Até Obama se rende ao sucesso de Michel Teló
“Engulam: os Estados Unidos mandaram o homem à lua, e nós enviamos o nosso homem para falar com o Obama!”. Foi com estas palavras, sentado em sua cadeira reclinável de tecido puído, com os pés cruzados sobre a mesa, os cantos da boca espumando como um cão raivoso, que o editor da Revista Bula provocava um concorrente da imprensa, vangloriando-se pela entrevista que Obama concedera a mim em Nova Iorque.
Quando a gente conta, o povo nem acredita: “Como assim, você e o... Obama?!”. Como diria Katilaine Suellen (cujo nome no érre-ge é Maria Aparecida da Silva), estriper da gaiola de número 3 do Buraco Azul Entretenimentos: “A vida é feita de contatos, tigrão. Relacionamento é tudo. Com uma agendinha azul nas mãos se vai longe, gracinha”. É de fazer muitos deputados federais tremerem nas bases.
Nova Iorque é realmente uma metrópole incrível, por mais que ativistas antiamericanos queimem bandeiras ianques e jurem o contrário. Ela cheira à modernidade. Multidões entopem as calçadas falando dialetos do mundo inteiro. Uma mescla de cultura, alta tecnologia e consumismo desmedido. “O que mais te impressionou em Nova Iorque?”, foi a segunda pergunta que me fez o editor quando retornei ao Brasil (a primeira foi: “sobrou algum dólar, meu chapa?”). Há tempos eu ansiava conhecer Nova Iorque, única cidade estadunidense que apetecia o meu apetite turístico. Cético não curto diversão e fantasia. Portanto, cassinos e disneilandias jamais frequentaram a minha lista de destinos prováveis. Para subir na vida é necessário nascer rico, usar uma escada ou participar de algum esquema mensalão. Tem um jeito muito mais custoso no qual se depende muito da sorte: trabalhar duro. Então, quebrando alguns porquinhos de porcelana e vendendo rifas honestas para os amigos e familiares durante todo o ano de 2011, a Revista Bula conseguiu arrematar um pacote de três noites, a ser pago em doze parcelas, para este abnegado cronista.
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“Que fase...” É o comentário corrente que tenho ouvido dos companheiros de peladinhas aos sábados. Não. Não tenho frequentando os fuleiros churrascos vespertinos baratos à beira da piscina lotada de “universitárias desinibas”. Nunca fui muito afeito aos prostíbulos e não será agora, aterrorizado pela Crise dos Quarenta, que o farei.
Não chega a ser um assombro ler que os membros do júri do Nobel, em 1961 esnobaram J.R.R. Tolkien. Me parece que o verbo esnobar não cabe no caso, por sua forte carga pejorativa. O que encontro nos jornais, e onde mais encontraria? É que CS Lewis tentou indicar seu colega ao Prêmio Nobel de Literatura, provocando reação contrária dos outros membros do júri. A razão apresentada, "o resultado não se comparava às ficções de boa qualidade", não me parece fora de propósito, muito menos ofensivo. Quando alguém resolve escrever, precisa fazer algumas opções. E a propósito transcrevo trecho encontrado no facebook de Matheus Arcaro: “A alta literatura faz o leitor tropeçar. E não é todo mundo que está preparado para cair. Por isso os best sellers são best sellers: porque dizem o que o leitor espera. O leitor menos preparado chama isso de ‘identificação com a obra. ‘Puxa vida, este autor diz exatamente o que eu penso.’ Não percebe que o prazer da leitura é justamente fechar o círculo’.” Não me parece que recusar alguém por falta de qualidade seja o mesmo que esnobar.
Esta história das sanguessugas tem provocado discussões homéricas e acho que é bom, é saudável que se exercite um pouco esta coisa que se chama cidadania. Não importa que os conceitos sejam muitas vezes primários, que os resultados sejam viciados por visões tortas do mundo. O que vale, mesmo, é o exercício. Sem ele, jamais passaremos de multidão a povo.
Sempre que vejo propagandas de eletrodomésticos, de produtos para casa, como de sabão em pó, por exemplo, me revolto pela presença quase que exclusiva da mulher no ambiente do lar e por elas serem sempre o alvo único e inconteste de todo e qualquer produto.
Como eu já suspeitava, repercutiram mal, entre alguns leitores, os textos que eu escrevi a respeito do Natal e do Ano Novo.
Há um mês tenho matutado incessantemente sobre para onde vamos após a morte. Essa ideia me acomete apenas quando morrem pessoas jovens próximas do meu entorno, que deixam em nós que ficamos uma sensação de fome lá no fundo do estômago. Não desdenho os demais mortos no mundo, mas só esse vazio me faz revisitar uma convicção que há muito já está cimentada em mim.
Parar com esta mania chata de fazer listas.
Para início de conversa, eu espero que lhe seja sorteado como “amigo oculto” o nome daquela cunhada que você mais odeia. Sim, porque, cá entre nós, tem muita gente na família que você não suporta de jeito nenhum, não é mesmo? Aguenta só porque é parente, né verdade?
Há poucos dias fomos alvo de brincadeiras nos jornais do mundo todo, principalmente nos espanhóis. E mexeram justamente em nossa ferida, ou aquilo que a grande mídia elegeu como tal: o futebol. Numa das manchetes publicadas em Barcelona, lia-se o belo trocadilho “Deuses e Santos”. 