revista bula

compartilhe



últimos comentários

  • Bom dia! Meu filho de 18 anos, que, para falar a verdade, até agora não se interessou muito pela leitura, me pediu o livro “Europa na Guerra — 1939-1945”. Está querendo saber mais sobre a Segunda Guer ...

    5 horas atrás por Andréa Cristina Menezes Pires Corrêa sobre Livros para entender a Segunda Guerra Mundial
  • Amanhã, dia 02/09, lançamento da obra completa de Pio Vargas, na UBE-GO. Organização de Carlos Willian Leite, prefácio de Ademir Luiz. ...

    1 dia atrás por Carlos Augusto Silva
  • Ah, sei. Anhanguera fez tudo isso e também estuprou as índias e ainda por cima ganhou uma rodovia com seu nome. Nossa, grande representante do Brasil nós temos. ...

    2 dias atrás por Michelle Lima da Silva sobre Anhangüera: herói ou vilão?
  • "Agarre-se às pequenas coisas, tudo bem, mas seja mais seletivo. "Avatar" não!"
    Rapaz, se você quer se AGARRAR a conceitos veiculados pelo cinema, pobre de você. Além de odiar o citado Woody Allen, di ...

    2 dias atrás por Daniel sobre Por que Avatar é idiota

últimas no twitter

parceiros

  • Tawitter

  • twitter rank

  • Marconi Leal

  • Filosofia Ciência & Vida

sugestões de livros

  • Centopeia de Neon

sugestões de filmes

  • http://bit.ly/bE40kL

  • Lola Montes

  • Europa 51

  • No Limiar da Vida

colunistas

POR EM 03/08/2010 ÀS 10:13 AM

A casa em reformas

publicado em

O sofrimento que nos traz a construção ou reforma de uma casa, haja vista quanta gente sofrida e calejada no assunto. Os pedreiros de hoje, os tidos e havidos como bons, eles “se acham”, nós é que não os achamos facilmente, quando precisamos deles. E custam os olhos da cara. Pensam que o pobre dono da casa — quando é o caso de um pobre — está montado no dinheiro, daí enfiam a faca, sem piedade. A mão-de-obra, por vezes, é exorbitante, e não que desvalorizemos o pesado trabalho deles, mas por conta do exagero no valor que nos cobram, sem falar no que ainda gastamos com materiais de construção.

Por certo que um pouco nos reformamos com a casa, como um reflexo dela, por sua vez refletida em nós. Um no outro espelhados. É bom de se ouvir quando alguém diz que a casa está “um brinco”, ou que as panelas brilham como espelho. Imagine-se o sorriso do alumínio. E confira-se a felicidade então estampada no rosto luminoso da dona de casa. Sim, bem pode que a felicidade, de forma simples, habite uma casa com os seus brincos. A casa se ilumina, bem assim o rosto de sua dona.

Coloquei toda a minha aposentadoria numa reforma geral — de há muito adiada por falta de recursos — e algumas ampliações em minha casa. Minha abnegada Maria no comando de tudo e até dando uma de arquiteta — tem o seu tino, a menina! —, e o dinheiro ó, e o dinheiro ó, e o dinheiro ó, só voando feito passarinho, coitado de mim, que me acoito nas entrelinhas e só entendo de letras, as literárias, e não letras de câmbio.


leia mais...
POR EM 27/07/2010 ÀS 05:31 PM

Cuidar de amor exige mestria. Ou não

publicado em

O amor entre os gêneros nada mais representa senão um pretexto para a cópula, a fusão dos gametas, a perpetuação da espécie. “Crescei e multiplicai-vos”. Foi o próprio criador quem deu a senha. Por que duvidar dele?!

Talvez seja por isto que, após a consumação do coito, o amor perca espaço (transitório ou permanente) para o desprezo, a mágoa, a violência e outros sentimentos jamais imaginados, inconcebíveis aos casais de namorados recentemente enlaçados.

“Felizes para sempre” parece muito tempo. “Por toda a minha vida”, nem se diga. “Que seja infinito enquanto dure” soa bem mais realista. Viva o poetinha Vinícius! Para sempre seja louvado!

Conheço uma professora universitária que, deliberadamente, durante grande parte da vida, abdicou aos romances. Residiu durante sete anos na Europa. Fez Mestrado, Doutorado, Pós-doutorado, enfim, uma vida dedicada a uma bem sucedida carreira como docente.

Solteira, solitária, imatura como uma adolescente salpicada de espinhas, adentrada na quarta década de vida, foi assim que a matrona me descreveu um reencontro com um ex-provável-amor-da-vida-dela. O relato deu-se sob lágrimas, soluços e, claro, muita tequila.


leia mais...
POR EM 25/07/2010 ÀS 09:59 AM

Clariceando o mistério

publicado em

Tão estranha como foi, e estranho o olhar com que via os mistérios do mundo, que parece não ter existido, a não ser pelos estranhos personagens que inventou ou viu, nas praças e ruas de cidades do Brasil e do estrangeiro, em epifanias brotadas de uma sensibilidade antenada com o inesperado. Pois Clarice não interpelava o inesperado, aceitando-o, não como um estrangeiro atrevido, mas como um visitante familiar a si própria, e a todo e qualquer vivente desta nave planetária que habitamos. No dizer de Manoel de Barros sobre si próprio, pode-se intuir que Clarice “carregava seus primórdios num andor, e vivia a abrir descortinos para o arcano”.

Dizem que Clarice Lispector, a estranha, nascida Haia Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora brasileira, nascida na Ucrânia. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. Suas obras caracterizam-se pela exacerbação do momento interior e intensa ruptura com o enredo factual, a ponto de a própria subjetividade entrar  em crise. De origem judaica, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. A família de Clarice sofreu a perseguição aos judeus, durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. Seu nascimento ocorreu em Chechelnyk, enquanto percorriam várias aldeias da Ucrânia, antes da viagem de emigração ao continente americano. Chegou ao Brasil quando tinha dois  anos de idade.


leia mais...
POR EM 17/07/2010 ÀS 09:01 AM

Amenidades

publicado em

Grandes polêmicas fizeram o mundo caminhar, evoluir e quem quiser saber mais é só ler a “História das Civilizações”. Polêmicas levam o homem a pensar, a ponderar, a desenvolver-se criticamente, a libertar-se dos comportamentos que as grandes massas de carneirinhos obedientes estabelecem como regra. Só as polêmicas são atraentes. O resto é corriqueiro e tedioso, mesmo quando são questões que propõem algo de novo pra se matutar e ângulos novos de um mesmo tema.

Mas polêmicas hoje são evitadas de qualquer maneira. Primeiro, pelos meios de comunicação que são os primeiros formadores de opinião: TVs, jornais, revistas, rádio —  todos eles têm pânico de assuntos polêmicos que, acreditam, podem trazer-lhes problemas jurídicos. Só amenidades são liberadas e incentivadas. Claro, o resultado disso é que quase todos os meios de comunicação são iguais, tediosos, repetitivos, acomodados, sonolentos, evidentemente medrosos nos cuidados com que jornalistas e apresentadores são orientados no que escrevem e falam.

Agora se controlam até os artigos com opiniões pessoais que antes eram respeitadas e das quais os jornais se eximiam naturalmente de responsabilidade, mas publicavam. Só o óbvio nos debates previsíveis gravados e editados que são revelados às massas nas TVs e, quando são debates ao vivo, estabelecem-se tantas regras e normas de censura que o que um fala é praticamente igual ao que os outros dizem.


leia mais...
POR EM 12/07/2010 ÀS 09:27 PM

As cores de Frida

publicado em

Frida Kahlo No último dia 6 de julho, aniversário da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954), fiquei a pensar em sua maneira tão particular de pintar (e aí, cabe o verbo nos dois sentidos) a si própria perante os outros. Trazer a tona tudo aquilo que se esconde atrás de nossa carne, dar formato aos nossos traços visíveis, unir tudo o que somos em um instante é um exercício diário que fazemos para nos mostrar. Frida, como ser humano, se fez conhecer em seu cotidiano, porém, não da maneira como esperamos. Além de se mostrar aos outros, ela se apresentou a si mesma.
 
Não falo das características de toda a sua obra surrealista — apesar de haver um pouco de nós em tudo aquilo que construímos —, mas sim, da força de seus auto-retratos; uma força surpreendente, que bate e que afaga o olhar do observador. Que pensamentos passavam pela mente de Frida enquanto os pintava? Vítima de poliomielite, de acidente de trânsito e de inúmeras conturbações na vítima pessoal, seus quadros eram um retrato de tudo aquilo que a rodeava. Chegou a declarar uma vez: “Pensavam que eu fosse surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.” E dessa realidade saíram auto-retratos em que a pintora aparece duplicada com o coração a mostra (“As Duas Fridas” - 1939), ou nua em uma cama de hospital ligada aos fetos que havia perdido (“Hospital Henry Ford ” - 1932). 


leia mais...
POR EM 12/07/2010 ÀS 08:59 PM

Imagine um mundo sem religiões

publicado em

Múcio é um homem velho, vivido, vívido e voraz quando o assunto é Deus. Ateu pacífico, destemido, provocador gentil, ele tem certeza absoluta: “acabe com o dinheiro e você assistirá ao fim de todas as religiões”. Como assim, Múcio?!

A conversa começou com José Saramago, escritor português recentemente ceifado da superfície do planeta, igualmente ateu e cheio de impaciência com a parcela crente da humanidade (e que deve corresponder à maioria). Polêmico, Saramago tornou-se uma criatura deveras distante da unanimidade entre leitores e críticos literários. Certamente, teve a sua literatura afetada (ou mesmo, superestimada) por causa das suas convicções políticas. Política e literatura: taí uma farofa indigesta.

Apesar da idade avançada e do câncer de próstata recentemente descoberto, Múcio não sucumbe à tentação da crença inabalável a um ser divino, no “apagar da luzes”, como ele mesmo gosta de dizer. Embora o médico tenha afirmado que ele morrerá de outra doença que não o câncer — pois se trata de um tumor minúsculo diagnosticado em fase muito precoce —, Múcio anda entregue às reflexões existencialistas. “Meus amigos e ex-colegas de trabalho já morreram, ou estão inválidos em suas cadeiras de roda sendo cuidados por terceiros. Eu continuo na ativa. Sendo assim, de hoje em diante, só vou fazer aquilo que tiver vontade. Por exemplo, enquanto houver juízo, não paro de trabalhar”, ele comenta.


leia mais...
POR EM 04/07/2010 ÀS 03:40 PM

Revista “mata” Roberto Saviano para chamar atenção do público

publicado em

Fotomontagem de Roberto Saviano A revista italiana “Max” decidiu publicar uma fotomontagem de Roberto Saviano (chamada de “O assassinato de Saviano”), autor do romance de não-ficção “Gomorra”, na qual o escritor aparece morto numa maca de uma espécie de Instituto Médico Legal — pronto para ser necropsiado. Teria sido “assassinado” pela Camorra, a violenta máfia napolitana. A fotografia vazou e, publicada no jornal “La Sampa”, de Turim, gerou debate entre jornalistas e intelectuais sobre os limites do jornalismo. Para uns, é um incentivo à morte do jovem prosador. Para outros, não é ético dizer que uma pessoa morreu se está viva. Há os que defendem a liberdade de expressão.

Saviano diz que a “Max” fez um trabalho de “mau gosto, profundamente insultuoso”. A revista “usa” a montagem “para especular cinicamente” sobre sua condição de “protegido” da polícia e sobre aqueles que arriscam a vida para denunciar coisas que atrapalham a vida dos indivíduos.

O diretor da revista, Andrea Rossi, disse ao diário “La Stampa” que não informou Saviano antes da publicação da foto e que o objetivo é mostrar que as críticas ao escritor são injustas, ou seja, que corre mesmo perigo de ser morto. Sua intenção seria menos escandalizar e mais chamar a atenção das pessoas para um fato grave. A mídia italiana avalia que a publicação pode prejudicar a vida e o trabalho do escritor e jornalista Saviano. “La Repubblica” sugere que a montagem prejudica Saviano e todos aqueles que fazem um trabalho perigoso, como denunciar a máfia e suas conexões supostamente legais. A mensagem: denuncie a máfia e será assassinado. O diário “Il Giornale”, de Silvio Berlusconi, ataca o escritor: “É uma operação para santificar um heroi que não precisa sê-lo”.


leia mais...
POR EM 04/07/2010 ÀS 03:03 PM

Não parece, mas é apenas um jogo

publicado em

Uma telha quebrada. Uma trinca na comunheira. Uma vigota empenada. Sabe-se lá. Pouco importa. Ele assiste a uma goteira que vaza pelo teto da sala de estar, estorvando mais um jogo do Brasil na Copa. Você sabe: brasileiro ama futebol. Ele detesta mesmo é o esquema tático “dungalizado”, as goteiras, as infiltrações e as suas próprias imperfeições.

Não menos enfurecida, a esposa reclama do tapete encharcado d’água e que fora presente de casamento. “Lembra como você me amava quando nos casamos?”, ela pensa, mas não diz. Com toda certeza o tapete vai adquirir, sim, pode crer, aquele cheiro desagradável de cachorro molhado, um odor incomodativo que jamais sairá das suas entranhas. Mais um motivo para a revolta entranhar no humor e no desamor daquele casal.

O mofo tomou conta do teto nos últimos dias. Ela bem que avisou: “tem alguma coisa errada com este telhado”. O Brasil vencia fácil o jogo (cronistas esportivos apressados previram até uma goleada), mas houve um intervalo, pausa para se calçar sapatos altos, e o vento danou soprar ao contrário. As celebridades tremeram em campo (percebem como o Kaká se parece com Paul McCartney na fase da beatlemania?!), e o ambiente na casa ficou mais inóspito, apesar das gargalhadas das crianças e suas “vuvuzelas” ensurdecedoras. O resultado foi dois a um para a Holanda. Os comentaristas vasculham motivos para o fracasso, repetem os gols até não se aguentar mais, desejam toda má sorte possível aos “rivais argentinos” que, a priori, nada tem a ver com o infortúnio dos atletas brasileiros. Fomentam, acirram uma rivalidade sulamericana absolutamente besta e contraproducente que, espera-se, jamais saia das quatro linhas do futebol e das churrasqueiras.


leia mais...
POR EM 03/07/2010 ÀS 03:03 PM

José Saramago é o Dunga da literatura

publicado em

José Saramago A melhor crítica literária da obra do escritor português José Saramago, recentemente falecido, foi escrita por alguém do Vaticano. Os padres disseram que sua literatura é populista. Acertaram na mosca.

Saramago é o Pablo Neruda da prosa, um escritor cuja fama foi pacientemente construída com o apoio das patotas comunistas que ainda infestam os cadernos culturais dos jornais, dos grandes, dos médios e dos pequenos. Os comunas cumpriram a tarefa, fizeram críticas majestosas deste escritor do terceiro time, o Dunga da literatura, e contribuíram, diretamente, para que ganhasse o Prêmio Nobel da Literatura. Agora, sendo bom ou ruim, está consagrado. O Nobel, para a maioria dos leitores, é consagrador. Jorge Amado, um bom escritor do quarto time, quase ganhou o Nobel de Literatura, graças ao apoio da máquina de propaganda dos comunistas.

Li, no “Estadão”, que Harold Bloom disse que Saramago é um grande escritor, uma espécie de Shakespeare de Portugal ou da língua portuguesa. Há muito, diante de algumas abobrinhas ditas por Bloom, comecei a avaliar que o crítico literário norte-americano havia enlouquecido. Agora, tenho certeza que o sujeito pirou o cabeção. Bloom é um grande crítico porque examina os livros de perto, sem firulas linguísticas e invencionices acadêmicas, e, o que é ótimo, sem perder tempo discutindo teorias literárias. Seus livros contêm citações dos próprios livros analisados e muito raramente referências bibliográficas. No Brasil, nas faculdades de letras, ensina-se teoria literária mas incentiva-se muito pouco a leitura de obras literárias. Muitos alunos sabem quase tudo a respeito do que disseram alguns críticos, mas pouco sabem do que disseram os grandes escritores. Fazem uma leitura de segunda mão, empobrecedora. Limitadora. Perguntei para um estudante de letras: “O que acha da prosa de Graciliano Ramos?” Ele respondeu, sem ficar corado: “Bem, o que terá dito Antonio Candido?” O sociólogo é um crítico literário fascinante, dos melhores, mas temos a obrigação, antes de conhecer sua análise, de ler as obras por ele examinadas. Por mais que Candido seja um crítico brilhante, a obra de Graciliano Ramos e Guimarães Rosa é muito mais importante.


leia mais...
POR EM 03/07/2010 ÀS 02:49 PM

Agora Inês é morta

publicado em

Inês de CastroQue a expressão significa alguma coisa como tarde demais ou algo parecido, isso toda gente sabe. Um prazo vencido, uma oportunidade perdida, algum acontecimento irreversível, e lá vem alguém e diz: Agora Inês é morta.

O que nem todos sabem é a origem da expressão. Até outro dia este cronista também não sabia.

Em várias obras literárias, desde Fernão Lopes (pai de todos nós, os que escrevemos crônicas, cronista-mor que ele foi del Rei D. Duarte, no século XV), passando por Sá de Miranda e chegando a Camões, encontra-se a história da infeliz Inês de Castro. Esta, uma nobre galega, veio para Portugal como aia de Dona Constança, futura esposa de Dom Pedro I, de Portugal. O príncipe, cujo casamento fora arranjo da corte, apaixonou-se pela dama de companhia de sua mulher. Até aí, nada de extraordinário, situação bastante comum naquelas épocas em que o sangue bom, mas bom mesmo, ainda era o sangue azul. E olha que logo depois Camões diria que o amor é fogo que arde sem se ver.

Morta Dona Constança, os conselheiros de Afonso IV exigiram que o príncipe Dom Pedro tomasse esposa indicada por eles e rompesse as relações com sua amada. Temiam que, por sua influência, Portugal perdesse a independência. Não houve jeito de convencer o príncipe, por isso, e por conspiração dos conselheiros, ele foi mandado para a guerra. Enquanto fora o príncipe, reunida a corte, Inês de Castro foi trazida do interior, onde se encontrava, e num julgamento sumário foi condenada à morte e ali mesmo, no palácio, foi degolada.


leia mais...
 < 1 2 3 4 5 6 >  Último ›
É permitida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia dos editores, desde que citada a fonte.
© Copyright 2009 — Revista Bula — Literatura e Jornalismo Cultural — editorial@revistabula.com


renovatio