Autor: Karen Curi

Abrace, beije, perdoe e agradeça. Neste fim de ano não economize sentimentos

Abrace, beije, perdoe e agradeça. Neste fim de ano não economize sentimentos

Quanta gente se foi esse ano… Quantos anos se foram em um só dia. Quantas vidas se despediram em fração de segundo. Quantos segundos se tornaram eternos. Quanta gente. Gente de perto e gente de longe. Gente importante para o mundo e gente que foi o mundo da gente. Caminhos pela metade. Uns ainda engatinhando. Outros, no final do percurso. Estrada cheia de vida pela frente. Vida já cansada de tanta estrada. O adeus agendado. A partida num piscar de olhos. O abraço que guardamos.

O Ministério da Saúde adverte: para viver bem é só ligar o foda-se!

O Ministério da Saúde adverte: para viver bem é só ligar o foda-se!

Já queimei o arroz, o couro cabeludo, os pés na areia quente, o corpo até dar bolhas. Já queimei foto do ex, o meu próprio filme, e a cabeça de tanto pensar. Queimei de ódio e de vergonha. Ah, queimei. Já saí sem hora para voltar, sem juízo, sem sutiã, sem perfume, celular, chave de casa, protetor solar. Já menti para a minha mãe quando disse que nunca fui a um baile funk, para o meu pai quando jurei que nunca tinha beijado, para o meu chefe quando supostamente adoeci na quarta-feira de cinzas.

Não adianta fazer um retiro espiritual se você não acredita em nada disso

Não adianta fazer um retiro espiritual se você não acredita em nada disso

Às vezes virar a página não serve de nada. Não muda a história, não troca os personagens. De que adianta sair pelo mundo afora em busca de gente nova e novas bagagens, quando o voo certamente nos trará de volta ao nosso velho livro de bolso? Um livro recheado de memórias, um diário escrito sem pressa, preenchido pela metade, ou talvez nem isso. Ainda resta um punhado de folhas em branco, mas que, independente da nossa vontade, serão ocupadas com preces, lágrimas, rabiscos e risos.

Traição não dói. O que dói é saber que não satisfazemos o outro

Traição não dói. O que dói é saber que não satisfazemos o outro

Parte-se do princípio de que quando uma pessoa engana a outra é porque ela se sente superior e, portanto, está no seu “direito” de fazer o que bem entende. Julga que o seu parceiro é menor, mais frágil, dependente, e até mesmo incapaz de lidar com a verdade, seja ela a falta de amor ou o amor por outra pessoa, a necessidade de provar o novo ou o cansaço de uma relação sufocante e costumeira. Sobram justificativas para fundamentar por que as pessoas traem os seus companheiros.

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Não me espere para o jantar. Fui gostar de quem gosta de mim e não volto tão cedo!

Não me espere para o jantar. Fui gostar de quem gosta de mim e não volto tão cedo!

Dei o fora de repente. Sem aviso prévio, sem fazer as malas. Saí como quem vai comprar cigarro e não volta mais. Tantas vezes a gente avisa que vai embora, ameaça, faz chantagem, mas por medo da solidão não consegue ir. Falta coragem. Prorrogamos a dor da despedida e a agonia que nos assalta só de pensar na abstinência do outro. Aceitamos menos amor, menos atenção, menos carinho, menos tesão, menos cuidado. A gente aceita ser menos, ou quase nada. Até que uma hora a gente cansa. E bate a porta sem dar uma palavra.

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Aos 20 você sabe de tudo. Aos 30, começa a ter dúvidas. Aos 40 você quer voltar a ter 20

Aos 20 você sabe de tudo. Aos 30, começa a ter dúvidas. Aos 40 você quer voltar a ter 20

Há muitas razões para alguém, beirando os 40, querer mudar o curso do barco. Nessa fase da vida se supõe estar no meio da travessia, por isso a incerteza do rumo, do vento, do destino, da companhia a bordo. “Metade do caminho. Quantas coisas já deixei pelas margens do meu caminho. Coisas inteiras e pela metade. Ou quantas metades já teve o meu caminho. Ou quantos caminhos percorri de metade em metade.” Carlos Trigueiro, em “Memórias da Liberdade”, fez o que o homem ocidental faz quando chega no meio do destino. Pôs na balança a própria vida.

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Não me venha com emoticons. Eu quero mais toque e menos touch!

Não me venha com emoticons. Eu quero mais toque e menos touch!

Você manda um currículo e não é chamado porque não tem todas as especificações que a vaga pede, porque não sabe todos os programas, não tem todos os cursos nem todas as formações acadêmicas. Também não fala todos os idiomas. É, meu amigo… Não adianta ser bom no que você faz. Isso não é o bastante para conseguir um emprego nos dias de hoje. Você precisa ser, praticamente, uma mistura de MacGyver com James Bond.

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