Autor: Karen Curi

O Ministério da Saúde adverte: alguns beijos viciam e causam total dependência

O Ministério da Saúde adverte: alguns beijos viciam e causam total dependência

Tem gente que é impossível esquecer, porque tem o cheiro que nenhum perfume, jamais, vai conseguir reproduzir. A gente pode viajar, conhecer pessoas, mas ninguém será bom o bastante para apagar da memória olfativa aquele aroma febril. Gente que abraça e se funde como alquimia, que tem química, física, história, geografia e até mesmo matemática. Gente que combina mais que goiabada com queijo, arroz com feijão e café com leite.

Amor nenhum cabe em gaiola

Amor nenhum cabe em gaiola

Meu pai sempre dizia que, para conhecer com quem vamos nos casar, é preciso primeiro separar. Isso mesmo. “A gente só conhece o outro depois que se separa, minha filha.” É… A separação deveria ser o pretérito imperfeito do matrimônio. Meu pai não tinha diploma, não falava outras línguas, não era culto. Mas ele possuía algo para o qual, naquele tempo, eu não dava a menor importância. Meu pai era um homem experiente. E experiência supera, até mesmo, a sabedoria.

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Somos as palavras que trocamos, os erros que cometemos e os impulsos que cedemos

Somos as palavras que trocamos, os erros que cometemos e os impulsos que cedemos

Somos o que restou do que um dia fomos. Somos o pó de uma infância feliz e a nuvem fazendo pairar incertezas sobre uma velhice digna. Somos o mundo de alguém e o nada para o mundo inteiro. Somos a promessa de evolução, assim, sem pressa, caminhando numa procissão sem rumo, com a fé de que lá na frente seremos um tantinho melhores. Nunca estivemos tão perdidos nessa romaria chamada Vida. Procuramos caminhos e saídas através dos pés dos outros, escutando vozes paralelas à nossa, seguindo andarilhos igualmente perdidos. Nos preocupamos em saber para onde ir, quando nem sabemos quem realmente somos.

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100 razões pelas quais as mulheres broxam!

100 razões pelas quais as mulheres broxam!

Mulher broxa com o narciso, que só funciona diante do espelho. Mulher broxa com homem que conversa olhando para os próprios músculos. Mulher broxa com homem sensível demais, carinhoso demais, pegajoso demais. Mulher broxa com homem bronco demais, bruto demais, selvagem demais. Mulher broxa com homem fofo, que fala no diminutivo, com voz de bebê. Mulher broxa quando ele xinga e quando ele não xinga. Mulher broxa com homem que lhe falta ao respeito. Mulher broxa com homem calado e com homem que não para de falar. Mulher broxa com os depressivos, os dependentes e os carentes. Mulher broxa com erros de português. Mulher broxa com aqueles que só falam da ex.

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Esqueça os contos de fadas. A vida real é um conto de falhas

Esqueça os contos de fadas. A vida real é um conto de falhas

Sabe aquela história da princesa que foi resgatada no alto da torre pelo príncipe encantado e foram felizes para sempre? Conversa para boi dormir. A gente cresce ouvindo sobre um mundo perfeito, até o dia em que encaramos a realidade e nos damos conta de que a vida não é um conto de fadas. Pelo contrário, ela está mais para um conto de falhas. E o que fazer quando descobrimos que o “felizes para sempre” de fato acaba ou simplesmente não existe? Ora, aprender a viver com menos romantismo e mais ceticismo, com menos idealização e mais evidências.

Mulheres não precisam de terapia, precisam ir juntas ao banheiro!

Mulheres não precisam de terapia, precisam ir juntas ao banheiro!

“Se homem fosse coisa boa, Deus não teria lhe arrancado as costelas!”, escutei vindo do banheiro ao lado, enquanto me dedicava ao quase gozo de esvaziar minha bexiga saturada de teor alcoólico. Aliás, seria impossível não ouvir o tom esganiçado de uma mulher em estado ébrio. Confesso que achei, no mínimo, pertinente e pitoresco. Do lado de fora, gargalhadas estridentes, frases incompletas, pensamentos desconexos. Aquelas línguas em brasa chicoteavam o sexo masculino. Do lado de dentro, declarações de amor que dariam inveja a Shakespeare, rimas com “nu” e “menu” que constrangeriam até mesmo Nelson Rodrigues. Senhores, sejam bem-vindos ao banheiro feminino.

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Daqui a pouco sorrir vai ser ofensa para quem não tem dente

Daqui a pouco sorrir vai ser ofensa para quem não tem dente

Eu não sei por que, mas quanto mais o mundo cresce, mais as cabeças diminuem. E não é microcefalia, é ignorância congruente mesmo. Sim, estamos em processo de evolução, aprendemos a separar o lixo e a não desperdiçar a água — viva o homem moderno! Somos primatas com o dom da retórica comovente e persuasiva, discursamos sobre igualdade e fraternidade, mas cá entre nós, é tudo da boca para fora. É só para sair bonito na foto. Porque no fundo as pessoas são intolerantes, porque se supõem melhores do que as outras, e porque acreditam ter razões para opinar sobre tudo e sobre todos.