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Lauro Marques
Recordações em vermelho, preto e branco
02/03/2009 | Por
Lauro Marques
em
colunistas
Eu escutava, no escuro da garagem, o rádio do fusca estacionado (um fusca lamentavelmente verde-abacate), em Mossoró, anos oitenta, interior do Rio Grande do Norte...
Notas de viagem - Minas
26/01/2009 | Por
Lauro Marques
em
colunistas
As igrejas em São João Del Rei e em Tiradentes têm o teto em forma de uma caravela invertida...
Ecce Homo
10/12/2008 | Por
Lauro Marques
em
colunistas
Ecce Homo é uma obra peculiar dentro da biografia de Nietzsche. Ele a escreveu pouco antes...
A morte exata do crítico medidor
03/11/2008 | Por
Lauro Marques
em
conto
Em seu escritório atapetado, cercado de livros por todos os lados, o crítico avaliava, com régua métrica, calibrada...
O telefone está tocando, Delia
03/11/2008 | Por
Lauro Marques
em
tradução
As mãos de Delia doíam. Como vidro moído, a espuma de sabão ardia nas rachaduras de sua pele, punha nos nervos uma dor áspera ferida repentinamente por lancinantes agulhadas. Delia havia chorado sem disfarces, abrindo-se para a dor como para um abraço necessário. Não chorava porque uma secreta energia a repelia para a queda fácil do soluço; a dor do sabão não era razão suficiente, depois de todo o tempo que tinha vivido chorando por Sonny, chorando pela ausência de Sonny. Teria sido degradar-se, sem a única causa que para ela merecia a dádiva de suas lágrimas. E, além disso, ali estava Babe, em seu berço de ferro comprado a prazo. Ali, como sempre, estavam Babe e a ausência de Sonny. Babe em seu berço ou engatinhando sobre o tapete surrado; e a ausência de Sonny...
Minimum res (coisa mínima)
03/11/2008 | Por
Lauro Marques
em
arquivo
AFORISMO SEM NENHUM PRÉ-JUÍZO (para Valdivino Braz)Em terra de cego quem tem um olho é semi-ótico. ARTE É INTERPRETAÇÃO Uma obra de arte &eac
O toalete ou Hamlet
03/11/2008 | Por
Lauro Marques
em
ensaios
Concordo que o estudo das Humanidades não salva ninguém. Ponto. Aliás, é muito mais condenar, ao desemprego, por exemplo, do que salvar. No nosso País, então nem se fala. Só que Fish pensa demais como americano, confortavelmente instalado num posto de prestígio de uma universidade de um País tremendamente rico, e não só culturamente...
Crime e castigo
03/11/2008 | Por
Lauro Marques
em
ensaios
Flávio Paranhos escreveu na edição anterior desta Revista Bula, taxativo: "Crimes e pecados é filosoficamente superior a Crime e castigo". A frase pode muito bem ser lida como uma mera "opinião de torcedor", segundo ele próprio critica a respeito dos comentários ao artigo dele postados no mural...
A performance
13/10/2008 | Por
Lauro Marques
em
arquivo
Pedro e Marta haviam combinado de irem juntos à abertura, cercada de mistério, da instalação do artista que estava causando sensação naquele momento na cidade
México City - Diário de Viagem
06/10/2008 | Por
Lauro Marques
em
arquivo
InstantâneosXochimilco: Pântano Azteca de águas oscuras. Aquí hay gente que vive aislada. A mãe levando de balsa, remando, seus filhos para la escuela. Nosotros y los
Tradução: Pequeno café, de Paul Valéry
29/09/2008 | Por
Lauro Marques
em
tradução
Um gênio em roupas escuras, grosseiramente pintado de barba quase azulada... Ele se entedia tanto de sua solidão! Pega um banco para mim. Ele me traria qualquer coisa. Compreendo que vive num mundo imaginário...
Coisas mínimas II - miscelânea
24/09/2008 | Por
Lauro Marques
em
arquivo
Realidade das coisasO sol nasceu outra vez hoje.A Realidade das coisas consiste em sua persistência forçando a si mesmas ao nosso reconhecimento. Se uma coisa não tem uma tal persi
Liquidação de descontos
16/09/2008 | Por
Lauro Marques
em
arquivo
História de CronópioCerta vez contou que viu arrastar-sepelas ruas de uma cidade em ruínas à noiteum fugitivo cronópio, muito verde e muito úmido.(Mentiu que
Lector in fabula
08/09/2008 | Por
Lauro Marques
em
arquivo
Explicação do poema “EU” Ferro brasadormecidacrostas e encostas enegrecidasEu!pétrea-estupidificadaensandecidabrutamolecidarosa“molusco”. O POEMA
Quatro notas & uma cançãozinha gratuita
12/08/2008 | Por
Lauro Marques
em
arquivo
Literatura não comparada (1) Até as últimas páginas de “Crime e Castigo” não sabemos qual será o fim de Raskólhnikov. Ele irá s
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Educação não é missão
O “discurso missionário” é tão forte que basta observar o resultado de concursos do tipo “Professor do Ano” ou “Professor Nota 10”. Não raras vezes os vencedores são profissionais pouco preparados. Pessoas que mal sabem ler, mas ensinam a ler...
Por Ademir Luiz
A inconsistência de Ser
“Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer?”. Assim escreveu Clarice Lispector, que dizia prescindir da realidade, porque tudo se pode ter, através do pensamento...
Por Brasigois Felício
O duelo atrapalhado
Não sei quem são seus sócios, nem onde arrumou grana, mas não é de ver que o tal boteco ficou a fina flor de ajeitado? Paredes de pau a pique, telha de zinco, um balcão oval com tamboretinhos redondos...
Por Edival Lourenço
O morto não presta
A sala estava repleta de gente, pessoas conhecidas, rostos estranhos também, e mais aquele vereador que nunca faltava a um velório sequer...
Por Eberth Vêncio
Uma nova doença
Quem primeiro falou sobre Aids em Goiás, que eu me lembre, foi o escritor e dentista Carmo Bernardes, numa crônica no Diário da Manhã, no final de 1980 ou início de 1981...
Por Helverton Baiano
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