Perguntamos a 77 twitters quais eram os perfis mais interessantes da rede, com os seguintes critérios: indicar um número máximo de cinco nomes, não votar em si mesmo e nem na @revistabula. Participaram da enquete twiteiros de díspares perfis e tendências, desde anônimos até famosos como @interney e @twittess. Foram somados 377 votos. A enquete não tem caráter cientifico, mas mostra uma tendência e, sobretudo, deixa claro que ter milhares de seguidores não significa necessariamente ser interessante.
O Centro Virtual Cervantes, dentro do projeto “La biblioteca del escritor argentino” fez um dossiê com parte da biblioteca (composta de mais de quatro mil livros) de Julio Cotázar. O material foi retirado do acervo da Fundação Juan March, que foi doado por Aurora Bernárdez, viúva de Cotázar. São dedicatórias, anotações, rascunhos e objetos pessoais. Uma preciosidade para quem gosta daquele que é considerado um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo, comparável a Jorge Luis Borges e Edgar Allan Poe. Cortázar foi o criador de um estilo que rompeu os moldes clássicos da literatura latino-americana. Seus contos são considerados como os mais perfeitos no gênero. Vale uma visita.
Depois de 268 edições, 2400 dias e 11 milhões de acessos, a Revista Bula chega ao fim. Mas chega ao fim para renascer em um novo formato. A partir de hoje ela se torna um blog: suas atualizações serão diárias, seu conteúdo mais abrangente e diversificado. Novos colaboradores se juntarão aos colaboradores antigos. A mudança já estava sendo preparada há alguns meses e se justifica por uma necessidade natural: a internet está sempre evoluindo e criando novas formas de interação. Entendemos que o formato de blog é o que mais se justifica e se aproxima do que queremos para o atual projeto. Ajustes ainda precisarão ser feitos, mas serão realizados naturalmente no decorrer das atualizações.
Para celebrar a "irada" estreia do diretor Neill Blomkamp, com o filme "Distrito 9" (District 9, 2009), o site londrino TimeOut divulgou seu ranking de 50 filmes de diretores estreantes que considera os melhor concebidos, mais requintados e mais influentes de todos os tempos. A compilação foi feita pelo crítico de cinema Herondes Cezar e publicada originalmente em seu blog: Era Uma Vez no Cinema.

Veja a lista completa, na ordem inversa de classificação:
50) Sem Destino (Easy Rider, EUA, 1969), de Dennis Hopper
49) Jogue Mamãe do Trem (Throw Momma from the Train, EUA, 1987), de Danny DeVito
48) Kids (Idem, EUA, 1995), de Larry Clark
47) Carrossel da Esperança (Jour de fête, França, 1949), de Jacques Tati
46) Digam o que Disserem (Say Anything, EUA, 1989), de Cameron Crowe
45) Policial Violento (Sono otoko, kyôbô ni tsuki, Japão, 1989), de Takeshi Kitano
44) Bob, Carol, Ted e Alice (Bob & Carol & Ted & Alice, EUA, 1969), de Paul Mazursky
43) Celia (Sem título no Brasil, Austrália, 1989), de Ann Turner
42) George Washington (Idem, EUA, 2000), de David Gordon Green
41) Pistoleiro sem Destino (The Hired Hand, EUA, 1971), de Peter Fonda
40) Sozinho Contra Todos (Seul contre tous, França, 1998), Gaspar Noé
39) Repo Man — A Onda Punk (Repo Man, EUA, 1984), Alex Cox
38) Pepi, Luci e as Outras (Pepi, Luci, Bom y otras chicas del montón, Espanha, 1980), de Pedro Amodóvar
37) Aconteceu Perto da sua Casa (C'Est arrivé près de chez vous, Bélgica, 1992), de Rémy Belvaux, André Bonzel e Benoît Poelvoorde
36) Isto É Spinal Tap (This Is Spinal Tap, EUA, 1984), de Rob Reiner
35) Quando os Jovens se Tornam Adultos (Diner, EUA, 1982), de Barry Levinson
34) Acossado (À bout de souffle, França, 1960), de Jean-Luc Godard
33) Um Dia em Nova York (On the Town, EUA, 1949), de Stanley Donen e Gene Kelly
32) Pura Adrenalina (Bottle Rocket, EUA, 1996), de Wes Anderson
31) Na Mira da Morte (Targets, EUA, 1968), de Peter Bogdanovich
30) A Canção da Estrada (Pather Panchali, Índia, 1955), de Satyajit Ray
29) Alice (Neco z Alenky, Tchecoslováquia/Suíça/Reino Unido/Alemanha Ocidental, 1988), de Jan Svankmajer
28) Killer of Sheep (Sem título no Brasil, EUA, 1977), de Charles Burnett
27) A Morte do Demônio (The Evil Dead, EUA, 1981), de Sam Raimi
26) Mad Max (Idem, Austrália, 1979), de George Miller
25) A Faca na Água (Nóz w wodzie, Polônia, 1962), de Roman Polanski
24) L'Âge d'or (L'Age d'or, França, 1930), de Luis Buñuel
23) Shadows (Shadows, EUA, 1959), de John Cassavetes
22) O Homem que se Vendeu (The Great McGinty, EUA, 1940), de Preston Sturges
21) Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, EUA, 1992), de Quentin Tarantino
20) Primer (Idem, EUA, 2004), de Shane Carruth
19) Gates of Heaven (Sem título no Brasil, EUA, 1978), de Errol Morris
18) Eraserhead (Idem, EUA, 1977), de David Lynch
17) Buffalo '66 (Sem título no Brasil, EUA, 1998), de Vincent Gallo
16) Bleak Moments (Sem título no Brasil, Reino Unido, 1971), de Mike Leigh
15) Vivendo na Corda Bamba (Blue Collar, EUA, 1978), de Paul Schrader
14) Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu (Airplane!, EUA, 1980), de Jim Abrahams, David Zucker e Jerry Zucker
13) O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre, EUA, 1974), de Tobe Hooper
12) Perversa Paixão (Play Misty for Me, EUA, 1971), de Clint Eastwood
11) Desajuste Social (Accattone, Itália, 1961), de Pier Paolo Pasolini
10) Peformance (Idem, Reino Unido, 1970), de Nicolas Roeg e Donald Cammell
9) Relíquia Macabra (The Maltese Falcon, EUA, 1941), de John Huston
8) A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, EUA, 1968), de George A. Romero
7) Os Incompreendidos (Les quatre cents coups, França, 1959), de François Truffaut
6) Amarga Esperança (They Live by Night, EUA, 1948), de Nicholas Ray
5) Gosto de Sangue (Blood Simple., EUA, 1984), de Joel e Ethan Coen
4) Atalante (L'Atalante, França, 1934), de Jean Vigo
3) Terra de Ninguém (Badlands, EUA, 1973), de Terrence Malick
2) Cidadão Kane (Citizen Kane, EUA, 1941), de Orson Welles
1) O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter, EUA, 1955), de Charles Laughton.
Nascido em 30/01/1975, no Recife. Caso os paulistas leiam a revista, talvez seja sensato adicionar: capital de Pernambuco. Estudou em colégio Marista quase a vida toda, o que explica uma série de problemas psicológicos e certa tendência ao espancamento de pessoas vestidas em batina. Trocou o catolicismo pelo marxismo aos 13 anos, e o marxismo pelo álcool aos 14. Nessa época, leu "A Náusea", o que abriu caminho para a leitura dos existencialistas franceses, além de explicar os restantes problemas psicológicos que possui. Usou drogas, com filmes de Arnaldo Jabor e livros de Bukowski, mas ficou curado ao entrar em contato com os ingleses.
Formação: Deformado. Apesar de ter feito o máximo para se formar em Letras, Jornalismo, Filosofia e Direito, em períodos diversos, ao longo de mais de doze anos, os cursos não mostraram a menor disposição de se adaptar a ele. Nos últimos quatro anos, fanático por mitologia clássica, resolveu bater Hércules e Sísifo em matéria de esforço, vivendo em São Paulo. Atualmente, desistindo da tarefa, reside no Rio de Janeiro, com o objetivo de se integrar a um estilo de vida mais simples entre os selvagens.

Na última terça-feira, 3 de agosto, o site norte-americano Total Sci-Fi Online divulgou sua lista dos 100 melhores filmes de ficção científica. As escolhas foram feitas pelos colaboradores do site que levaram em conta "a habilidade para explorar o tempo e o espaço com imaginação, perspicácia e ousadia". Foram descartados os filmes de super-heróis mas não as comédias. A compilação foi feita pelo crítico de cinema Herondes Cezar e publicada originalmente em seu blog: Era Uma Vez no Cinema.
Veja o ranking completo, na ordem inversa de classificação:
Fal Vitiello Azevedo, 38 anos, paulistana. Escritora, tradutora, professora e blogueira, autora dos livros “Crônicas de Quase Amor”, “O Nome da Cousa” e “Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite”. Edita desde 2002 o blog Drops da Fal, da primeira geração de blogs brasileiros. Também é colunista do IG, onde escreve sobre “atualidades e coisas da vida” como ela mesmo define. Nas palavras do professor Idelber Avelar: “A escrita da Fal não se parece com nada que você conheça. Algum crítico literário mais apressado poderia dizer que é uma “reprodução da oralidade”, mas é muito mais que isso. Às vezes, é como se a dicção registrasse os movimentos do corpo. Tente imitar aquilo e você passa vergonha. É inimitável. Eu brinquei uma vez com a ideia de que os blogs inventavam outra forma de narrar a experiência. Aquela banalidade bruta, do cotidiano — vizinhos, programas da madrugada, o policiamento do prazer — pode de repente exalar uma cintilação inaudita no momento em que se transforma em matéria narrável. É com isso que Fal nos brinda todos os dias. Tradutora de mão cheia, ela inventa uma língua. Nada menos”. Participaram da entrevista Carlos Willian Leite (Bula), Tainá Corrêa (Bula) e Nelson Moraes ( Ao Mirante, Nelson! ).
A história do cinema é pródiga em antagonistas diabólicos que o público adora odiar. Com seu repertório de frases maliciosas, eles são sempre divertidos. Se os heróis são indispensáveis, os vilões também fazem a alegria dos cinéfilos, e, embora apareçam em todo tipo de filmes, são parte essencial dos chamados “blockbusters”. O Times publicou em seu site, na última semana de junho, o seu ranking dos 50 melhores vilões do cinema. A transcrição dos títulos para o português foi feita pelo crítico de cinema Herondes Cezar e publicada originalmente em seu blog: Era Uma Cinema.
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