Quando nos deparamos com um mistério, um obstáculo intransponível à nossa lógica e entendimento, nossa insaciável necessidade pela compreensão nos compele a recorrer às divindades e ...
Teistas e ateistas, pouco me importam. Vale mesmo o indivíduo, dono do seu eu, senhor de si. Pronto para acreditar no que melhor lhe convir, pronto para servir-se da crença que lhe for favorável, apto ...
1 dia atrás por Marcelo Pasqualin Batschauer
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Sim. Deus existe
Gostei do texto, Denise. Parabéns.
Face às definições sobre ateísmo que surgiram nos comentários, postarei a minha:
Ateu: uma pessoa, um animal racional, que não conseguiu, depois de adulto, encontrar ...
Sou estudante de publicidade e achei bem bacana o ponto de vista exposto no texto sobre como a mulher sempre será o objeto da propaganda, seja ela para mostrar e reafirmar o esteriótipo de que mulher tem que cuidar da casa, ou de que ela é, e sempre será um instrumento de sedução. Eu como aspirante a publicitária posso dizer que hoje está cada vez mais difícil conquistar o consumidor pela simples propaganda de tv. Por que? Com a disseminação de internet, as pessoas que antes eram alienadas e realmente acreditavam em tudo que a publicidade dizia, hoje elas já não são atingidas. É um nicho cada vez mais difícil. Mas assim como a internet abriu a mente dos consumidores, ela também abriu portas para nós publicitários. O mote agora é usar do humor e dos virais da internet, que é a "modinha" do século, ao nosso favor. As pessoas estão cada vez mais ligadas a assuntos polêmicos e cada passo de um internauta, as coisas que ele vê, o que ele gosta, o que faz ele rir, o que faz ele questionar...Tudo isso vai influenciar nas propagandas mais atuais. Esse seu ponto de vista é realmente bem visto por publicitários, pois as pessoas realmente tão quebrando esteriótipos e tabus cada vez mais rápido. E a publicidade precisa evoluir com essa linha de pensamento.
Eu vi o show pela tv e também fiquei morrendo de inveja de quem pode estar lá.
Para quem ama o Stevie tem um vídeo do aniversário do Sting de 60 anos, em que os dois cantam Fragile. A gaita...meu Deus, sem comentário!!!
Toda a apresentação é de chorar e arrepiar...e querer entrar
na música.
O papel do homem na casa é trocar telhas, mudar móveis de lugar (segundo a vontade da patroa), desentupir pias e outros, abrir potes de conservas (palmito, azeitonas, etc.), montar/demonstar móveis, consertar a descarga e torneiras, etc. Infelizmente perdeu-se isso, é mais fácil e prático contratar alguém que faça estas coisas...
Parabéns, Ricardo Silva Oliveira! Texto muito bem escrito e instigante, que comenta um fenômeno filosófico e psicologicamente desafiador: o silêncio dos escritores. Não conhecia a tal síndrome de Bartebly... Sem querer me elevar à categoria dos escritores enumerados e comentados... Acho que sofro de alguma ansiedade de escrever que poderia, sim, talvez, não tenho certeza... Ser tal Síndrome de Bartebly. Acredito que muitos escritores se tornam autores já tarde porque levaram décadas para vencer, ainda que só provisoriamente, a síndrome de Bartebly. De toda forma.... Parabéns! Interessante texto!
Ricardão, parabéns pelo artigo. Interessante pensar em talentos que se calam, por motivos diversos. Para mim, no Brasil, o caso mais emblemático da síndrome de Bartleby é Raduan Nassar, autor do premiadíssimo Lavoura Arcaica. Nassar, que já havia sido criador de coelhos, decide recolher-se em seu sítio em São Paulo para se dedicar, segundo ele, exclusivamente à criação de galinhas. “Não há nada mais prazeroso que criar galinhas”, disse, em uma de suas últimas entrevistas, já não dá as caras há anos também na imprensa (vale lembrar que a falecida mãe de Nassar também era uma habilidosa criadora dessas aves). Em Goiás, há um escritor intrigante porque portador da síndrome de Bartleby sem ter publicado um livro. Marcelo Franco, escritor de primeira, parou de publicar antes de ter começado. Francamente... Marcelo, explique isso aí, rapaz. Seus leitores aguardam ansiosos por sua palavra. Ops, livro.
Não seja por isso, Rob Ville. Considere-se receitado por um médico com CRM, gravata e jaleco. Pode gritar a plenos pulmões que não presta duas vezes por dia por 30 dias. Far-te-á bem.
4 semanas atrás por Flávio Paranhos
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Gente burra
Procurei sempre falar a diferença entre livros bons e best seler. Acho que a definição que foi dada aqui é a melhor. Best seler é escrito para vender, por isso pode encantar o público, afinal é feito pra isto. Encontrar bons livros é vasculhar, pesquisar em votações ou 'top 10' de mais lidos é furada.
Compartilho da opinião da Cássia. Quando você quer ser "politicamente correto" demais, perde o que tem de melhor. Adorei o texto sobre o natal, mas não gostei desse. De qualquer forma você também é o meu preferido aqui.
Bela iniciativa esta. O conto foi uma das melhores coisas que li ano passado, mas na edição da Rocco. Foi a partir dele que Julian Barnes escreveu um de seus mais celebrados livros - O Papagaio de Flaubert. Vale a pena ler a pequena obra-prima de Barnes, depois de ler esta de Flaubert. E que venham mais contos como este aqui no Bula. Parabéns!
Olá Eberth, seus textos são os meus preferidos na revista bula. Isso que pela facilidade da leitura e pela forma como consegue transmitir com palavras o nosso cotidiano, com humor ferino e histórias que às vezes não sabemos se são reais, mas ficamos imaginando, fazendo suposições.
Porém quando você escreve falando de suas preocupações sociais, como este texto de hoje, você perde toda a espontaneidade e se torna comum.
Textos como os seus, aqueles despretensiosos, pouquíssimas pessoas conseguem escrever, mas este de hoje qualquer um consegue.
O que te faz diferente de outros cronistas que leio é justamente a originalidade. E convenhamos reclamar do governo, dos governantes, não é algo original. Isso todo mundo faz.
Mas está é apenas minha opinião. Mas é a opinião de alguém que lê os seus textos toda semana.
Dizer que Tolkien foi esnobado ou não pelo júri do Prêmio Nobel não parece ser uma grande ofensa se não for reconhecido os parâmetros que os literatos se utilizaram para determinar se a obra de um autor faz jus aos méritos da Academia. Creio que seria interessante conhecer a forma como são julgados e avaliados os textos literários e a importância do escritor além do labor da escrita para que ele se mantenha apto a uma indicação. Já que os arquivos sobre esta premiação foram abertos ao público, deveriam ser mostrados os parâmetros que regem uma indicação. Infelizmente, muitos escritores de qualidade se perdem com o tempo no que se refere a receber a premiação, seja porque sua literatura fala apenas aos seus conterrâneos, seja porque as editoras não se interessam em disseminar um tipo de literatura divergente da dos best-sellers.
Não, Dani, você me parece ter mitificado o livro. Existem livros horríveis. Não basta ter miolo e capa para que seja sagrado. Diferenças de qualidade existem e "um percentual interpretativo tão grande" é uma falácia. Existem várias leituras possíveis, mas não todas as leituras. A leitura absurda, por exemplo, não dev ser levada em consideração. Uma sugestão: Altas literaturas, da Dra. Leyla Perrone-Moisés, da USP.
Li vários textos, neste site, a respeito de livros sobre a 2º Guerra Mundial, com inúmeras indicações de leitura. Não vi, porém, nenhuma informação acerca do livro de Shirer "Ascensão e queda do Terceiro Reich". Este livro é melhor do que muitos daqueles indicados para leitura.
Acho que as classificações e titulações servem mais para justificar gostos literários e elogiar publicamente o esforço de determinados autores do que pra de fato classificar as obras. O conteúdo de qualquer obra literária tem um percentual interpretativo tão grande por parte do leitor que o esforço de classificá-las me parece até meio vazio. Em miúdos, dos melhores aos piores, sempre tem uma série de elementos, ou apenas um, nos livros que leva o leitor a navegar em novos mares, rever valores, despir-se de suas convicções, duvidar...
Eu acredito que todos os livros são lindos...
Pior que Avatar é Nosso Lar e filmes do gênero. Será que todos nós, depois de morrer, seremos obrigados a virar hippie tardio vestindo batinhas brancas?
Enfim, acho que ninguém pode levar entretenimento à sério. Todo livrinho de romance, filme, tem sua liberdade poética exagerada. Prefiro livros técnicos por isso.
Sou mulher e achei Avatar bem chatinho, mas não condeno quem gosta, rsrsrs. Meu namorado adorou, só faltou chorar.
Eu acho Matrix um lixo, e as pessoas só faltaram me "crucifixar" por isso. Tem gente que ainda acha que aquele lixo tem ligação com o livro Admirável mundo novo, que é o único livro de ficção científica que eu amei.
A força de expressão chamando as mulheres de sua vida de cabeças de vento, não foi das mais apropriadas, mas vejo um senso de humor por trás do mau humor.
"Amar o próximo como a mim mesmo. Eu não faria uma sacanagem desta com o próximo".
Também acho. Eu tenho muita dificuldade de me amar,sou exigente e insuportavelmente auto-crítica,imagine se vou amar os outros do mesmo modo? Eles iam querer matar-me.
Sempre que vejo decoração provençal, roupas de cama floridas e cheias de babado, aventais, panos de prato...vejo que todos esses produtos são pensados para mulheres estereotipadas, e nós acabamos comprando, gostando ou não, pois não temos opção. Eu até gosto de uma coisa meio rococó, ou essa moda anos 50, pin-up...Mas fico pensando, e o marido? Coitado! Vai morar onde? A decoração da casa e tudo mais, tem que ser pensado pelo e para o casal, tudo deve ser feito pelos dois! Imagine viver numa casa que não tem nada com sua personalidade! Por isso tem cara que vive na rua, no boteco (que aliás é mais a cara deles, já são todos amigos íntimos. É quase o segundo lar, isso quando não é o primeiro. Acho engraçado quando os homens que geralmente não ajudam em nada dentro de casa, ajudam a limpar, arrumar e a decorar o boteco em dia de jogo, sem ganhar nada!) Vejo quartos de casal decorados na internet que parecem quartos de menininhas adolescentes! Às vezes acho que nós, mulheres, somos muito egoístas e temos um gosto infantil. É difícil achar mulheres que gostem de uma decoração sóbria, "clean". Geralmente a casa de homens solteiros nos parece uma casa "nua", vazia, sem personalidade.
Assisti no YouTube uma entrevista de Slavoj Zizek ao canal Globo News em que ele comenta o filme e diz algo sobre a necessidade de colocar os humanos (os EUA) como heróis, mesmo que este herói seja representado por um humano que estaria num nível abaixo dos demais (deficiente físico). Algo como: é preciso que o menos apto dos humanos salve o planeta, porque os na'vi são incapazes sozinhos.
Não me lembro de tudo no momento, mas a ideia principal é esta.
Gente burra existe em todo lugar. Inclusive, fico chateado quando percebo que estou me comportando como essa gente - felizmente, isso acontece só quando respiro.
Os textos: Tanto "Gente demais" quanto "Kantiano, ma non troppo" foram divertidíssimos de se ler. Ri muito. Não com gargalhadas, mas com sinceridade.
Pensei em aplicar em mim também a mesma receita que você passa aos seus alunos, mas tenho um pouco de medo: primeiro, porque automedicação é muito perigosa e segundo, porque desconheço os efeitos colaterais. Ao menos já sei que preciso assistir aos filmes apenas mais 46 vezes cada. É um alívio!
Parece que não tenho nada realmente inteligente pra dizer, então fico dando voltas.
O artigo não faz menção ao livro Verdades e Vergonhas da Força Expedicionaria Brasileira de
Leonercio Soares. Na minha opinião um dos melhores retratos do que realmente foi a segunda grande guerra para os brasileiros.
Quando você anunciou o post no Twitter, eu disse: Ooooolha!
Mas, gostei. Acho que a publicidade é um dos maiores reprodutores do status quo. Se as propagandas começarem diversificar os tipos humanos que mostram, poderão ajudar não a mudar a sociedade, mas a revelar aos olhos do galerão as mudanças que já estão acontecendo, aos poucos.
Lembrei de uma propaganda de máquina de lavar que mostrava uma mulher solteira e uma casada com filhos, cada uma num canto da tela. A ideia era mostrar que a máquina servia para qualquer tipo e volume de roupa. Acho que foi a única vez que vi uma mulher solteira e independente numa atividade relacionada ao lar. Como se a gente tivesse robôs super avançados que fizessem tudo pra gente em casa, né?
Os (...) da vida também fazem sucesso com suas histórias de mau gosto, grotescas. A propósito, gostaria de ler algo mais positivo sobre Glauber, ou mesmo alguma crítica interessante ao livro de Nelson Motta, que, pelo visto, descontentou à maioria de seus leitores. Mas os comentários postados foram válidos: sejamos cautelosos com todo tipo de leitura e, principalmente, como qualquer leitor que se expresse, tenhamos bom senso ao julgar.
Ao contrário do que sugere o título, o final de um texto, para o leitor incansável,é sempre uma espectativa. Não importa o que se diga, um cronista dá seus berros "entre painas", contando com a ética e a leitura despretenciosa dos leitores.
Um abraço!