O silêncio também é resposta

O silêncio também é resposta

O silêncio diz muito mais do que se costuma ouvir de bocas aflitas, que jorram aos borbotões palavras atrapalhadas. Discursos tolos, sem aroma, nem sumo. Por vicio ou pretensa natureza, estamos acostumados a nos relacionar com a boca. Dela emanam sons filosóficos, conexos ou desconexos. Em sua maioria vazios como bolinhas de sabão. Falas de acompanhar a gula de bolinhos de bacalhau, chopes gelados em série, alargando barrigas carentes e solitárias companhias.

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Sempre que se sentir sozinho e triste, conte comigo, de segunda a sexta-feira, horário comercial, exceto feriados

Sempre que se sentir sozinho e triste, conte comigo, de segunda a sexta-feira, horário comercial, exceto feriados

Havia uma leva de desesperançados, oprimidos e curiosos no parapeito daquele viaduto sobre a Rua da Amargura, famoso na cidade inteira por servir de suporte aos poetas, bêbados, suicidas e ao público em geral que se amarrava num melodrama. Cronos, o filho de Gaia, estava ali em busca de um rosto, um conjunto novinho-em-folha composto de pele, nariz, lábios, pálpebras, sobrancelhas e expressões, que seria recortado, desinfetado e colado pelos médicos cubanos numa feiosa cratera esquelética onde antes havia uma face de mulher.

Neymar e o racismo: uma tragédia em quatro atos

Neymar e o racismo: uma tragédia em quatro atos

Atualmente, goste-se ou não, Neymar é o maior ídolo do futebol nacional. Discutir sua qualidade como jogador é estupidez: ele tem um tremendo talento, e já o provou em diferentes contextos. Por outro lado, discutir sua imagem pública e como ele a utiliza é algo que merece muitas reflexões. A principal delas é com relação às suas atitudes perante a questão racial. Eis uma história patética que pode ser resumida em quatro episódios.

O passado é uma fonte em que cada qual bebe conforme a sede

O passado é uma fonte em que cada qual bebe conforme a sede

Nos dias de hoje, quando se fala em inovação a gente logo se lembra de alguma geringonça eletrônica, de alguma ferramenta esperta assentada nos conceitos de informática, comunicação e computação eletrônica. O mundo virtual já se tornou tão presente na vida contemporânea que muitas vezes temos dificuldades em entender se alguma coisa é de existência de fato ou meramente virtual. O credito de seu cartão, por exemplo, é de natureza real ou virtual?

Senna não é Pelé

Senna não é Pelé

Os admiradores de Senna dividem-se em dois tipos básicos: os conscientes e os fanáticos, também conhecidos como “viúvas”. Os primeiros apreciam mais o automobilismo do que idolatram Senna. Sabem que foi um gênio do volante, não um semideus infalível. Os outros parecem acreditar que a principal razão da existência da F-1 foi fazer o Piloto do Capacete Amarelo brilhar. Lamentavelmente, o primeiro grupo é sufocado pelo segundo.

Recado de afeto àqueles que sonham

Recado de afeto àqueles que sonham

Lá vai alguém que sonha. Vai pisando seus medos, sofrendo sua ansiedade. Para, respira, sente fome, perde o apetite, foge de sabe-se lá o quê, senta na grama, levanta, dorme, acorda, cantarola, chora. Lá vai alguém que sonha seu caminho leve, procura o sol entre uma sombra e outra e sofre o peso de cada passo, desvia de buracos, armadilhas, arapucas, alçapões. Lá vai alguém que sonha. Vai em cima da hora, acelera na estrada à tardinha. Anda só na companhia de alguém que sangra, que parte e que há de voltar. Segue adiante.

Os 10 vilões do cinema que seriam fichinhas  perto dos criminosos da vida real

Os 10 vilões do cinema que seriam fichinhas perto dos criminosos da vida real

Enquanto aguardo a luz verde do semáforo, um motoqueiro avança com uma das pernas esticada, chuta o espelho retrovisor do meu carro, e foge. Aproveitei a pausa forçosa para listar nas costas de um bilhete de multa de trânsito o ranking dos 10 mais ardilosos vilões do cinema em todos os tempos, criaturas fictícias odiosas, assustadoras, abjetas, as quais seriam fichinhas, principiantes, amadoras, se comparadas à leva de celerados que infectam por aqui.