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Euler de França Belém

POR EM 09/11/2010 ÀS 01:33 PM

A inteligência de Lobato versus a patrulha do PC

publicado em

Monteiro LobatoNa minha infância, nada deleitava-me tanto quanto jogar futebol, durante o dia, e ler, durante a noite, iluminado pela luz tênue e bruxuleante da lamparina, que guardava, contra as orientações de minha mãe, a professora normalista Zinha Fagundes, debaixo da cama. De manhã, muitas vezes meus cabelos estavam sapecados, como se dizia, e cheirando querosene. Lia qualquer coisa: literatura, fotonovela (algumas traduzidas pelo poeta concretista Décio Pignatari), livros de faroeste (Marcial Lafuente Estefânia era um espetáculo), livretos de cordel (deliciava-me com as artimanhas de Cancão de Fogo e Pedro Malazartes), revistas (como “Placar”, “Demolidor”, “Tio Patinhas”, “Homem-Aranha”. Como o lutador Anderson Silva, tenho a coleção do “Homem-Aranha”, incompleta, pois deixei de ampliá-la). Mesmo pequeno, andava quilômetros à caça de livros. Ruins ou bons, lia com sofreguidão e, como havia poucas obras, lia-as repetidas vezes. Curiosamente, havia um grande intercâmbio de livros entre garotos e adultos. Porque livros, no interior, eram escassos, sobretudo histórias de boa qualidade.

Fiz o primário na Escola Dona Gercina Borges Teixeira, em Porangatu, na região Norte de Goiás. Sua biblioteca era pequena e só as professoras podiam tomar livros emprestados. Assim, fazia o possível para agradar minha mãe, ajudando-a em alguma coisa, com o objetivo de conseguir alguns livros. Li as histórias de Rapunzel, do Lobo Mau e Chapeuzinho Vermelho, dos Três Porquinhos, de Cinderela, da Gata Borralheira, do Rei Arthur (pelo qual tinha uma admiração mágica), Peter Pan (achava as histórias encantadoras), “As Aventuras de Huckleberry Finn” (o primeiro livro que me fez gargalhar, talvez porque a personagem tinha a ver comigo e com os garotos de minha geração), “Mowgli, o Menino Lobo” (não sabia que era uma história de Rudyard Kipling).


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POR EM 25/10/2010 ÀS 04:50 PM

Livro sustenta que Hitler não se matou

publicado em

Ultramar Sul — A Última Operação Secreta do Terceiro ReichMais um livro discute a possibilidade de, ao “escapar” do cerco dos Aliados, notadamente soviéticos, ingleses e americanos, o líder nazista Adof Hitler e sua mulher, Eva Braun, terem se refugiado na Argentina. “Ultramar Sul — A Última Operação Secreta do Terceiro Reich” (Civilização Brasileira, 489 páginas, tradução de Sérgio Lamarão), dos pesquisadores Juan Salinas e Carlos De Nápoli, é uma obra cautelosa, ao contrário de “El Exílio de Hitler” (Ediciones Absalón, 493 páginas), do jornalista argentino Abel Basti. Este é peremptório: Hitler morou na Argentina, na região da Patagônia, ao lado de Braun. Os dados de Basti não avalizam sua conclusão. Salinas e Nápoli, ainda que admitam que Hitler, Braun, Martin Bormann, Heinrich “Gestapo” Müller podem ter morado na América do Sul (e citam que Walter Rauff radicou-se no Chile), escrevem: “Nada se sabe ao certo sobre o destino de Hitler. (...) Nada de novo se sabe sobre a identidade dos dirigentes nazistas desembarcados em costas patagônicas durante a fase final da operação. (...) Ainda que com as informações disponíveis não pareça sensato acreditar que Hitler e seus próximos tenham podido viajar naqueles U-Bootes [submarinos], ninguém sabe o quê ou quem desembarcou nas praias de Miramar ou Mar del Sur. (...) Embora a Operação Ultramar Sul tenha sido originalmente concebida para a fuga de Hitler, parece pouco factível que ele e sua mulher tenham chegado à Argentina nos U-Bootes que aportaram no país, aberta ou clandestinamente, em meados de 1945”. Mas “chegaram às costas da província de Buenos Aires ou da Patagônia pelo menos outros três submarinos, dois dos quais desembarcaram clandestinamente perto de Necochea. (...) Tudo indica que foram cerca de seis os submarinos que atravessaram o equador em sua viagem para o Sul e não menos de quatro chegaram às costas argentinas. (...) Chegaram a terra firme uns 80 camaradas, alguns dos quais pareciam ser altos dirigentes do regime deposto”. 


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POR EM 13/10/2010 ÀS 12:46 PM

Demissão de Maria Rita Kehl foi justa

publicado em
Maria Rita Kehl Maria Rita Kehl foi contratada pelo “Estadão” para escrever sobre psicanálise. Por conta própria, escrevia sobre política, advogando posições contrárias às do jornal. Foi demitida. Ela está errada; o jornal, certo. O artigo que provocou a demissão de miss Kehl é de uma pobreza haitiana e prova, mais uma vez, que a autora entende quase nada de política e economia. Deveria continuar escrevendo sobre psicanálise. 
 
Como estamos num momento eleitoral, jornalistas e psicólogos falam em censura — esquecendo que “O Estado de S. Paulo” é uma empresa privada, não é uma repartição pública. A esquerda, como de hábito, tenta transformar uma demissão comum numa demissão política.
 
Mulher inteligente, das mais articuladas, autora de livros bem-pensados, Kehl sabe que pisou na bola e não deveria aceitar a campanha pró-Dilma que estão fazendo ao usar seu bom nome. Miss Kehl não é tão ingênua assim, nem é tão independente quanto seus novos apoiadores fazem crer. O senador petista Eduardo Suplicy, conhecido como Senhor Mogadon e Mister Ridículo, pediu ao “Estadão” que reconsidere a demissão de miss Kehl. Supla sênior enviou carta a Ruy Mesquita, sem saber, certamente, que o encanecido jornalista não é mais o mandachuva da redação.

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POR EM 11/10/2010 ÀS 05:38 PM

Nobel para um escritor liberal

publicado em

Mario Vargas LlosaA Academia Sueca não premiou Philip Roth, autor do magistral romance “O Teatro de Sabbath” (relançado pela Companhia das Letras), mas fez justiça ao conceder o Prêmio Nobel de Literatura ao maior escritor peruano de todos os tempos, Mario Vargas Llosa (pronuncia-se “Lhôssa”, com acento circunflexo na vogal “o”), de 74 anos.

 Escritor de múltiplos talentos, Llosa escreveu histórias sofisticadas, como “Conversa na Catedral”, “Os Cadernos de Dom Rigoberto”, “Tia Júlia e o Escrevinhador” (um acerto de contas com sua própria história; ele foi casado com uma tia, que, mais tarde, rebateu-o num livro de escassa repercussão), “Pantaleão e as Visitadoras”, “Quem Matou Palomino Molero?” e “A Cidade e os Cachorros”. Pegue qualquer um desses livros e poderá comprovar como o autor escreve bem, como sua prosa é fluente, ágil, enérgica. Como poucos, dialoga com precisão cirúrgica com o moderno e a tradição, indicando que esta pode ser tão moderna, ou até mais, do que alguns prosadores ditos modernos e inventivos. O autor tem sorte no Brasil, pois suas traduções, como as de Sergio Molina e José Rubens Siqueira, são perfeitas ou quase perfeitas. Escrevo “quase” porque, em tradução, perde-se alguma coisa sutil que só pode ser assimilada na própria língua. A respeito de Llosa deve ser ressaltado que se trata, acima de tudo, de um estilista poderoso — um lídimo discípulo de Flaubert e, quem sabe, Henry James (a diferença é que, às vezes, é brutal, e James não o é). Poucos escritores vivos escrevem tão bem.


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POR EM 06/10/2010 ÀS 05:23 PM

Quem ganhará o Nobel de Literatura?

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Cormac McCarthy e Ngugi wa Thiong’o

António Lobo Antunes, escritor português, certamente não vai ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Porque a Academia Sueca concedeu há pouco tempo o prêmio a José Saramago.  O brilhante peruano Mario Vargas Llosa, tido como liberal, tem poucas chances. Philip Roth é americano e isto, para os europeus, não é “positivo”. Roth, nos últimos anos, decidiu assumir o discurso da esquerda, mas, mesmo assim, parece não agradar os suecos. E, apesar de vituperado por judeus radicais, o autor de “O Complexo de Portnoy” é judeu. Como os notabilíssimos israelenses Amós Oz e David Grossman. Outros americanos citados como nobelizáveis: Thomas Pynchon, Joyce Carol Oates, John Ashbery, E. L. Doctorow, Don DeLillo e Gore Vidal. 

O britânico Ian McEwan tem os mesmos “defeitos” e “virtudes” de Llosa: é liberal (parece que é crime ser liberal no mundo contemporâneo) e escreve muito bem. Cormac McCarthy não se interessa muito por política, é aceito por todos como escritor do primeiro time, mas, com seus romances sobre a mitologia americana cercada por certo universalismo (como o tema da violência e o choque entre valores e tempos), talvez seja, como Roth, considerado americano demais. Mas está bem cotado na “bolsa de apostas”. O jornal espanhol “ABC” aposta na escolha do queniano Ngugi wa Thiong’o. Nomeia-o como favorito numa reportagem, mas põe Cormac McCarthy, autor do esplêndido romance “Meridiano de Sangue” — espécie de Shakespeare do Oeste americano —, como segunda opção.


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POR EM 04/10/2010 ÀS 10:58 AM

Stálin destruiu o poeta mas perdeu batalha histórica

publicado em

De Mandelstam Para Stálin O poeta russo Óssip Mandelstam escreveu um poema sobre Stálin, no qual chamava-o de assassino e de ter bigodes de barata, e acabou preso na Lubianka e, depois, no Gulag (campo de concentração e trabalhos forçados). “Em outubro de 1938, sem medicamentos e sem cuidados adequados, o poeta russo Óssip Mandelstam morreu em Vtoraya Rechka, paranoico e delirante”, conta a historiadora Anne Applebaum no livro “Gulag — Uma História dos Campos de Prisioneiros Soviéticos” (Ediouro, 749 páginas), digno “sucessor” do “Arquipélago Gulag”, do escritor Alexander Soljenítsyn. No conto “Licor de Cereja”, Varlam Shalamov relata os últimos dias do homem que desafiou o ditador: “Ele já não ficava de olho na ponta do pão [a mais comestível], nem chorava quando não a conseguia. Já não enfiava o pão na boca com dedos trêmulos”. O assassino intelectual de Trotski conseguiu o que planejou: destruiu física e mentalmente um dos poucos homens que, mesmo sabendo dos riscos, teve coragem de enfrentá-lo publicamente. A poesia de Mandelstam tem sido editada no Brasil e, sobretudo, em Portugal. Para conhecê-lo, é fundamental a leitura de “Contra Toda Esperança”, as memórias de sua mulher, Nadejda Iákovlevna Mandelstam. A maioria de seus poemas foi decorada por Nadejda e posteriormente, com a “morte” do stalinismo, publicada. Ela sabia literalmente todos os poemas de cor. Quem não tem acesso à obra-prima de Nadejda pode consultar o recém-lançado “De Mandelstam Para Stálin — Um Epigrama Trágico” (Record, 375 páginas, tradução de Mauro Gama; o poeta e crítico Marco Lucchesi revisou a tradução e traduziu trechos de alguns poemas), de Robert Littell.


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POR EM 28/09/2010 ÀS 01:38 PM

O operário que cruzou os braços diante de Hitler

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No destaque: August LandmessermNão é fácil resistir ao poderio de uma ditadura popular... como a nazista. Pois um trabalhador solitário, August Landmesserm, decidiu desafiar o totalitarismo do regime de Adolf Hitler. Em 1936, em Hamburgo, numa solenidade, enquanto todos saudaram o Führer, Landmesserm cruzou os braços.

A fotografia mostra todos ovacionando Hitler, com a tradicional saudação com o braço direito levantado, mas, exibindo com muita coragem sua objeção de consciência, Landmesserm permanece impassível, com os braços cruzados. O jornal espanhol “ABC” diz que se trata de uma das imagens mais famosas da história bélica. A história de Landmesserm é curiosa. Em 1931, filiou-se ao Partido Nacional-Socialista Operário Alemão, “com a esperança de encontrar um emprego” (os nazistas chegaram ao poder em 1933, e legalmente). Mesmo assim, assinala o jornal, o operário não comungava das ideias nazistas.


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POR EM 24/09/2010 ÀS 10:51 AM

A vida escandalosa da primeira-dama e cantora Carla Bruni

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Carla — Uma Vida SecretaA biografia “Carla — Uma Vida Secreta” (Editora Flammarion), da jornalista Besma Lahouri, será publicada em outubro, mas já está provocando polêmica. Os advogados do presidente francês Nicolas Sarkozy estão examinando o texto. Entre seus aliados há quem queira pedir à Justiça que impeça a circulação do livro, que contém informações bombásticas sobre a cantora Carla Bruni, mulher do líder francês.

Lahouri fala dos muitos namorados e amantes de Carla Bruni, de seus vários escândalos, das fotografias nada discretas, das drogas. Entre suas conquistass estão Eric Clapton e Mick Jagger.

A biógrafa diz não temer a pressão presidencial e, numa entrevista, atacou: “Carla é uma mulher que sempre viveu em bairros de ricos, em grandes mansões familiares, rodeada de criados. Não tem o mínimo contato com a realidade e vive em uma redoma dourada. Está muito mal informada sobre a vida do francês médio. Só lhe interessa sua imagem, que tenta controlar por todos os meios. Se diz mulher de ‘esquerda’, mas não fala nada da atualidade. Está convertendo-se em um problema político para seu marido”. A imagem comportada de Carla Bruni é, segundo Lahouri, uma construção dos marqueteiros de Sarkozy. A cantora e agora primeira-dama francesa é, segundo a jornalista, “uma devoradora de homens”. O livro, segundo o diário francês “Le Parisien”, afirma que Carla Bruni é quem seduz os homens, pois gosta de tomar a iniciativa. Apaixona-se e desapaixona-se facilmente.


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POR EM 18/09/2010 ÀS 01:15 PM

O socialista inglês George Orwell foi dedo-duro?

publicado em

George Orwell Quando lançado no Brasil, em 2008, o livro “Quem Pagou a Conta — A CIA na Guerra Fria da Cultura” (Record, 556 páginas, tradução de Vera Ribeiro), de Frances Stonor Saunders, formada em Oxford, ganhou resenhas elogiosas, mas nenhum comentário crítico. O motivo é o de sempre: teorias conspiratórias de esquerda são aceitas como verdades irretorquíveis nos cadernos culturais. O jornalista e escritor inglês George Orwell, morto aos 46 anos, em 1950, é uma das “vítimas” da autora. Ao contrário de biógrafos e ensaístas, Saunders acredita na história de Isaac Deutscher de que Orwell plagiou o romance “Nós”, do russo Yevgeny Zamyatin, que, perseguido pelo stalinismo, exilou-se na França. Ex-trotskista e eterno socialista, Deutscher escreveu que faltavam ao seu adversário “senso histórico e compreensão psicológica da vida política”. Sessenta quatro anos depois da morte de Orwell, sabemos que sua crítica ao totalitarismo, de esquerda (stalinismo) e de direita (nazi-fascismo), permanece pertinente. O romance “1984”, de 1948, persiste vivo, um perceptivo mapeamento histórico e psicológico, além de resistir como literatura, de uma sociedade totalitária. O herói ou ex-herói de Deutscher, Liev Trotski, era menos perspicaz do que o autor da novela “A Revolução dos Bichos”. Se a crítica do biógrafo de Trotski não resiste a um peteleco, outra crítica é mais grave. Orwell teria sido “dedo-duro”, segundo a versão apresentada por Saunders.


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POR EM 12/09/2010 ÀS 06:42 PM

Arnaldo Jabor como cronista é uma piada

publicado em

Arnaldo JaborAs pessoas parecem não entender mais o que é artigo e o que é crônica. O artigo é, em geral, uma tentativa direta de intervenção na realidade. Assim, é francamente datado, e raros sobrevivem à corrosão do tempo. A crônica é um olhar, supostamente mais suave, sobre a realidade, e não tem o objetivo de mudá-la. Por vezes, a crônica sobrevive, porque se toma a realidade como tema, um fato do dia anterior, trata-a não raro com as tintas da literatura e, deste modo, pode acabar se tornando eterna. João do Rio, Rubem Braga e Paulo Mendes Campos deixaram crônicas impagáveis, verdadeiras peças literárias. Alguns delas, lidas quarenta ou cinquenta anos depois, permanecem viçosas como o bebê que nasceu ontem.

Um dos equívocos dos jornalistas é tratar Arnaldo Jabor como cronista. Considerado como cronista, Jabor é muito ruim, quase aloprado, um chato monotemático. Visto como articulista, é dos melhores, tanto pela coragem de se posicionar, como pela qualidade de sua argumentação. Mas seus textos são datadíssimos e possivelmente morrerão com o governo Lula e o PT, os quais o polemista ataca com fúria, e, quase sempre, com razão. Pelo que leio na imprensa anti-lulista e anti-petista, o PT quer ficar 30 anos no poder, ou talvez eternamente, como se fosse o PRI da América do Sul. Mas o PRI, como o socialismo soviético, também ruiu. O PT poderá ficar muito tempo no poder, talvez 16 ou 20 anos, mas, um dia, cairá.


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