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POR EM 10/12/2010 ÀS 11:46 AM

Na veia de quem você injetaria vaselina líquida?

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Pois é. Acontece cada uma... Foi vastamente noticiado nos últimos dias o fatídico acidente (crime?!) ocorrido num hospital paulista, em que uma auxiliar de enfermagem teria injetado, inadvertidamente, vaselina líquida na veia de uma criança. O líquido oleoso mesclado ao sangue criou os trombos (fragmentos microscópicos de gordura) que foram parar dentro de seus pulmões infantis, entupindo os micro-vasos, selando os alvéolos, impedindo a troca gasosa, a captação de oxigênio do ambiente, uma situação conhecida como embolia pulmonar, irreversível e fatal na maioria das vezes. Afoga-se no seco.

Ouvindo-se de primeira, o episódio soa muito bizarro, em especial à maioria de toda a gente leiga, que não faz ideia do que sucede nos bastidores de um hospital. Como é que pode alguém injetar, Meu Deus do Céu, vaselina na veia de um paciente, ao invés de soro fisiológico? Coitado de Deus, sempre testado por seu rebanho, mais questionado que universitários e cartomantes... É o que todos querem saber, indignados, assustados, apavorados, ávidos por explicações plausíveis. Tudo na vida tem que ter uma resposta. E quando não a temos, inventamos. É uma questão de fé, meu irmão. Se realmente o fato se deu conforme noticiado pelos meios de comunicação, configura-se de um desacerto dos mais lastimáveis. Não era pra ser assim, mas os frascos de vaselina líquida e soro fisiológico, de acordo com as imagens cedidas, são muito parecidos, praticamente idênticos, a não ser pelas letrinhas miúdas em seus rótulos. Aliás, os rótulos têm a mesma coloração, detalhe que facilitaria a troca dos produtos. Ou não.


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POR EM 03/12/2010 ÀS 07:30 PM

Se cada um soubesse o que o outro faz dentro de quatro paredes, ninguém se cumprimentava

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A frase famosa (hilária, em minha opinião) é do escritor Nelson Rodrigues, um dos maiores provocadores que se tem notícia na literatura brasileira. Porque os meandros da sexualidade humana, quando não cômicos, podem ser trágicos, trágico-cômicos, dramáticos, inconfessáveis, e até mesmo insalubres. Mesmo aos que fazem sexo como quem come chuchu, o chamado coito burocrático, insosso, para se “cumprir tabela”, para se ver logo livre do outro, o ato termina em se tornar maléfico, pois diminui, humilha seus protagonistas.

Eu pensei em escrever esta crônica ao me deparar com o folder duma tal “clínica de massoterapia” dependurado na porta do carro. Pelo tamanho da bunda da “massoterapeuta”, percebia-se que a “massagem” era proibida aos menores de dezoitos anos. Mas a ingenuidade ainda insiste em fazer morada no coração manso e na mente sonsa de muitos adultos. Foi assim com Agamenon, o escriturário.

Desavisado, Agamenon, filho único, chegou ao endereço que constava no cartão de visitas, empurrando a mãe numa cadeira de rodas. Arrebatada por uma doença neurológica irreversível, a pobre senhora penava na condição de completa dependência da boa vontade de terceiros para as necessidades mais fundamentais de um bípede mamífero, como se alimentar, tomar medicamentos e expelir pelo ânus, poros e uretra tudo o que entra pela boca.


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POR EM 26/11/2010 ÀS 01:10 PM

De como um ex-beatle estragou-me uma noite de sono

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Paul McCartneyÉ muito arriscado escrever, publicar, escancarar aquilo que se pensa. Por exemplo, sempre se corre o risco de cair em desgraça ao flertar com a pilhéria para divertir o leitor. Portanto, vou agora me ater a contar a verdade, nada além da verdade. Juro por Deusa, a diarista que me salva da inanição e do caos doméstico. Quando eu viajo a passeio ou trabalho, só me hospedo em hotéis baratos. Bons e baratos. Bons, limpos e baratos (sem baratas). Mas não é que fui parar num hotel da rede Hyatt?

Aconteceu assim: povo que sou, fui caminhar na Praça do Povo, na zona sul de São Paulo. Eu estava sentado num banco a apreciar as pessoas circulando pelo lugar, a folhear o guia da Bienal de Artes que eu acabara de visitar. Que obra mais lhe impressionou? Foi o que me perguntou uma desconhecida na saída do museu. É incrível como, muitas vezes, não damos ouvidos às recomendações maternas e acabamos conversando com estranhos na rua. E quando a gente ainda faz sexo com pessoas estranhas que conhecemos na rua, não é ainda mais estranho?! Acontece. Mas não aconteceu.

Respondendo à moça, a obra que mais me instigou foi a sequência de gravuras do recifense Gil Vicente, na qual ele se retrata assassinando dez autoridades mundiais: George W. Bush, Kofi Annan, Rainha Elizabeth, Lula, Ahmadinejad, Ariel Sharon, Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Campos, Jarbas Vasconcelos e o próprio Papa. Só não entendi por que o artista corta o pescoço do Lula com uma faca peixeira, ao invés de simplesmente fuzilá-lo com uma pistola, como fez aos demais. Qual o seu significado?  Voltemos ao passeio no parque. Um sujeito franzino, estatura mediana, tez muito alva, passou na minha frente duas vezes, montado numa bicicleta. Pelo jeito desengonçado, suspeitei que se tratava de um gringo. Fixei o olhar no ciclista e ele me pareceu familiar. Vasculhei as gavetas da memória em busca de uma pista. Não é possível. Não pode ser ele, balbuciei como se fora um autista. Sir McCartney?! Eu arrisquei, ainda inseguro. Hello, man. How are you? Caralho!! (intraduzível para o inglês) É mesmo o Paul McCartney!! Eu falei, atônito.


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POR EM 19/11/2010 ÀS 07:19 PM

Tem sempre alguém disposto a pisar no seu pescoço

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Se você perguntar a qualquer pessoa o que ela busca na vida, possivelmente, a maior parte vai responder: quero ser feliz. Alguns tantos, com as mentes perturbadas, capturadas pela aflição, dramáticos dirão que preferem até a própria morte que, de certa forma, representando um modo radical e definitivo para se atingir a felicidade (?), o epílogo do sofrimento (?), o marco zero da existência (?), ao saltarem deste barco-planeta e mergulharem na eternidade (a eterna ignorância do nosso papel aqui na Terra). Outros, aproveitando o oportunismo da resposta, dirão da boca pra fora: fazer o bem ao próximo é o que me interessa. Não gastaremos tinta e papel com estes aqui, pois o tema desta crônica não é a hipocrisia.

Ou seja, tudo indica que homens e mulheres vivem, trabalham, cooperam e se matam na busca incessante, às vezes inconsciente, de felicidade, se é que ela exista em plenitude, de forma individualizada, quando se transita na superfície dum planeta com tamanhas desigualdades e iniquidades. É bem sabido que se sentir feliz ou entristecido é um estado de espírito dos mais relativos. Muitas vezes, uma simples questão de deficiência de neuro-transmissores, da dopamina, um distúrbio bipolar, é o que ensinam os cientistas. E dá-lhe antidepressivo, ó infeliz! E dá-lhe eletro-choque, se preciso for!


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POR EM 12/11/2010 ÀS 07:30 PM

Vamos enterrar a sua mãe no quintal?

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Joana D’arc achou aquilo um disparate, o cúmulo do absurdo. Quando entrou no banheiro da suíte deparou com o marido encurvado, mordendo a língua, concentrado, despejando o sêmen dentro da pia. Enquanto revirava a camisinha ao avesso e a enxaguava, disse que seria um desperdício jogar fora o preservativo. Excesso de lixo, aquecimento global, derretimento das calotas de gelo, você sabe. Hoje em dia, quem não recicla está na contramão da vida moderna, minha querida. Foi o que ele disse, pendurando o condom usado no toalheiro, e justificando (sem convencer) a avareza.

Aquela estória de “economia de guerra” já tinha passado dos limites. Não bastasse ficar pegando nos pés da filharada para que eles usassem os dois lados do papel higiênico, agora mais esta de reaproveitar camisinha. Não era doida de aceitar, de jeito nenhum, uma sandice daquelas. Quem sabe, até contrairia doença por causa do uso inapropriado do artefato de látex. Deus que me livre!

Desde a época do namoro, Euclides já tinha fama de muquirana no bairro. Mas o amor (e o tesão) supera todas as diferenças, disfarça os defeitos do ser amado, faz com que um parceiro tolere as esquisitices e as taras mais abjetas do outro. Por exemplo, comadre Sebastiana confidenciou que o esposo Malaquias tinha uma preferência estranha em copular nas suas axilas lisinhas após a depilação. E o primo Eustáquio, então?! Ficava horas a fio chupando o hálux da esposa até atingir o orgasmo. Em matéria de fantasia, seja ela sexual ou religiosa, o ser humano não encontra qualquer limite.


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POR EM 05/11/2010 ÀS 01:44 PM

Livro garante que Hitler e Elvis moraram juntos na Argentina. Já o Paul McCartney, este morreu mesmo

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De acordo com o pesquisador boliviano Oscar Cocacuela, existem documentos irrefutáveis a garantir que Hitler não estourou os próprios miolos, e fugiu, sim, para a América Latina no apagar das luzes das bombas da Segunda Guerra Mundial. Quem fora suicidado à época em seu lugar (e também de Eva Braun) se tratava, na verdade, de Karlitos (um inexpressivo artista circense que imitava Charles Chaplin em Berlim), juntamente com a bela Fran, sua companheira engolidora de facas e cuspidora de suásticas.

Cocauela não diz o que houve realmente com a esposa do tirano no trajeto do casal até a Argentina, mas é certo que ela não desembarcou. Há relatos contundentes (ele afirma) que o Führer a teria empurrado do convés e seu corpo precipitado no mar. Uma vez instalado na capital portenha, o carismático nazifascista fora discretamente recepcionado pela comunidade alemã local, uma turma que já havia debandado da Europa para escapulir da loucura da guerra.

A primeira providência tomada pelos conterrâneos foi raspar o bigodinho quadriculado e colocar o novato aos cuidados intensivos de uma professora de espanhol, pela qual (aí não resta qualquer dúvida) ele se afeiçoou profundamente (ora, vejam só!), ao ponto de experimentarem um curto romance. Diz o ditado que a necessidade faz o sapo pular. Então, Hitler adaptou-se rapidamente à vida latina. Inteligente que só, aprendeu com facilidade o idioma nativo e começou a trabalhar como estivador no cais. Ralou também numa salsicharia como enchedor de linguiças. Além disto, fez “free-lance” como auxiliar de garçom em vários bares e restaurantes de Buenos Aires.


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POR EM 22/10/2010 ÀS 03:19 PM

Matar é com a gente mesmo

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Não se compreende a maldade humana. Estudiosos debruçam-se sobre livros e compêndios, derretem as retinas defronte os computadores, testam drogas e dúvidas nos dadivosos ratinhos de laboratório sem, no entanto, concluírem a respeito da natureza humana ruim. Culpar o diabo não soma. É fuga, subterfúgio, enganação. Imagine só: que animal se deita à noite maquinando contra a vida de outro?

As pessoas simplesmente se indignam com a ruindade dos seus pares, criaturas promotoras da dor física e moral. Tolos vão debitando o ônus da própria ignorância na conta de um ser supremo que é ovacionado das mais variadas formas pelas agremiações religiosas, muitas delas arrogantes, detentoras da “verdade absoluta”. Se há mesmo o pecado, se ele não passa de mera invencionice humana para o autocontrole, a intolerância será o pior deles. 

Dois animais impopulares inspiraram em mim esta crônica. Ontem, na boquinha da noite, quando eu corria pela pista que margeia uma bela lagoa da cidade, pelejando contra a “barriguinha de jibóia”, deparei com duas moçoilas apavoradas por causa da presença de um sapo no caminho (no meio do caminho tinha um sapo, tinha um sapo no meio do caminho). O lerdo, porém, esperto animal fazia tocaia debaixo de um mini-poste de iluminação, capturando com sua língua pegajosa um farto banquete de insetos que por ali sobrevoavam em busca da luz. Ora, vejam: não só os homens buscam a luz, mas também as aleluias, os besouros e os sapos feios.


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POR EM 15/10/2010 ÀS 02:29 PM

Por que você não fez a bala parar?

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A tecnologia é realmente uma ciência fascinante, e quase sempre funciona em prol da humanidade. Serve também às desumanidades — diga-se — ao incrementar, por exemplo, a confecção de armas modernas com alto poder letal. Fazer o quê? Na ficção e na vida real, há sempre o vilão e o mocinho, o eterno embate entre o bem e o mal. Esta medição de forças tem custado muito sofrimento ao ser humano e ao meio ambiente.

Com a violência solapando a sociedade, há vultoso investimento em tecnologia de segurança. Os equipamentos para monitoramento de prédios e pessoas experimentam avanços todo momento. Há uma variedade de câmeras com capacidade para filmarem com precisão, seja noite, seja dia. Aliás, existem lentes que captam imagens até no escuro absoluto, tecnologia copiada da indústria bélica que fabrica armamento para se matar gente imersa no mais completo breu. Matar na penumbra deve ser mais confortável, pois não se vêem esguichos de sangue, nem as expressões faciais do inimigo. O rosto da morte é marcante. Você já presenciou alguém morrer? É uma experiência única e instigante. A violência urbana não encontra limites, e vai munindo de estórias o macabro acervo da crônica policial. Quando se pensa que já se viu de tudo, eis que surge na telinha da TV outras cenas inéditas prontas a nos tirar o apetite para o jantar ou para o sexo. Se a gente levasse a vida ao pé da letra, nunca mais se sujeitaria a qualquer tipo de prazer, tamanho o constrangimento.


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POR EM 04/10/2010 ÀS 10:41 AM

A rua dos degredados

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Um observador atento da Revista Bula, também colaborador assíduo da mesma, enviou um comentário no qual detectava a minha reincidência em temas envolvendo mendigos, andarilhos sem nome, moradores de rua e outras criaturas marginalizadas que sobrevivem nas grandes cidades.

O assunto realmente me fascina, negativamente. Apesar de marcharmos, mesmo ainda muito ignorantes, pelo confortável século XXI, há ainda milhares de homens, mulheres e crianças entregues ao abandono e à violência das ruas, pontes, elevados, becos e sarjetas. Funciona como se varrêssemos a sujeira pra baixo do tapete. A sujeira em questão é “o vagabundo que esmola pela rua, vestindo a mesma roupa que foi sua”, como cantou Caetano Veloso; o tapete, “o nosso belo quadro social”, segundo Raul Seixas.  

Todo santo dia, eu transito por uma importante avenida da cidade, e que leva o nome de um homem célebre e rico que foi homenageado por um vereador ocioso chupa-ovos. A rua é deveras bonita, arborizada, asfalto liso e perfeito, onde seres imperfeitos se amontoam nos semáforos pedindo os seus trocados a fim de garantir “um prato de comida” (é o que eles dizem para convencer os cidadãos a atirarem as suas migalhas pelas janelas dos carros). Nota-se que, a maioria são adolescentes encardidos, magérrimos, olhos encovados, roupas sem cor definida, e futuro absolutamente incerto: se sobreviverem à fome, à violência e à corrosão orgânica que o crack provoca, engrossarão as fileiras da marginalidade, contribuindo com as estatísticas do crime. Se sucumbirem ao abandono da sociedade e à negligência do poder público, serão dispensados em caixões baratos de qualidade tão deplorável quanto suas carcaças e o “status quo”.


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POR EM 18/09/2010 ÀS 11:53 AM

Acreditem: nua, em pelo!

publicado em

Nada como uma manchete de sentido dúbio, sensual, pornográfico (ou seria erótico?) para se atrair leitores. A artimanha quase sempre funciona. O sexo parece mesmo ser a mola propulsora da sociedade. Um tanto caduco, enquanto trabalhamos, o velho Múcio repete que a vagina é a causa das guerras. “Por que você acha que os homens almejam fortunas, territórios, o poder, afinal?! Porque eles querem sexo. Preferencialmente, poligâmico.”

Contabilizo o quanto as mulheres brasileiras já foram recrutadas para campanhas publicitárias as mais variadas a fim de vender cigarros, automóveis, cervejas, comprimidos para impotência sexual e outras vitaminas milagrosas. A imagem da mulher jovial, gostosa e sorridente, ainda que o corpo esteja recatadamente coberto em 60% da sua superfície (em matéria de propaganda, uma raridade, um desperdício), remete os homens ao imaginário de sexo e prazer.

No Brasil há tantas beldades seminuas a serviço do marketing que eu chego a me perguntar qual será o limite. Se considerarmos que o primeiro beijo no cinema ocorreu há uns 100 anos, escandalizando a sociedade da época e atiçando a libido da juventude, pode-se supor que o ápice do erotismo (ou pornografia, sei lá...) na mídia esteja em seu ápice? Será que chegaremos ao ponto de xoxotas e caralhos serem exibidos na TV durante os intervalos comerciais da “Sessão da Tarde”? Não ria. Não se indigne. Não se benza três vezes e nem abandone o texto deste aflito cronista. O capitalismo não perdoa os fracos. É preciso vender, ainda que a campanha para se capturar o consumidor seja morna, úmida e com odor sui generis (antes de um bom banho, nem sempre o aroma é agradável).


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