “Numa Casca de Noz”, Ian McEwan acredita que algumas pessoas “nunca lerão um livro cujo narrador é um feto e haverá outros que o detestarão. Os romances são a coisa mais pessoal que existe, pois é impossível escrever mil palavras sem se revelar parcialmente”.

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Como sobreviver a um pé na bunda

Como sobreviver a um pé na bunda

J. apareceu assim, como imagens em sonhos, um pouco fora de foco. Desconfiei dos meus olhos. Desconfiei do vazio do meu coração. J. estava lá. Em minha frente seu sorriso me perturbava. Provocava-me a sua beleza ainda não descoberta. Inflamavam-me sentimentos de dúvidas, incertezas e encantos a serem descobertos. Logo depois da primeira mirada, procurei-a no meio da multidão. Não era capaz de reconhecer novamente seus olhos, a memória traía meus sentimentos. E a memória nunca me traíra antes. Seria ela especial? Fascinante? Fascinada? E algumas horas se passaram até reencontrá-la. Primeiro encanto. Mas ainda continuaria em dúvida.

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Diz-me como tratas o garçom que eu te direi quem tu és

Diz-me como tratas o garçom que eu te direi quem tu és

Eu me vingo do mundo com os intestinos. De tal forma que eu tive que encarar o toalete deplorável daquele boteco. Não dava pra adiar. Estava sendo chantageado por uma mulher, e isso me dava cólicas terríveis. Não me venham com feminismo de araque. Podia ser um homem, só que, no caso, era uma mulher. Simples assim. Por que a dita-cuja me chantageava não lhes diz respeito. Só comentei o fato para contextualizar: eu andava estressado à beça e isso fazia com que minhas tripas sofressem.

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Ao meu pai, que se foi, meu muito obrigado para sempre

Ao meu pai, que se foi, meu muito obrigado para sempre

Lembro bem do dia em que o céu ganhou uma estrela solitária. Era véspera de uma data especial, algo que para a maioria dos familiares deixava tudo mais difícil. Não para mim. Naquele dia em que ele foi embora, vi um embate de uma jornada de duas décadas e alguns anos se findar. Recusei veemente durante toda a vida os fortes e profundos traços que minha personalidade (e rosto) trazia do meu pai. A psicologia explica: não queremos ser parecidos com os nossos pais, essa figura de autoridade incompreensível e, por vezes, interpretada por nós como ultrapassada. A maturidade muda isso — ou um grande e surpreendente acontecimento.

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100 razões pelas quais as mulheres broxam!

100 razões pelas quais as mulheres broxam!

Mulher broxa com o narciso, que só funciona diante do espelho. Mulher broxa com homem que conversa olhando para os próprios músculos. Mulher broxa com homem sensível demais, carinhoso demais, pegajoso demais. Mulher broxa com homem bronco demais, bruto demais, selvagem demais. Mulher broxa com homem fofo, que fala no diminutivo, com voz de bebê. Mulher broxa quando ele xinga e quando ele não xinga. Mulher broxa com homem que lhe falta ao respeito. Mulher broxa com homem calado e com homem que não para de falar. Mulher broxa com os depressivos, os dependentes e os carentes. Mulher broxa com erros de português. Mulher broxa com aqueles que só falam da ex.

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Ler romances faz viver mais e melhor. Palavra da Universidade de Yale

Ler romances faz viver mais e melhor. Palavra da Universidade de Yale

O hábito da leitura é um passaporte para o turismo no universo do imaginário, com direito a viagens sem fim. Porque mesmo quando você acaba de ler um, logo aparece outro e outro te levando para novas e fascinantes jornadas, e assim a vida vai ganhando motivos a mais para ser vivida. Pois aquilo que todos sabíamos por intuição, a ciência acaba de revelar por comprovação: ler faz você viver por mais tempo.

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