Autor: Rebeca Bedone

Não se renda à felicidade de Instagram. A vida é muito curta para ser editada

Não se renda à felicidade de Instagram. A vida é muito curta para ser editada

Talvez não haja tempo suficiente para resolver o que não tem explicação. Resta a nós descobrir a nossa própria verdade: viver sob o controle de consumismo, egoísmo e alienação (espalhando sorrisos editados, mesmo quando nada está indo bem) ou viver sob a vulnerabilidade humana — como selvagens de nós mesmos — com infortúnios e alegrias, mas aprendendo a deixar doer.

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Uma carta de amor às madrinhas

Uma carta de amor às madrinhas

Quando eu tinha dois anos e meus pais precisavam sair, eles me deixavam na casa dos meus tios. Eu dormia na cama deles, entre os dois. Meu tio ficava imóvel durante a noite porque tinha medo de se virar sobre mim e me sufocar. Naquela época, minha tia estava grávida pela primeira vez; ela conta que, depois que meu primo nasceu e eu perdi o lugar na cama dos “dindos”, fiquei, por algum tempo, emburrada.

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Não espere seu pai ir embora para dizer que o ama

Não espere seu pai ir embora para dizer que o ama

Quando se tem o pai sempre por perto, ou mesmo se ele mora longe, mas se mantém presente, é comum se acomodar na segurança da sua presença. Mas repare que o pique dele já não é mais o mesmo de quando tinha tanta energia para trabalhar por várias horas seguidas, ou quando subia no telhado para consertar a antena da televisão. Hoje ele toma remédios, sente dores e tem o caminhar mais lento por causa da artrose; suas mãos já não são tão ágeis, e os fios de cabelos brancos, assim como a pele enrugada ao redor dos olhos, revelam que heróis também envelhecem.

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Só quem tem gatos entende esse amor louco que nós temos por eles

Só quem tem gatos entende esse amor louco que nós temos por eles

Parece que dentro do olhar felino encontramos luz, mistério e serenidade para os nossos problemas, e o ronronar dos gatos é melodia e conforto pro nosso cansaço. Facilmente nos apaixonamos pelo veludo macio de pelos que acariciam a nossa pele e pelas almofadinhas das patas que caminham levemente sobre nós. Mas os mimos e carinhos começam e terminam quando o gato quiser, e nós aprendemos a conviver bem com isso.