Eu encarei o propósito da listagem como um tipo de brincadeira, não levei á sério. Listar top 10, 20, 30 e agora 40 é uma coisa muito pessoal. O que é bonito, bom e gostoso ao meu ver pode ser uma mer ...
Uma grande piada que soa como verdade? Ou uma pequena fração da realidade que serve como paródia? Por um ou por outro, ainda é mais divertido do que desventuras no Congresso ou nos Carandirus da vida. ...
Adorei o texto e destaco as transformações criativas e fonéticas de estrangeirismos para a língua portuguesa. Nem tão velada crítica de costumes. Parabéns! ...
Eu encarei o propósito da listagem como um tipo de brincadeira, não levei á sério. Listar top 10, 20, 30 e agora 40 é uma coisa muito pessoal. O que é bonito, bom e gostoso ao meu ver pode ser uma merda ao ver das outras pessoas. Eu concordo com a professora Lia Farias. Não existem livros ruins, na minha opinião existem livros mau escritos, mau elaborados. Da listagem apresentada não li nenhum deles, não pretendo lê-los também, pois não fazem o tipo de leitura que me atraia. Meu enteado de 14 anos tem muita resistência a ler. Eu vivo falando para ele ler, falo da importância da leitura em todos os aspectos da vida (da inserção social á comunicação), ele não dá a mínima. Ele simplesmente não sente vontade alguma em ler. Eu insisto com ele para procurar livros que tratem dos assuntos que o interessa (skate, futebol, jogos eletrônicos, RPG, garotas, terror). Eu vejo dentro da minha casa um exemplo dos dias de hoje: a maioria da rapaziada da geração dele não se interessa por leitura, são na maioria analfabetos funcionais. Ele repetiu de ano na escola. As notas dele são sofríveis. Em português, nossa! Sem comentários. Ele mau consegue elaborar um texto de 5 linhas com o mínimo de compreensão. A maneira dele escrever é de uma criança de 7 anos recém alfabetizada. Claro, a mãe dele tem a parcela de responsabilidade. Estamos juntos há um ano e eu também me insiro como responsável por ele, tenho demandado muitos esforços para incutir na cabeça o mínimo de vontade em melhorar a grafia, o vocabulário (repleto por gírias) e o gosto pela leitura. O grande culpado disto é o Estado com a sua política de aprovação continuada. Este garoto não deveria ter chegado ao fim do ensino fundamental com este desempenho escolar de um analfabeto funcional. O resultado é que aqui em Minas não há aprovação continuada e no primeiro ano dele aqui como aluno da rede pública estadual é a repetência. O ensino estadual de Minas é deficitário e cheio de problemas. Eu e a minha esposa acompanhamos de perto este primeiro ano dele frequentando o colégio do bairro que moramos. Os professores e a direção da escola são muito dedicados e esforçados. Por iniciativa da diretora foi implantado um horário alternativo para plantão de dúvidas e de reforço escolar. No ano passado fomos á todas as reuniões de pais e pude verificar como os professores e a direção da escola estão empenhados em formar bons alunos que serão bons cidadãos no futuro próximo.
A minha esposa que é oriunda de SP ficou espantada com o atendimento dos professores e da direção da escola, mais, ela ficou surpresa com a forma respeitosa, porém, enérgica com que os professores se relacionam com os alunos. Ele me disse que na escola onde o meu enteado estudava até 2010 em SBC os alunos afrontavam os professores, a direção e os demais funcionários da escola. Os professores também não tinham o menor interesse em reverter a situação. Desculpem-me por ser prolixo, mas achei oportuno. Parabéns á professora Lia Farias.
Uma grande piada que soa como verdade? Ou uma pequena fração da realidade que serve como paródia? Por um ou por outro, ainda é mais divertido do que desventuras no Congresso ou nos Carandirus da vida. Quer dizer, divertido para os leitores, não para ti que teve de "suportar" ares tão refinados de tal dama tupiniquim que, assim como as "megamentes" de um tal Big Brother, agora batem insistentemente ponto em nossas pequenas telas chamadas de Tv aberta.
Adorei o texto e destaco as transformações criativas e fonéticas de estrangeirismos para a língua portuguesa. Nem tão velada crítica de costumes. Parabéns!
Obrigado a todos, mesmo havendo muitos conflitos de opiniões, elas me foram úreis. Confesso que muitos deste não li, mas vi que alguns são unanimidade, mas acredito que deixar Machado de Assim de fora foi um erro.
Belíssimo texto. Além de despertar esta curiosidade por Lisboa e por desvendar os territórios portugueses, seu texto não se desfez em estereótipos pejorativos que nós brasileiros frequentemente utilizamos para "chamar" nossos conterrâneos de além-mar. Quem sabe se nossa história pregressa não tivesse terminado de maneira a deixar-nos com um gosto meio amargo na boca, poderíamos reconhecer Portugal pela grandeza que foi e pela melancolia que persiste nas letras do fado e na poética de Fernando Pessoa e companhia. É preciso perceber que uma nação se faz de pessoas como os fadistas que, ao impostar tanta emoção nas melodias e letras do fado, faz viver o ideal de um povo, as agruras de um coração machucado, a nostalgia por um tempo que nunca voltará.
Dá-lhes, admirável Eberth! Eles merecem. Eles & elas, certas personas mascaradas da sociedade, num circo de patéticos fantoches, com suas grifes, cosméticos e aparências. Para além do imediatismo do riso, seus textos motivam reflexão enquanto críticas de comportamento, eivadas de metafóricos deboches, adesivos que bem se aplicam aos seus respectivos alvos.
Mudei bastante minha visão sobre bom e ruim de uns tempos pra cá. O gosto por certo tipo de livro varia de situação, nível intelectual e tendência. Há pessoas que se encontram perfeitamente em Paulo Coelho, outros que o desprezam e outros que nem o entendem! Não é porque Clarice, Saramago e José de Alencar são famosos que tem de ser unânimes. Eu nunca leria um livro do Eike Batista, por exemplo, e não é nem porque o ache um mau escritor e sim porque não é o meu tipo de literatura. Não curto chick-lit mas não exageraria a ponto de colocar todos os livros do gênero em uma lista assim, na verdade não criaria uma lista assim, sou apaixonada demais para ser tão radical.
"Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro". Pena que nem todos podem pensar assim. Por isso, vivem no medo na angústia. Vivem sim uma vida vazia, sem sentido. A morte não é o fim.
O problema não está na crença da existência ou não de Deus, pois se existimos é porque algo nos criou. O problema está na natureza do criador. O Universo é infinito, portanto, nada pode criar o Infinito, uma vez que nada pode ser maior que ele. Então só nos resta uma alternativa: O próprio Universo é o criador. Mas como o Universo seria o próprio criador? Sabemos que tudo no Universo é regido por uma linguagem matemática. Hoje, os cientistas já sabem queo universo todo é permeado por uma energia. Eles a chamam de Energia Escura, porque não a vêem. Ora, uma Energia infinita e regida por uma linguagem matemática é uma Energia Inteligente. Logo, o próprio Universo é um campo infinito de energia inteligente, mas não Consciente, pois não faz sentido a existência de um ser que não conhece sua própria dimensão, já que é infinito (pelo menos, segundo Huberto Rohden esta forma de consciência que conhecemos). Esta teoria se encaixa na filosofia taoista que diz: Tao (o Universo Imanifesto, Deus) gera Ki (uma energia secundária já pertencente ao universo relativo), pois se divide em Yang e Yin e gera tudo que existe. Para quem quer se aprofundar neste assunto escrevi o livro O MITO DO DEUS PAI publicado pela EDITORA BIBLIOTECA 24X7 e que pode ser adquirido diretamente no SITE DA EDITORA ou na LIVRARIA CULTURA. Ele discute o Universo Inteligente, senhor de sua própria criação. Entretanto, este não é um livro materialista, pois mostra que somos quantidades ínfimas de energia gerada pela vibração da Inteligência Infinita até adquirimos consciência através das sucessivas reencarnações em corpos materiais até evoluirmos para Seres Superiores (Espíritos de Luz).
Infelizmente, este é um assunto sobre o qual as pessoas se recusam a falar e até a pensar. Elas têm medo, horror mesmo do desconhecido e isso leva ao comodismo de aceitar as explicações burlescas dos religiosos inclusive de que quando se sofre é por que o deus pai gosta muito de nós e está nos pondo a prova para ver nossa o grau de nossa fé. Esta é a desculpa que os religiosos têm par justificar a miséria humana. Como psicanalista posso assegurar que esta é uma atitude de transferência dos nossos pais biológicos que nos protege quando criança para um pai mais poderoso que nos protegerá quando adultos. Recebi um E-mail que trazia uma lenda cherokee da iniciação de um jovem ao estado adulto. Nela ele ficava de olhos vendados a noite toda a mercê de toda sorte de perigos, mas ao acordar e tirar a venda dos olhos viu que seu pai estava ao lado dele o tempo todo. Comparava a mensagem a Deus nos protegendo. Respondi então: Se Deus está ao nosso lado, por que então ele não protege seus "filhos" como o pai do índio e evita tanta desgraça, tanto assassinato no meio do mundo. Esta é a razão pela qual nossos antepassados tomaram os extraterrestres que assomaram em nosso céus como deus e sua comitiva de anjos que vieram trazer justiça à Terra, fazendo prosperar os bons e aniquilando os maus, imagem esta bem retratada nos textos bíblicos e que perdura até hoje, mas o Infinito não pode se reduzir ao finito (aspecto humano). Assemelho esta condição a de dois personagens lendários de nossa história. O primeiro chamado de Bartolomeu Bueno da Silva vendo as índias ricamente adornadas com chapas de ouro procurou saber sua procedência. Como ela se recusaram a lhe informar ele pôs fogo a uma tigela contendo aguardente, afirmando que, se não lhe desse a informação lançaria fogo em todos os rios e fontes. Com medo, os índios informaram o local e o apelidaram de Anhangüera (em tupi, añã'gwea), diabo velho. O outro persongem é Diogo Álvares Correia que recebeu o apelido de Caramuru (palavra tupi que significa lampreia) ao afugentar indígenas que o queriam devorar, matando uma ave com um tiro de arma de fogo. O náufrago português foi bem acolhido pelos índios Tupinambás que o chefe deles, Taparica, lhe deu uma de suas filhas.
Pedro Cabral Cavalcanti – pcabralcavalcanti@gmail.com
Querer desvender mistérios físicos, quimicos e outros que formam nosso mundo é como querer enxergar atomos com microscópio ótico, cujas lentes são feitas também de átomos.
Seriamos mais felizes sem religiões.
Como nasceu o universo? Não importa. Mesmo se importasse ainda seria inútil.
PS: Denise, você é brilhante.
Sem ironias: o texto é muito bom e até bem argumentado, mas não consegue, efetivamente, provar a existência de deus (mesmo com o bem elaborado jogo de palavras "todo efeito tem uma causa e não toda causa tem uma causa"). O que fica é o sentimento de que cada um tem o deus que quer ou precisa, como se fosse um sabonete, definição que Luis Felipe Pondé usou num programa "Invenção do Contemporâneo" sobre Zygmunt Bauman.
Na minha concepção o ponto de partida pra qualquer conjectura acerca desse tema, é Negar a existência de qualquer convicção que não comporte evidência. É tão mais honesto e menos pretencioso admtir o "não sei".
Rsrsrs, pessoal, leiam mais, todo mundo aqui falando que Machado de Assis é o maior escritor brasileiro, ele é comum, igual ele tem milhares mundo a fora. Alguém aqui já leu Guimarães Rosa? Grande Sertão Veredas?
Parabéns pelo texto, Denise Rossi. Vou contar um milagre: eu também sou adepto do "Universalismo Estelar", mesmo que antes parecesse impossível alguém, além de você, seguir este "caminho". Sobre o comentário de Breno Peck, que diz "De resto o texto é uma divagação inocente e bem legal, que daria um bom papo, mesmo com os deslizes subjetivos de atribuir intenção àquilo que é só um mecanismo físico". Bobagem, caro Breno. O que você afirma diz respeito, provavelmente, às últimas descobertas das neurociências, que se pretendem dogmáticas (segundo Durkheim, o pior dogma é o da ciência), verdades derradeiras sobre o homem, excluindo a subjetividade, a alma. A ciência, caríssimo Peck, naturalmente caolha, obviamente só trabalha com o que é palpável, e não raro precisa redimir-se de erros crassos. Já pensou se a ciência nos resolvesse todas as questões, nos elucidasse em todas as nossas sombras? E a filosofia, a psicologia, a religiosidade (não falo de religião, mas de (re-li-gi-o-si-da-de)? A ciência evoluiu nas descobertas do funcionamento cerebral, mas, em sua arrogância intrínseca, está tão longe de desvendar todos os mistérios dessa máquina fantástica! E quem disse que o funcionamento cerebral, visto por aparelhos sofisticados, capta a subjetividade, a alma? Claro que não. Quando não tem mecanismos para estudar algo, a ciência simplesmente o descarta, mesmo diante de evidências - sim, evidências, termo tão querido pelos cientistas. É o corpo que movimenta a alma ou o contrário? A ciência, repito, fala do que vê, e o que vê não anula o que não pode captar ou analisar tecnologicamente. Será que os cientistas nos permitem ao menos o benefício da dúvida? Ou o dogma apontado por Durkheim é mesmo o mais sombrio? É isso aí? Ou não? "Causa e efeito, fluxo e refluxo, ensaio e erro: no âmago da própria existência encontramos a motivação" (Emerson)
Falta um pouco de compreensão da autora sobre o que entendem aqueles que hoje em dia se denominam ateus.
Nenhum ateu que se leve ou que queira ser levado a sério nega a existência de um deus criador ou qualquer entidade (ainda) sobrenatural. À pergunta "quem criou o universo?" até mesmo Stephen Hawking, talvez a mente mais brilhante em funcionamento hoje em dia, só possui um mero palpite; à mesma pergunta, qualquer ateu sensato só pode responder "não sei".
Ateus são na verdade o que se convencionou chamar de agnósticos: não negam a existência de deus coisa alguma. Só preferem não entregá-la a entendimentos subjetivos, individuais, que podem fazer sentido pra uns e simplesmente não ser válido para outros.
De resto o texto é uma divagação inocente e bem legal, que daria um bom papo, mesmo com os deslizes subjetivos de atribuir intenção àquilo que é só um mecanismo físico.
Parabéns pelo texto, perfeito.
Sem querer fazer nenhum tipo de merchandising, mas esse texto ajuda a espressar muito bem toda a nossa cultura cosumista, empregada em nossas mentes no dia a dia, como conta gotas de frases de efeito. Tenho ira ao ouvir o slogan de uma certa rede de magazines, que ao final de suas massantes propagandas de ofertas "imperdíveis" apresenta o slogan "VEM SER FELIZ!", como certeza de que nossa felicidade está em comprar, e melhor ainda para eles, se comprarmos lá, ai sim seremos "felizes".
Outrora, andei à cata de formação na filosofia, galgando uma graduação apenas começada, de onde sai para as Letras e para o autodidatismo de estudante de filosofia. Agora mesmo puxei um volume pequeno da estante, "Vidas de los filósofos más ilustres", de autoria de Diógenes Laercio, publicado pela Espasa-Calpe, da Argentina. Enfim... O Nietzsche tem certa razão: cada filósofo é a filosofia. À parte isso, a felicidade tem um excelente tratamento na literatura do Tolstói, nas novelas curtas. O filme "A última estação", que tematiza a fase final da vida do escritor de Guerra e Paz, também nos dá uma dimensão do que foi a busca da felicidade ao lado da condessa.
A data correcta é 25 de Janeiro de 1882, Inglaterra. De qualquer forma trata-se um texto muito completa para o conhecimento desta maravilhosa escritora.
4 dias atrás por Marisa Macedo
oba! mais um leitor (luiz andré) atento ao cenário das letras. valeu. grato pela participação.
Deveria continuar, sim. Suas escolhas literárias são louváveis e é muito bom perceber que neste mundo de best-sellers que se tornam modinhas do dia para noite, há espaço para clássicos e livros contemporâneos de conterrâneos e aqueles que fazem o leitor que desbrava as searas das letras a compreender melhor estas criações intelectuais e artísticas que estão a nossa disposição.
Texto simples que expressa ideias e questionamentos comuns a todo ser humano. Penso que a culpa não seja do consumismo, aliás, não é um sistema ou uma ideologia que represente toda a problemática. São questões, muito bem observadas no início do texto, estritamente individuais. O saber real acontece subjetivamente. Quando nossa busca pela saciação de nossos desejos estiver concluída estaremos aptos a morrer. Logo, atingir a felicidade s
Que sejam prestigiados todos que possuem esta síndrome, em detrimento de certas espécies que repetem-se à exaustão. Tenho medo de uma obra nova de um escritor que eu gosto muito. Medo de me decepcionar.
Ibiapina, meu filho, não feche os olhos para a escrita do Chico, assuma que o rapaz também tem talento para literatura. Hilário é voce não dizer nada nos seu comentário, mais que isso, é uma PIADA.
Pior do que o panfletarismo da esquerda, é o direita, disfarçada de "Liberal". Venho notando como o sr. EULER DE FRANÇA BELÉM, preenche as páginas desse site com artigos sempre soltando farpas contra a esquerda, de todas as formas; parece que ele esquadrinha livro em busca de citações sobre a esquerda, e acaba desviando o rumo do site.
Faltou o recente livro do Jô Soares "As Esganadas." Não que os outros livros desse autor sejam bons, mas neste último sequer existe aquela leve comédia que faz dar um sorriso. Parece uma junção de rascunhos que iriam ser jogados fora, mas na falta de idéias pensou-se que daria um bom livro.
Perfeito. Confirmou a minha suspeita de que não deveria passar nem perto desse "filme". Discordo de que o cinema nacional seja ruim. Temos gloriosas exceções. Independente da proposta de ser "arte" ou "mero entrenimento". Mas essa mistura de piadas forçadas dos Cassetas com o humorista bola da vez Adnet não poderia mesmo dar boa coisa. Hilário mesmo deve ter sido ver a plateia fugindo da sala de projeção.