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Eberth Vêncio

POR EM 08/07/2011 ÀS 10:33 AM

Tributo ao pênis

publicado em

Certa vez, um escritor  já falecido contou-me que jamais abriria mão do prazer sexual. Não posso revelar aqui o nome do sujeito. Vai que a família desgosta e pronto: leva-me às varas da justiça. Hoje em dia, todo vacilo é motivo para se arrancar trocados de um cidadão descuidado. Até dizer a verdade tornou-se um perigo.

O vate teve a língua amputada cirurgicamente por conta de um câncer na boca, e já não conseguia a ereção ideal para penetrar uma fêmea, devido ao tabagismo inveterado e a cirrose que lhe arruinava o fígado. Próximo da ceifada da Senhora Morte, ele se conformava com o fato de ainda possuir vinte dedos (dez nas mãos, mais dez nos pés), com os quais poderia facilmente “se virar”, mantendo a sexualidade em dias. “Se for preciso fazer sexo anal pra sentir prazer, não tô nem aí”, ele brincava entre goles de uísque que lhe aumentavam o bom humor, o edema nas pernas e a barriga d’água.

Recentemente, li um divertido texto-desabafo da escritora Carolina Mendes, publicado na Revista Bula, intitulado “Eu, eu mesma e minha vagina”. Fiquei tão excitado com o texto (excitado, assim, no sentido “agitado, alvoroçado, impelido”) que decidi, embora sem procuração da classe, escrever uma réplica em defesa dos homens, pobres diabos que, regra geral, morrem primeiro que as mulheres. Coincidência, meninas?! Até que nos é bem feito. Concordo com vocês. Uma vez que os ânimos entre gays e anti-gays andam exaltados na mídia, vou logo avisando que não se trata de um manifesto em defesa dos homens que preferem homens, nem dos machistas que se sentiram machucados (ai!) após a leitura da crônica de Carolina.


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POR EM 01/07/2011 ÀS 02:58 PM

A intolerável falta de leveza do ser

publicado em

Não estou num bom dia, portanto, não me amolem com suas críticas irrisórias. Parodiei, sim, o título do livro do escritor tcheco Milan Kundera, “A Insustentável Leveza do Ser”, de 1984. O mau humor debruçou seu braço soturno sobre os meus ombros, de tal forma que desde as primeiras horas estamos caminhando pelos jardins da impaciência, magoando os ingênuos que nos dirigem a palavra, odiando silenciosamente todos os “algozes particulares”, desde o flanelinha que extorque em logradouro público, até o auditor fiscal que me envia uma intimação para comparecer à receita no prazo máximo de vinte dias, a fim de “comprovar os gastos dedutíveis declarados em 2007”. Que saco!

Já perdi a paciência com os debates maçantes acerca da homofobia, do casamento ou não entre pessoas do mesmo sexo, da parada gay, das manifestações anti-gay, dos chiliques dos homens efeminados, da arrogância das mulheres masculinizadas (Hei, irmã! Não somos concorrentes! Pegue sua garota e vá embora!), da verborragia arcaica pseudo-religiosa do deputado racista, do levante hipócrita da igreja católica, das caretas condenatórias que o Papa faz, das ameaças e conchavos inconfessáveis da bancada evangélica, do fingimento da família brasileira que “é a favor do homossexualismo” até que um dos seus filhos apareça de mãos dadas com outro homem, da truculência repulsiva das gangues homofóbicas, da incoerência de um juiz de direito que interpreta a lei de acordo com a sua crendice religiosa. Enfim, toda esta celeuma a respeito da homossexualidade já encheu o saco. Nada mais é que marmita requentada. Em breve, a pauta mudará para a legalização do aborto, a descriminalização do uso da maconha, a implantação da pena de morte no Brasil, a Copa América, Robinho, Ganso, Pato e outros bichinhos idolatráveis. Haja paciência...


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POR EM 25/06/2011 ÀS 12:48 PM

A vida aprisionada nas redes sociais?

publicado em

Foi bonito o show de Guilherme Arantes com a Orquestra Filarmônica de Brasília. Além de ouvir novamente música popular brasileira de boa qualidade (coisa das mais difíceis para quem gosta de rádio), eu me identifiquei bastante com o cantor. Primeiro, porque ele também está ficando careca. Segundo, por conta dos preâmbulos divertidos, estórias contadas antes da execução de cada música.

Eu não sei se o Guilherme é assim na maior parte do tempo (ninguém é 100% feliz, por mais que pareça), mas o bom humor foi contagiante, transformou a noite. Dentre tantos depoimentos humanistas (às vezes me esqueço que artistas são feitos de carne, osso, dor e um monte de fraquezas), um deles, em particular, foi hilário e, ao mesmo tempo, provocativo.

Referindo-se às questões da modernidade e do uso cada vez mais intenso das chamadas “redes sociais na internet”, Guilherme Arantes declarou-se meio avesso a elas. “Sou do tempo do orelhão e da carta. Espero, sinceramente, que um dia a gente volte a sentar nos bancos da praça pra conversar, olhando nos olhos, sentindo os odores uns dos outros...”.

Dizem que este tipo de pensamento saudosista é sintoma inequívoco de velhice. Deve ser isto mesmo. A cada dia sento-me mais pressionado pela velocidade das engrenagens mundanas e da rasura nas relações interpessoais. É praticamente certo que a tecnologia não encontre limites. O homem é inteligente. Ele constrói, mas também destrói. Tudo é uma questão de tempo, até que alguém surja com alguma novidade, uma descoberta para deixar a vida da gente mais confortável, ainda que vazia, meio sem sabor.


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POR EM 20/06/2011 ÀS 09:42 AM

Nuvem de cinzas do vulcão chileno deve atingir Braxília

publicado em

A monumental nuvem de cinzas provenientes da erupção do vulcão chileno Puyehue deve atingir Braxília nas próximas horas, estacionar sobre o Congresso Irracional, afunilar como se fora um tufão às avessas e invadir os pulmões da Câmara (de Gás) dos Deputados e do Senado Celerado, penetrando as ventas dos congressistas, provocando uma intoxicação maravilhosa, faxina só comparável à peste negra na Idade Média.

A visão da catástrofe (ou seria “assepsia”?!) foi a mim revelada por uma cigana obesa com vestido de chita (até então, eu me borrava de medo dos ciganos) e prevê que a fumaça vulcânica deva chegar ao Plano Pilates na quarta-feira, dia da semana em que a maioria dos senadores e deputados finalmente dá as caras na cidade, tomando cafezinho nos subterrâneos, fazendo conchavos, xavecando a mulherada e vendendo suas almas ao diabo.

Se Deus quiser (palavras ditas, não por mim, mas pela gorducha sensitiva), a atmosfera venenosa vai invadir o espaço aéreo daquele prédio público, ceifando a vida dos vendidos. Sobrarão apenas os parlamentares éticos de moral ilibada (bonito, não?!). Ou seja, uma espécie de “imunidade parlamentar do bem” garantirá a vida dos raros homens honestos que circulam naquele antro oficial. Os demais cidadãos de Braxília nada devem temer, tampouco se apavorar com este curioso fenômeno da natureza. O enxofre, os metais pesados e outros venenos letais flutuantes no ar tão somente adentrarão as narinas dos deputados e senadores picaretas, principalmente aqueles de bigode aparado, gel nos cabelos, fala mansa, que jamais se dignaram largar o osso. Não me perguntem por que a preferência do pó? Tudo faz parte da total falta de lógica das premonições, presságios e visões oníricas no mundo inteiro. O Homem, criatura frágil e ignorante, em tudo crê.


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POR EM 10/06/2011 ÀS 02:19 PM

Você tem medo de que?

publicado em

Eu já escrevi isto aqui e repito: tenho medo de avião e altura. Janelas, terraços, a montanha russa, o colo de mulheres altas, o Pão de Açúcar e até o Morro do Macaco. Por isto, desde que me tornei um adulto, não escalo cajueiros, não vivo mais no mundo da lua, e não sonho alto. Tudo por causa do medo injustificável de cair lá de cima.

Tenho muito medo também de animais: cobras, ratazanas, lacraias, marimbondos, vírus, bactérias, baratas (sim, eu assumo: tenho medo de baratas), e fiscais mal humorados de toda espécie. Tenho medo da malha fina. Tenho medo que descubram que eu tenho uma mixaria investida em ações da Bolsa. Tenho medo que o Governo Dilma crie uma nova bolsa assistencialista. Tenho medo de saber o que há dentro da bolsa de uma mulher.

Tenho medo da influenza, mas não me vacino (tenho medo de agulhas). Tenho medo de cólicas nos rins (dizem que dói como um parto). Tenho medo de nascer mulher. Tenho medo de depender do SUS para uma cirurgia de hérnia. Tenho medo do escuro. Tenho medo da conta de energia. Tenho medo de passar sede. Tenho medo de coliformes fecais na água. Tenho de medo de ficar louco. Medo que os cadeados sejam, enfim, usurpados, deixando escapulir um eu verdadeiro, um homem sem papas na língua, sem meios termos, uma mente sem rabo preso. Portanto, se eu me tornar insano, imploro aos doutores da medicina: tenham misericórdia, dopem a minha ira com os sais de lítio! Conduzam-me de volta à inofensibilidade, nem que seja com o mister dos eletro-choques. Familiares, assinem, por gentileza, o consentimento formal para que os cirurgiões procedam à lobotomia no meu cérebro falante. Eu suplico: cerquem a verdade a todo custo, antes que ela fuja do controle.


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POR EM 04/06/2011 ÀS 02:15 PM

Senta a pua, Dona Rita!

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Tem muitas coisas na vida que não se precisa de kits e cartilhas do MEC pra gente aprender. Aliás, cartilhas remetem à doutrina, padronização, tutela, normas gerais a serem cumpridas. Ora, já estamos cheios delas na chatice da modernidade. São obrigações demais e prazer de menos.

Quando eu fazia o ginásio (favor não confundir com ginásio de esportes), durante uma aula de Catequese misturada com Educação Sexual, Irmã Amarílis (como é pode uma freira dando as manhas de sexualidade humana?) garantiu que a masturbação, além de ser pecado dos mais graúdos aos olhos do Pai, poderia provocar câncer, loucura, ou as duas coisas ao mesmo tempo.

Não entrava na cabeça da garotada como é que uma simples punhetinha tivesse tantos efeitos colaterais ao ponto de enlouquecer um ser humano. Preferimos apostar que se tratava de mais um blefe ortodoxo, um daqueles dogmas policialescos e sem sentido. Afinal, as irmãs, embora abstêmias de sexo, pareciam gozar (esqueçam o duplo sentido) de saúde físico-mental fragilíssima. Se Deus era assim tão sacana, que viessem o tumor e a loucura, ora essa!


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POR EM 27/05/2011 ÀS 10:38 AM

Revista Bula conversa com Paul McCartney

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Paul McCartneyPodeis torcer os vossos narizes. Eu falei sim com Sir Paul McCartney. “Pô, mas de novo esta conversa, velho?!”. Que que eu posso fazer? Lugar certo, hora certa. Baía de Guanabara. Céu azul de outono. Vento firme. Um barquinho vai, a tardinha cai. Ambiente propício para velejar ou compor um samba bossa nova, certo? Pois é. No ano passado, em São Paulo, Paul pedalou quase incógnito pela Praça do Povo (eu já contei esta estória aqui antes). No Rio de Janeiro, sucumbiu à paisagem extasiante e foi velejar sozinho. Foi aí que eu apareci.

Mais uma vez, fui enviado pelo editor-chefe-mão-aberta da Revista Bula, a fim de registrar todos os detalhes da apresentação de Paul McCartney no Rio. Fui ao show do domingo, dia 23 de maio, e devo confessar que a minha vida ficou um pouquinho melhor do que era antes. Não que a minha vida fosse ruim, afinal, eu gozo de saúde regular, salário regular, refeições regulares, e relações interpessoais regulares. A vida, em si, é que é parece bem irregular, constatação esta que me deixa deveras desregulado. Aos 68 anos, Paul sapecou um show com quase três horas de duração, revezando seu talento monumental ao piano, bandolim (ou coisa parecida), violão, guitarra e contrabaixo (aquele seu tradicional com formato de violino). Humanamente, eu me senti um merda. O genial ex-beatle não fez cara feia, não reclamou da regulagem do som, tocou música como se fosse brincadeira de criança, interagiu todo o tempo com a plateia embasbacada, e quase chorou quando a multidão de devotos entoou o refrão de “Hey Jude” empunhando centenas de cartazes com a sílaba “na”: “na na na na na na na... hey Jude”. Minha religião é a música e esta canção um de seus hinos mais importantes.


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POR EM 20/05/2011 ÀS 09:11 PM

Um beijo roubado também é bullying?

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Bullying é um vocábulo inglês que foi aportuguesado (não faça trocadilho com “aportugaysado”, pois é bullying, okay?!). Volta e meia, no decorrer de tantos anos de História do Brasil, adotamos termos estrangeiros (inclusive, ”okay”) por modismo bobo, por complexo de inferioridade, porque nos soam bem aos ouvidos, ou pela simples falta de criatividade ao se tentar traduzir para o português.

Em suma, o termo bullying deriva de “bully” (valentão), consiste na violência física ou psicológica que um indivíduo pratica sobre o outro, e tem sido muito utilizado no ambiente das escolas. O conceito parece extenso, prolixo, confuso, mesclando-se também a assédio moral, preconceito, e outras modalidades de intolerância/truculência.

Um pouquinho de história da humanidade (a vida como ela não deveria ser...): certa vez, um amigo meu foi multado porque riu para um guarda de trânsito (ele não riu do guarda de trânsito!). Verdade. Foi durante a Copa do Mundo de Futebol, em 1986. Após os jogos da seleção brasileira, nós saíamos, quase sempre alcoolizados (não vou ficar aqui me gabando por isto), para fazer a famigerada carreata em nosso Chevette marrom. Coisas de jovem. Coisas inconsequentes de jovem. Numa destas incursões pelas ruas da capital, percebemos quando um guarda de trânsito anotava o número da placa do carro em sua caderneta. Bem, aparentemente, não havíamos infringido qualquer norma, a não ser pela leve embriaguez (“controlada”, eu diria) e pelo notório desuso do cinto de segurança. Naqueles dias, ninguém falava em Lei Seca, bafômetro, cinto de segurança, camisinha, casamento entre pessoas do mesmo sexo, e outras cositas mas. Ou seja, passei a minha juventude num cenário praticamente bárbaro (leia-se “ignorante”).


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POR EM 13/05/2011 ÀS 12:06 PM

Antes que o diabo saiba que você está morto

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Hoje não faço bem ideia de como desenvolver esta crônica. Confesso que a criatividade escasseou, abandonou-me nos últimos dias. Então, lá vai um pouco mais do mesmo assunto. Esgotemos o tema ou a sua paciência.

Vou escrever novamente a respeito da ruína de Obama Bin Laden. Calma lá, leitor afoito! Não confundi as bolas, não. Não troquei o nome do morto. Obama, Osama... É tudo meio parecido, até os nomes próprios. Eu estava apenas testando a sua atenção.

Obama matou Osama, que matou um monte de gente nas Torres Gêmeas, que não tinham matado ninguém (alguns executivos mataram serviço naquele dia e escapuliram da morte). Lembraram-se do poema “Quadrilha” de Carlos Drummond? Inteligente, não? Não. Concordo.

Pegaram Bin Laden. Daí, então, o mundo ficou muito mais seguro. Ao menos para o durão Obama e sua família, que tiveram a segurança reforçada, não apenas para esta legislatura e para a próxima (especialistas em politicagem garantem que a morte do terrorista foi um golpe de mestre do Presidente), mas, enquanto eles caminharem sobre a face da Terra (o governo ianque gasta uma fortuna em dólares para proteger seus ex-presidentes e agregados da “eterna fúria dos inimigos”, afinal, quem apanha nunca esquece). 


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POR EM 09/05/2011 ÀS 09:09 PM

Matou Osama e saiu pra comer um hambúrguer

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Em pronunciamento oficial ao planeta, o síndico do ocidente, Barack Obama, afirmou que o mundo está melhor sem Osama Bin Laden. Na duvidosa versão norte-americana (sempre se pode mentir um pouquinho a fim de que a verdade prevaleça), o saudita foi trucidado no Paquistão, recolheram dele amostras de sangue para estudo de DNA (“sangue esparramado é o que não faltava”, vangloria-se a Inteligência Americana) e fizeram também algumas fotografias do defunto. Como num filme de 007, o cadáver foi atirado de um helicóptero em alto-mar para ser comido pelos tubarões.

Se eu fosse tão inteligente quanto a CIA, se eu ao menos tivesse um ódio parecido com aquele que o povo americano nutria pelo Osama, eu não descartava o seu corpo desta maneira, mas o embalsamava, escondia nalgum recanto da América. Ora, se os ianques estocam até mesmo exemplares de extraterrestres invasores, por que não o fariam com Osama? Seria apenas mais um segredo de Estado guardado a sete chaves pela cúpula mais poderosa (e uma das mais prepotentes) da Terra.

Poucas vezes eu vi tanta comemoração popular por conta da morte de um ser humano (embora muitos garantam que Osama não era deste mundo, mas uma encarnação do próprio satanás). Milhares de pessoas em todo o mundo foram às ruas, enrolados em bandeiras, em manifestações ufanistas, a fim de se rejubilarem pelo massacre ao líder da Al-Qaeda. A alegria estampada nos rostos dos manifestantes pode ser comparada àquela observada há dez anos, em alguns países muçulmanos, por ocasião do atentado monumental ao World Trade Center em Nova Iorque, em que cerca de três mil pessoas sucumbiram sob escombros de concreto, ferro retorcido e fuselagem de avião.


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