Autor: Rafael Theodor Teodoro

15 filmes que são diamantes para o cérebro

15 filmes que são diamantes para o cérebro

Trata-se de uma tentativa de orientar o leitor da Bula — por certo, alguém que preza pelo que há de mais refinado no campo da cultura — no mar de referências cinematográficas. Como sói acontecer, a lista é estritamente pessoal: ela elenca obras que agradam ao meu gosto estético na arte cinematográfica. Basta pensar que, tivesse outro autor assinado a lista, as referências decerto mudariam (talvez ele viesse a público afirmar que “Curtindo a Vida Adoidado”, do diretor John Hughes, é superior aos filmes do Godard, opinião que eu nunca endossaria). A lista também é limitada: são apenas 15 filmes, o que incontornavelmente deixará de fora muitas obras relevantes.

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O melhor filme da história recente do cinema

O melhor filme da história recente do cinema

O roteiro complexo, com permanentes digressões entre passado e presente, a excelente interpretação dos atores, a bela fotografia, a trilha sonora comovente assinada pelos compositores Federico Jusid e Emilio Kauderer, o antológico plano-sequência no estádio de futebol. São aspectos técnicos, já amplamente incensados pela crítica, que colocam essa película, com todo o mérito, não só entre as mais sofisticadas produções do cinema latino-americano como entre o que de melhor já se fez na história da cinematografia recente em nível mundial.

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15 músicas que são diamantes para os ouvidos

15 músicas que são diamantes para os ouvidos

A lista vai do samba ao rock, da valsa à música sertaneja. As composições não estão dispostas numa ordem de valor artístico intrínseco, de modo que a primeira, de acordo com a minha escala de julgamento, não é melhor do que a última. Apenas são composições da música popular brasileira de que gosto e a respeito das quais decidi escrever breves comentários, indicando sua ouvida ao leitor da Revista Bula.

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A Chegada, de Denis Villeneuve: uma obra-prima instantânea

A Chegada, de Denis Villeneuve: uma obra-prima instantânea

Como um cético apaixonado pela Ciência, sempre tive apreço pela ficção científica. Nesse sentido, “A Chegada”, do diretor Denis Villeneuve, é um exemplo — infelizmente cada vez mais raro — de filme do gênero dotado de valor artístico. Eis uma película que, ouso dizê-lo em tom vaticinante, haverá de integrar o panteão das melhores ficções científicas já filmadas na história do cinema. Uma obra-prima instantânea.

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Declaração de voto: Beethoven prefeito!

Declaração de voto: Beethoven prefeito!

Ele foi o maior pianista não apenas do seu tempo; ele foi o maior pianista de todos os tempos. Ele foi capaz de, surdo, reger suas sinfonias e arrancar aplausos arrebatados do público. Ele revolucionou tudo o que fez na vida. Só ele agora pode salvar a política da nossa cidade da mediocridade, da fealdade e da corrupção. Vote em quem já provou que é capaz de revolucionar. Os outros candidatos até podem ser bons, mas só ele é gênio. Só a arte dele sobreviveu aos séculos. Só ele é verdadeiramente imortal.

MCB (música de corno brasileira): breve tratado sobre a ‘sofrência’ e a era da boçalidade musical

MCB (música de corno brasileira): breve tratado sobre a ‘sofrência’ e a era da boçalidade musical

A história de Pablo não é muito diferente da maioria das trajetórias dos produtos vendidos pela indústria musical. Nascido no interior da Bahia, começou a cantar ainda cedo, influenciado por seu pai. Logo percebeu que seu talento musical era limitado e não se incomodou com isso. Sem nenhuma pretensão artística verdadeira, percebeu que o violão seria sua carpintaria. E que se conseguisse associar meia dúzia de acordes à sua voz de tenor choroso seria possível ganhar rios de dinheiro sem maiores esforços no campo da intelecção.

Jennifer Lopez:  o poço sem fundo do mau gosto e da falta de respeito próprio

Jennifer Lopez: o poço sem fundo do mau gosto e da falta de respeito próprio

Há exatamente um ano, em setembro de 2013, escrevi uma crítica ao fenômeno do “twerk” na música pop dos Estados Unidos. A palavra “twerk” remetia a uma dança sensual, por meio da qual a mulher balançava suas nádegas diante do parceiro, excitando-o com seus quadris. Eis que agora sou surpreendido pelo lançamento do videoclipe da música “Booty” e vejo-me obrigado a revisitar minhas ideias. Até então, eu cria sinceramente que Cyrus havia assumido o posto de “rainha do bumbum” nos Estados Unidos, e que o escandaloso videoclipe de “Wrecking Ball” representava o ápice do mau gosto numa carreira de pseudoartista. Ledo engano. O que está ruim sempre pode piorar.