revista bula

compartilhe



últimos comentários

  • Bom dia! Meu filho de 18 anos, que, para falar a verdade, até agora não se interessou muito pela leitura, me pediu o livro “Europa na Guerra — 1939-1945”. Está querendo saber mais sobre a Segunda Guer ...

    4 horas atrás por Andréa Cristina Menezes Pires Corrêa sobre Livros para entender a Segunda Guerra Mundial
  • Amanhã, dia 02/09, lançamento da obra completa de Pio Vargas, na UBE-GO. Organização de Carlos Willian Leite, prefácio de Ademir Luiz. ...

    1 dia atrás por Carlos Augusto Silva
  • Ah, sei. Anhanguera fez tudo isso e também estuprou as índias e ainda por cima ganhou uma rodovia com seu nome. Nossa, grande representante do Brasil nós temos. ...

    2 dias atrás por Michelle Lima da Silva sobre Anhangüera: herói ou vilão?
  • "Agarre-se às pequenas coisas, tudo bem, mas seja mais seletivo. "Avatar" não!"
    Rapaz, se você quer se AGARRAR a conceitos veiculados pelo cinema, pobre de você. Além de odiar o citado Woody Allen, di ...

    2 dias atrás por Daniel sobre Por que Avatar é idiota

últimas no twitter

parceiros

  • Tawitter

  • twitter rank

  • Marconi Leal

  • Filosofia Ciência & Vida

sugestões de livros

  • Centopeia de Neon

sugestões de filmes

  • http://bit.ly/bE40kL

  • Lola Montes

  • Europa 51

  • No Limiar da Vida

Brasigois Felício

POR EM 27/05/2010 ÀS 04:59 PM

Delírios da mente

publicado em

São muitas as vozes a ecoar interminavelmente em nossa mente. Pensamentos replicados, distorcidos, agarrados no rabo uns dos outros (em média 60 mil pensamentos por minuto – isto nas pessoas ditas normais. Nos obsessivos, neuróticos e compulsivos, é muito mais). Na grande maioria, são vozes dementes, frutos de um pensamentar sem freio e sem consciência, como se fôssemos máquinas extraviadas da sanidade. É como escreveu o professor-poeta José Fernandes: “Se o cérebro estivesse no calcanhar, homem algum correria o risco de pegar frieira, mas a cabeça andaria de chinelos”. 

O ideal de vida seria escapar à rota de destruição da natureza, da saúde física e mental, consequências da inversão de consciência que transformou o Homo Sapiens em Homo Demens. Escapar do absurdo na jornada da lucidez, como nos diz um poema magistral de Cecília Meirelles: “Ser sempre o outro, ser sempre o mesmo, longe e dentro de tudo”. Ou seja, permanecer na lucidez do compromisso, em constante renovação e mudança, sendo parceiro de Deus no projeto da criação. O invejoso sente-se infeliz com a felicidade do outro. Só tem contentamento, ou pérfida euforia, em detrimento do bem estar da pessoa a quem inveja. Só com sua derrota e suas perdas ele se sente bem. O bem estar do outro é a causa de seu mal estar de viver. 

 


leia mais...
POR EM 24/04/2010 ÀS 11:09 AM

Crimes da boa consciência

publicado em

Joseph Stálin e Adolf Hitler

O desejo dos seres humanos para estereotipar, encarcerar e desumanizar os outros repete-se em muitas sociedades, em tempo de guerra ou de paz. Este desejo perverso, muitas vezes chega às raias da barbárie, embora seja exercido em nome da boa consciência, ou tendo como justificativa a lealdade a Deus, ou o amor à Liberdade. Adolf Hitler e Joseph Stálin foram sombrios personagens desta longa história da insanidade política a lastrear toda espécie de crimes contra a humanidade. Eles representam o trágico testemunho de que, em um mundo governado pelo medo, os que tentam escapar ao rebanho dos condenados são perseguidos, deportados, ou colocados em guetos ou são levados a morrer em campos de concentração. A paranoia vigora tanto dentro do sistema quanto fora dele, na mente de quem persegue e de quem é perseguido. Ambos são vítimas, ainda que os primeiros atuem como carrascos, representando a um só tempo os poderes legislativo, judiciário e executivo, uma vez que impõe a sua lei, julga e executa aquele que escolheu para ser o bode expiatório de sua insanidade religiosa, racial ou política. Assim, todos se transformam em prisioneiros — tanto os encarcerados quanto os seus carcereiros. Os primeiros sendo encurralados pelo seu ódio, e os últimos morrendo em vida, aprisionados pelo seu medo. Os ditadores, transformados em déspotas (esclarecidos ou não) intitulam a si mesmos de guias geniais dos povos, e faróis da humanidade. Com base no método irracional de sua loucura, determinam quem tem o direito de viver ou quem deve morrer, ser feito prisioneiro, perder todos os seus direitos civis, ser privado da cidadania e do convívio com sua família. Tudo em nome da liberdade, que não suportam, e da verdade, que ignoram. O que melhor expressa essa realidade, do que os campos de extermínio de Hitler e de Stálin? A diferença é que os crimes de lesa-humanidade de Stálin contam com a complacência e até mesmo com o apoio e a simpatia dos intelectuais de esquerda e da intelligentzia encastelada nas torres de marfim das universidades.


leia mais...
POR EM 09/04/2010 ÀS 09:11 AM

Cidades da perdição

publicado em

O que será das cidades, quando tiverem de enfrentar o improviso de séculos de caos planejado? Quem viverá livre de medo, quando os demônios das drogas, em hordas de bárbaros, produzirem ondas de selvagem insanidade? Então teremos saudades do tempo em que tínhamos medo de trombadinhas. Um improviso planejado não é para qualquer presidente, governador ou prefeito: é preciso muitos deles juntos, para se conseguir tamanho descalabro fazedórico. Quanto à retórica, vai bem, obrigado, e não cansa de aprimorar sua lábia malandra, em milionários congressos partidários.

Nas cidades da perdição, todos estão seguros de estarem perdidos, até mesmo os que se dão por achados, e se acham os tais — reis da cocada preta, imunes á violência,  e aos perigos da urbe trepidante. Primeiro inventaram os corredores de ônibus, para tornar mais rápido o tráfego dos novos escravos, conduzidos, aos magotes, em levas de desesperados, pelos novos navios negreiros, a cortar sobre trilhos ou rodas os rios de aço do tráfego.  Quando foi que começaram a improvisar este caos, em politiqueiro planejamento? Para onde fugirão os urbanóides normóides, quando a tsunami da violência e da criminalidade ocupar até mesmo o espaço dos sonhos, pelo qual se devaneava poder-se ter paz e segurança na vida retirada do campo? Pois o futuro das cidades conflagradas é naufragar nos desastres da tragédia anunciada.


leia mais...
POR EM 24/03/2010 ÀS 10:26 AM

O ‘animau cinistro’ de Aristóteles

publicado em

O Homem (ser humano) que pensa, e quer viver de acordo com seu pensamento, não pode senão querer retirar-se da tempestade de absurdos que alastra-se como praga pelo mundo. Cada tempo tem sua cegueira, seu museu de obscuridades. Na bíblia a mulher é denunciada como cúmplice de Satanás — e por isso tem que sofrer e ser explorada e oprimida, diz a escritora Rose Marie Muraro. 

Mas vendo a coisa por outro prisma, sabe-se que o mundo só terá jeito quando (e se) mudarmos o nosso jeito de funcionar no mundo e em nós mesmos. Pois terá de começar por nós mesmos a mudança que nele pretendermos fazer. Até porque todo descalabro e todo absurdo que vemos grassar em toda parte vem da inversão de consciência, da qual nascem as patologias pessoais, umbilicalmente ligadas à patologia de uma sociedade doente, e que vai se tornando cronicamente inviável, pelo Homo Sapiens, que transformou a si próprio em Homo Demens. 

Palavras servem para definir, aclarar, mas são utilizadas muitas vezes para mentir, mistificar, ocultar, falsear. Assim são torcidas e re-torcidas, de modo inconsciente, ou por automático ato falho. Palavras são usadas para mentir ou matar em nome de Deus, da Liberdade ou da Pátria. Aquele que mata invocando as razões e motivos sublimes de sua religião ou ideologia classificam o morticínio coletivo por atos de terrorismo como justiçamento, e não como genocídio. Mesmo que não conheçam as vítimas inocentes de seu ato insano e selvagem. O mal está em não reconhecer o próprio mal que se pratica.   


leia mais...
POR EM 05/03/2010 ÀS 07:01 PM

Secretários do entorno

publicado em

É estranho e lastimável o poder que um político no poder tem sobre os cidadãos que o elegeram: quando concentra grande poder em suas mãos (ou quase todo poder de mando existente), torna-se um autocrata esclarecido, isto quando não é da espécie dos autocratas ignorantes — e são desta grei os mais autoritários, e os que se mostram mais auto-suficientes. 

Uma vez entronizados no poder, e tendo em mãos a caneta que nomeia e demite, manda estiar ou chover, não raras vezes sucumbem à tentação de concentrarem em sua vontade os três poderes da República. Alguns (os mais perversos e doentios) demonstram sentir prazer em humilhar pessoas que as procuram, pedindo coisas, muitas vezes justas e merecidas, cujo atendimento seria natural de se esperar ou se exigir de uma autoridade pública. 

Fazem pessoas sérias e honestas esperar horas a fio, nas ante-salas dos gabinetes, sabendo de antemão que não as receberão. Mas ainda assim fazem-nas esperar, sem tirar a esperança, em um jogo sádico, de gato e rato, como a dizer quem está no comando, e quem está no papel de solicitante.  É a inflação do ego, a que vocacionados para o despotismo sucumbem, possuídos pela certeza de serem deuses encarnados, que vieram a este mundo para tanger as massas com a mesma autoridade com que o vaqueiro conduz o seu gado até o matadouro do sacrifício ao lucro. 


leia mais...
POR EM 17/02/2010 ÀS 03:02 PM

A vida são muitos dias

publicado em

Quem teve sua existência levada pela senda do desespero, mas não perdeu de vista a esperança, conseguiu o milagre de confundir sua vida com a poesia. Na lucidez do compromisso de querer ser feliz, rompeu o casco espesso de chumbo da solidão e viu o rosto de Deus no oceano da solidariedade. Sendo o passado e o futuro ilusões da mente, só o instante que passa — só o presente é realidade, e só poderemos ser felizes nos momentos em que nos sentimos dadivosos e receptivos, alegres e confiantes.

Toda cegueira e limitação consiste em só colocarmos em ação a parte pequena que temos dentro de nós. Ao conseguir colocar para agir a nossa parte divina, veríamos as coisas tais como são, isto é, infinitas. “A vida são muitos dias”, escreveu o poeta T.S. Eliot. Quando se deparar com um problema que o angustie e deprima, pense como lhe parecerá pequeno daqui a dez anos. Tudo passa, como passam as águas e o vento. Daqui a dez anos os problemas serão outros, e nós também. Sobre o projeto de grandeza ou pequenez que cada um pode levantar e executar, a partir de seu sol interior, assim falou Confúcio: “Aqueles que seguem a parte de si mesmos que é grande serão grandes homens. Aqueles que seguem a parte de si mesmos que é pequena se tornarão pequenos homens”.  No princípio tudo era oculto. Mas para que existe o oculto, senão para ser revelado? Os homens primitivos tinham a graça de contar com os símbolos, para decifrar os enigmas do universo, e os mistérios da natureza.


leia mais...
POR EM 02/01/2010 ÀS 10:31 AM

Natureza em fúria

publicado em

Deus fez o mundo em seis dias, e tudo o que nele existe, diz a metáfora do texto bíblico, no qual se apóiam os criacionistas.  Mas as ruas e estradas, com seus desastres e acidentes, deixou por conta do Homo Sapiens, o mais inteligente dentre os terráqueos. A sequência de catástrofes naturais, de calamidades do clima, que devastam quase o Brasil inteiro, nesta estação de chuvas, chega a parecer cruel, com ricos e pobres, flagelados e abonados — os muito pobres, atirados aos cinturões de miséria, nos baixios dos rios, nos fundos de vale, são os que mais sofrem. Todo ano têm suas casas tomadas pelas águas de rios que sobem demais, depois que caem as chuvaradas. E perdem tudo o que têm — o de comer e o de deitar, os alimentos do sobreviver, os eletrodomésticos, comprados à custa de sacrifícios imensos. Famílias inteiras (ou parte delas) é soterrada por pedras e barrancos que descem, em períodos de intensa chuvarada. É de partir o coração ver o choro dos sobreviventes e das equipes de salvamento, que na maioria das vezes nada mais conseguem salvar, a não ser resgatar os corpos que não ficam sob toneladas de lama. O Rio de Janeiro, que não é só a zona sul da orla marítima, onde se localizam os hotéis de luxo, foi particularmente atingido neste final de ano, na baixada fluminense, cujas populações ribeirinhas ficaram debaixo d água. Triste espetáculo de morte e destruição. Uma pousada em local distante, na Praia Grande, foi soterrada pela encosta sob a qual foi edificada, espremida entre o morro arborizado e a pequena faixa de praia. Cenário paradisíaco para se viver em tempo de seca, mas ambiente perigoso, em estação de chuvas a cair em bátegas insistentes. 


leia mais...
POR EM 29/12/2009 ÀS 09:50 PM

A montanha mágica

publicado em

Revista BulaNinguém será o mesmo, depois de vertiginosa temporada nas vastas altitudes literárias de  “A Montanha Mágica”, de Thomas Mann, em que gerações nascem, vivem e morrem, sempre a indagar sobre o sentido da história e a lógica absurda do tempo; após viajar léguas de beleza e pura magia poética, ou de maravilhar-me com a iluminada escuridão do rosto sertanejo de Deus e do Demônio, nas páginas imortais do “Grande Sertão:Veredas”, de João Guimarães Rosa, o sentimento que nos possui é o do deslumbramento abissal, de par com o desconforto e o desânimo. Depois de saber que tais personalidades dos cumes literários legaram à humanidade suas obras de transcendente e imortal beleza e expressividade, a pergunta que nos ocorre é: que sentido pode haver, em continuar a escrever toscas palavras, inspiradas em nonadas? De que adianta continuar a fazer biscoitos, enquanto eles ergueram pirâmides?

Que insensatez e que inútil vanidade é continuar a escrever e publicar livros a mão cheia, depois que um bardo divino, tão vasto e  tão maior do que ele mesmo, que não sabia dizer quem era, mesmo sendo William Shakespeare? Escrever poeminhas de pé quebrado, depois que o iluminado bardo escreveu seus imortais sonetos seria como acrescentar um tijolinho mal queimado sobre a muralha da China. Mesmo sabendo de tudo isto, e mesmo que tal consciência seja esmagadora à nossa presunção e vaidade de que o que fazemos constitui algo essencial ao nosso tempo, continuamos a escrever e a publicar, livro após livro; e o fazemos talvez com a irreverência de um Bertolt Brecht, ao escrever: “Eu sei que existe gente com fome e sede, mas mesmo assim eu como e bebo”.


leia mais...
POR EM 16/12/2009 ÀS 07:15 PM

Lacaios de Lacan

publicado em

Lacan“O ser humano não é o que fala, mas o que faz”. (Noam Chomsky). De tanto ver alastrar a ilucidez em pessoas que se dizem lacaniamente corretas, estruturadas e estruturantes em significado e significante (mas que ninguém pode aceitar, ou compreende, em sua incoerência ou incompetência de viver) ando desconfiado de que não sou nem serei jamais um servil, servidor, pagante ou assalariado lacaio de Lacan. Certo, o mestre do estruturalismo psicanalítico não irá virar na tumba por causa disto, mas é como sinto a linguagem e a filosofia da coisa; assim, reservo-me o direito de dizê-lo.  

Nem toda verdade está contida na linguagem escrita ou falada, como asseguram os doutores papo-cabeça, como Saussure e Roman Jakobson, dentre outros corifeus do estruturalismo. Os filósofos utilizam a linguagem para construir jogos de pensamentos, admitiu Saussure — e isto, se não vem configurar a filosofia da miséria, certamente estrutura a miséria (ou a manipulação) da filosofia — entrando nesta conta, como quem não quer nada, uma senhora namoradeira, que vem a ser a psicanálise.  Eis senão quando, na condição de escritor analfabeto em tais platitudes acadêmicas, eu me reservo ao direito de esgrimir frases de efeito, que pode não surtir efeito algum, sendo só biscoitos da tarde, em vez das pirâmides que João Guimarães Rosa nos mandou erguer, como se querer fosse poder. Não havendo talento, engenho e arte, conseguir quem há de? Não sei quem escreveu isto, mas concordo, in totum: “Não há nada mais convincente do que uma pessoa agindo de acordo com a sua consciência”. E mais isto: “Não é o que você fala que importa, e sim como você vive”.  


leia mais...
POR EM 09/12/2009 ÀS 10:55 AM

Grandeza e miséria do jornal

publicado em

Grandeza e miséria do jornalHá no romance “Ilusões Perdidas”, de Balzac, situações que parecem ter sido inspiradas em nossa época. O jornalismo é a porta pela qual o personagem de Ilusões perdidas entra para o hospital das letras, em busca de glória e dinheiro. Entre nós, não faltou exemplos de literatos de nomeada que exerceram atividade jornalística, seja no batente duro das redações, ou na moleza de serem cronistas do cotidiano — a ponto de terem cunhado o bordão: “O jornalismo é a lata de lixo do literato frustrado”. Sejamos justos: nem todo jornal é lata de lixo, e nem todo literato que nele trabalhou ou trabalha é frustrado. Muitos se tornaram celebridades, a começar de Machado de Assis. 

Mas falo aqui não do jornalismo literário, onde não estão presentes as injunções e pressões “alienígenas”, vindas de fontes dignas, digo, detentoras do crédito e do vil metal, que atingem o noticiário político. Assim como nos tempos de Balzac, pior talvez em nossos tempos neocínicos, onde há formas de pressão inexistentes na Europa romântica. Com pequenas mudanças, vemos que as eras se repetem, não só nas modas, como também nos costumes. “Essa gente bebe copázios em maior número do que os livros que vende”. Não faltam no livro alusões à intemperança etílica dos escritores e artistas em geral. O que reverbera a sátira de “Crime e Castigo”, de Dostoiévski, à irresponsabilidade crônica do poetariado de todos os tempos: um bando de bardos (desempregados crônicos dos lumpen das letras) entra em um bar, come, bebe, toca piano com os pés e sai sem pagar, dando-se ao luxo de ameaçar o bodegueiro de denunciá-lo na gazeta  periférica em que escrevem suas lamúrias & louvaminhas. 


leia mais...
 1 2 3 4 5 >  Último ›
É permitida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia dos editores, desde que citada a fonte.
© Copyright 2009 — Revista Bula — Literatura e Jornalismo Cultural — editorial@revistabula.com


renovatio