Autor: Flávio Paranhos

Os 11 mandamentos de Henry Miller

Os 11 mandamentos de Henry Miller

No início dos anos 1930, quando ele escreveu o que se tornaria seu primeiro romance, o superinfluente “Tropico de Câncer”, Henry Miller escreveu uma lista de 11 mandamentos, a serem seguidos por ele mesmo. “Miller é um escritor muito original: a sequência dos seus livros constitui uma grande autobiografia assim franca como ninguém jamais escreveu; na sua adoração profundamente romântica do sexo sempre há nuanças de um humorismo picaresco e pitoresco”, escreveu o crítico Otto Maria Carpeaux.

Quem tem medo de Simone de Beauvoir?

Quem tem medo de Simone de Beauvoir?

Se todos somos iguais por natureza (Hobbes), o que nos diferencia é a forma que tomamos no seio da sociedade (Beauvoir). Não há justificativa para, nessa diferenciação, haver privilégios para uns e preconceitos para outros (sim, é claro que isso vale para outras coisas, como cor de pele, por exemplo). “Ser mulher” hoje, ainda significa, a despeito do movimento feminista datar do século passado, “valer menos”. Cujas consequências são receber menor remuneração executando o mesmo trabalho, ser vista como objeto de uso livre, incluindo aí uso de violência no caso do “objeto” se rebelar, ser preterida em promoções e cargos de chefia.

1107
É ética sim!

É ética sim!

Há aproximadamente dois anos participei como ouvinte de uma audiência pública no senado promovida pela senadora Ana Amélia, que tinha como objetivo ouvir as partes envolvidas na regulação ética da pesquisa clínica no Brasil. Tratava-se de resposta a uma demanda da indústria farmacêutica, ali representada, entre outros, pelo presidente da Interfarma, Antônio Brito. Ele abriu sua participação com a afirmação que viria a se tornar seu mantra: “Não se trata de ética.” Toda vez que ele se manifesta publicamente sobre o assunto, faz questão de frisar isso.

Woody Allen e Heidegger: Morte aos monstros!

Woody Allen e Heidegger: Morte aos monstros!

Minha tese é que Mia Farrow é uma pessoa profundamente perturbada (bioquímica e neuropatologicamente mesmo) e machucada, que não hesita em trazer os outros para dentro de sua espiral egocentrada. Dory Previn, Barbara Sinatra, Ronan, Dylan, Soon-Yi, Woody são todos moscas presas em sua teia psicótica. Posso estar errado? Posso. Mas acho que não.

3295
Melhor isso do que nada

Melhor isso do que nada

Os mesmos petistas que não abrem mão do Sírio, consideram que os cidadãos de lugares ermos e das periferias das grandes cidades devem se contentar com equipes mal remuneradas ou sem direitos trabalhistas (ou as duas coisas juntas), em lugares sujos, sem a mínima estrutura. Por qual argumento? Melhor isso do que nada. Esses são lugares que já não têm médicos mesmo, e as doenças mais comuns não precisam de estrutura. Então, segue o argumento, melhor um médico sem diploma revalidado, num posto de saúde sem estrutura, do que nada.

A canalhice conta com a burrice

A canalhice conta com a burrice

A verdade é que os médicos somos, antes de tudo, burros. Muito burros. Fizemos exatamente o que a canalhada federal queria. Fizemos greve, dando oportunidade pros jornais documentarem pacientes que haviam marcado sua consulta há meses e tendo de remarcar. Dizemos para os colegas não atenderem os erros e complicações dos cubanos. Recebemos, vestindo nossos jalecos brancos e com gritos raivosos, os colegas estrangeiros, no aeroporto.