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Flávio Paranhos
Por uma lei de imprensa nazista
27/06/2009 | Por
Flávio Paranhos
em
colunistas
Estava eu lendo tranqüilamente minha Folha de São Paulo, quando deparo com uma pequena mas absolutamente oligofrênica matéria a respeito de uma adolescente americana que tinha vencido um concurso de digitação rápida de celular. PQP! Minha retina não é latrina, cidadão! Tem dó! O quê? Eu poderia não ter lido? Não dá, quando vê, já li. É tarde demais. Você está ali, passando os olhos pelo jornal, daí tromba com uma matéria dessas, vai lendo até o fim, progressivamente surpreso com a imbecilidade exposta a nu... pronto! Leu. F...eu...
Menos clássicos e mais contemporâneos
22/06/2009 | Por
Flávio Paranhos
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colunistas
Leitores eruditos não sabem o que estão perdendo quando desprezam a literatura contemporânea nacional. Existem vários escritores brasileiros que dão banho nos queridinhos de fora do momento (Philip Roth, Ian MacEwan, etc, a lista é longa)...
Somos todos canalhas
08/05/2009 | Por
Flávio Paranhos
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colunistas
De repente todos se declaram surpresos que pessoas como Fernando Gabeira, Eduardo Suplicy e membros do Judiciário se lambuzem em privilégios auto-concedidos. Me escapa à compreensão a surpresa. Ora, o ser humano é safado por natureza. Egoísta, preguiçoso, belicoso, malandro (continue aí pra mim com outros adjetivos semelhantes que lhe ocorrerem, por favor)...
A complicada relação entre imprensa e pesquisa médica
01/05/2009 | Por
Flávio Paranhos
em
colunistas
Infelizmente, a pesquisa científica, embora caminhe bem mais rápido agora do que há 50 anos, ainda é muito lenta para o paciente que sofre na pele problemas mais graves...
O dinheiro sujo do almoço grátis
16/03/2009 | Por
Flávio Paranhos
em
colunistas
Se é verdade que não existe almoço grátis, não necessariamente é verdade que o dinheiro que paga o almoço é sujo...
Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick
02/03/2009 | Por
Flávio Paranhos
em
vale a pena ler de novo
Vamos começar explicando o título acima. É preciso que fique claro. Tudo o que será tratado aqui se refere à "Laranja Mecânica" de Stanley Kubrick, e não à de Anthony Burgess. Pelo menos conscientemente. É que não li o livro.Tenho medo de estragar o encanto...
Risole de carne e moranguinho
16/02/2009 | Por
Flávio Paranhos
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colunistas
É impressionante a tendência dos pais de hoje a tratar seus pimpolhos como se fossem Adão e Eva antes da mordida da maçã...
O caso Battisti e a noção de justiça
02/02/2009 | Por
Flávio Paranhos
em
colunistas
De todas as definições de justiça que já tive oportunidade de conhecer, a que me parece mais honesta está no comecinho da República de Platão...
100 coisas para fazer em 2009
27/01/2009 | Por
Flávio Paranhos
em
listas
O Opção Cultural e a Revista Bula me pedem para fazer uma lista de leituras pretendidas para 2009. Fiz algo diferente. Vejam aí algumas sugestões. Vejam se combinam. Se não combinarem, desacatem-nas, mudem a ordem, eliminem, acrescentem, enfim...
Espírito de manada
09/12/2008 | Por
Flávio Paranhos
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colunistas
Várias coisas intrigam nessa crise. A primeira delas é que vem sendo anunciada há meses...
Por que Woody Allen é superior a Dostoiévski
08/12/2008 | Por
Flávio Paranhos
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ensaios
Woody Allen seria filho pródigo de Dostoiévski. É verdade. A apropriação de uma obra (genial ou não) e seu "melhoramento" é recorrente na história da arte. Shakespeare foi craque nisso, "roubando" idéias alheias e as melhorando (muito). A tese que defendi na Abralic com meu "Dostoiévski vai ao cinema" foi justamente a de que quanto mais um cineasta se distancia do autor russo (e, pra todos os efeitos, de qualquer autor, em adaptações cinematográficas), mais rica é sua obra. Eu poderia ter me defendido lembrando a todos que minha perspectiva é filosófica. Ambos, livro e filme, são verdadeiros tratados de filosofia moral. Mas o filme é mais rico na medida em que, polifonicamente, dá voz a várias teorias morais sem eleger a "correta"...
A utilidade das humanidades
08/12/2008 | Por
Flávio Paranhos
em
ensaios
A questão colocada no artigo anterior foi o valor instrumental não de obras de literatura, filosofia e história, mas da análise acadêmica delas. Quando Jeffrey Sachs diz que a distinção entre as humanidades e as ciências não se sustenta pois "filósofos deram contribuições importantes às ciências" e "as próprias ciências tiveram grande impacto nas humanidades", ele não chega nem perto de refutar o que eu disse. O que está sendo discutido é o que acontece no "mundo acadêmico", onde a distinção entre os saberes valem. Pode até ser que, como George Mobus defende, "só na academia há especialistas, só na academia se divide o mundo em departamentos". Mas o mundo acadêmico é mesmo, por definição, dividido em departamentos, e quando a utilidade de um desses departamentos é questionada...
Pra que serve a literatura?
08/12/2008 | Por
Flávio Paranhos
em
ensaios
Não é a primeira, nem será a última vez que nos deparamos com tal pergunta. Inocente ou provocadora, não importa a forma como nos seja feita, ser-nos-á sempre motivo de desconforto e até, para alguns, insulto. E eu não aconselho a aplicar o método dialético-diatríbico-socrático pra respondê-la, ou seja, a esperteza verborrágica de que tanto gostamos, sob risco de apenas piorar a situação e nos colocar na posição de, além de inúteis, antipáticos. Pois a perguntinha desconfortável voltou a nos ameaçar. Só que de forma mais contundente. Não é mais uma pergunta. É uma afirmação. A literatura não serve pra nada. Como consolação, não estamos sozinhos. As humanidades não servem pra nada...
Amores impossíveis
08/12/2008 | Por
Flávio Paranhos
em
ensaios
As pessoas, nos filmes de Kar Wai (e eu digo “as pessoas”, e não “os casais”, pois há Felizes juntos em o caso de amor é entre dois homens), não conseguem se entender romanticamente[1]. Sempre há uma enorme muralha da China entre elas. Muralha invisível, desproporcional ao problema concreto, aparente...
Adaptação , versão, inspiração
25/11/2008 | Por
Flávio Paranhos
em
colunistas
No último FestCine Goiânia, o escritor Miguel Jorge coordenou uma mesa redonda...
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Educação não é missão
O “discurso missionário” é tão forte que basta observar o resultado de concursos do tipo “Professor do Ano” ou “Professor Nota 10”. Não raras vezes os vencedores são profissionais pouco preparados. Pessoas que mal sabem ler, mas ensinam a ler...
Por Ademir Luiz
A inconsistência de Ser
“Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer?”. Assim escreveu Clarice Lispector, que dizia prescindir da realidade, porque tudo se pode ter, através do pensamento...
Por Brasigois Felício
O duelo atrapalhado
Não sei quem são seus sócios, nem onde arrumou grana, mas não é de ver que o tal boteco ficou a fina flor de ajeitado? Paredes de pau a pique, telha de zinco, um balcão oval com tamboretinhos redondos...
Por Edival Lourenço
O morto não presta
A sala estava repleta de gente, pessoas conhecidas, rostos estranhos também, e mais aquele vereador que nunca faltava a um velório sequer...
Por Eberth Vêncio
Uma nova doença
Quem primeiro falou sobre Aids em Goiás, que eu me lembre, foi o escritor e dentista Carmo Bernardes, numa crônica no Diário da Manhã, no final de 1980 ou início de 1981...
Por Helverton Baiano
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