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EULER DE FRANÇA BELÉM
EM 18/01/2010 ÀS 09:17 AM
O que sabemos da Irlanda tem a ver com seus escritores notáveis, como Jonathan Swift, Wilde, Yeats, Shaw, Joyce e, recentemente, John Banville. Os políticos são lembrados, se são, apenas por especialistas em política internacional.
Em Cuba, com o tempo, não vai ser diferente. Daqui a 50 anos, ou menos, Fidel Castro certamente vai figurar no rodapé da história cristalizado como o ditador sanguinário que tornou seu país um dos mais esfomeados do mundo (esfomeados de tudo: comida, bens de consumo e, sobretudo, liberdade). O Stálin cubano conseguiu a proeza de socializar a fome e excluir a liberdade de todos os cantos da ilha. Impunemente.
Se Fidel será esquecido, exceto por seus crimes e pela fortuna que guardou nos bancos europeus (calculada em 1 bilhão de dólares), imitando os ditadores africanos e outros, a literatura de Cuba será eternamente lembrada por conta de Lezama Lima, Alejo Carpentier e Guillermo Cabrera Infante. Em 1992, Cabrera Infante, entrevistado por “O Globo”, disse que os mais importantes escritores cubanos do século 20 são Lezama Lima, Virgílio Piñera e Alejo Carpentier. “Mas quem mais teve influência sobre mim foi um escritor pouco conhecido, Lino Novas Calvo, um extraordinário contista, que descobri quando começava a escrever, em 1947. Calvo não é o escritor mais importante de Cuba, mas certamente foi a minha maior influência.” (Note-se que João de Minas influenciou escritores importantes do Brasil, embora não tenha sido autor do primeiro time.) Na mesma entrevista, Cabrera Infante diz que Machado de Assis é “o grande escritor de ficção ibero-americana do século 19. ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade, é um livro realmente divertidíssimo”.
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